• 1 Ouça-me, ó Deus! Ouça o meu clamor; escute a minha oração!
  • 2 Mesmo estando tão longe, nos confins da terra, pedirei a sua ajuda, com o meu coração abatido e fraco; leve-me para o lugar seguro e protegido que não posso alcançar sozinho.
  • 3 O Senhor é a minha fortaleza segura, uma torre forte contra o inimigo.
  • 4 Viverei para sempre na sua presença e sempre procurarei abrigo debaixo das suas asas.
  • 5 Ó Deus, o Senhor ‘ouviu as minhas promessas e me deu a herança guardada para quem o ama e respeita.
  • 6 Dê vida longa ao rei; que viva por muitas gerações!
  • 7 Que ele viva bem perto do SENHOR para sempre. Que ele seja guardado pelo amor e pela fidelidade de Deus.
  • 8 Então cantarei hinos ao Senhor durante toda a minha vida, dia após dia, para cumprir as promessas que fiz a ele.

Versículos 1-4: Davi busca a Deus por experiências anteriores; 5­ 8: Faz o voto de servir a Deus.

Vv. 1-4. Davi começa com orações e lágrimas; porém, termina com louvores. A alma elevada a Deus volta a deleitar-se. Onde quer que estejamos, teremos a liberdade de aproximarmo-nos de Deus, e poderemos encontrar o caminho aberto para o trono da graça. O que nos separa de outras consolações deverá nos aproximar mais de Deus, que é a fonte de todo o consolo. Mesmo que o coração esteja triste, ainda será capaz de elevar-se a Deus em oração. Sim, eu clamarei a ti, porque assim serei sustentado e aliviado. O pranto deve vivificar a oração, e não matá-la. O poder e a promessa de Deus são como uma rocha mais alta do que nós. Esta rocha é Cristo. Davi deseja apoiar a sua alma na misericórdia divina, como sobre uma rocha; porém, era como um marinheiro náufrago, à mercê das ondas, ao pé de uma rocha demasiadamente alta para que subisse nela sem ajuda. Davi compreendeu que não poderia firmar-se sobre a Rocha da salvação, a menos que o Senhor o colocasse sobre ela. Uma vez que há segurança nEle, e não em nós, oremos para que sejamos guiados a Cristo, e sejamos edificados sobre Ele, que é a nossa Rocha. O serviço a Deus será a sua constante atividade e obra; assim devem proceder todos os que esperam encontrar o seu refúgio e torre forte em Deus. A graça de Deus será a sua constante consolação.

Vv. 5-8. Existe um povo no mundo que teme o nome do Senhor. Há um legado peculiar deste povo: consolações presentes na alma e primícias de bênçãos futuras. Os que temem a Deus têm o bastante nEle, e não devem queixar-se. Não temos que desejar melhor herança do que àquela que pertence aos que temem a Deus. Os que mantêm um bom propósito neste mundo, os que perseveram em Deus, servem-no e andam em seu temor; eles permanecerão em sua presença para todo o sempre. Estas palavras aplicam-se àquEle a respeito de quem o anjo disse: "Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim" (Lc 1.32-33). As promessas de Deus e a nossa fé nelas, não devem ser desprezadas; porém, devem estimular a oração. Não precisamos de maior segurança do que estar sob a proteção da misericórdia e da verdade de Deus. se somos participantes da graça e verdade que vieram por Jesus Cristo, podemos louvá-lo independente das nossas circunstâncias exteriores. Porém, a experiência renovada da misericórdia e verdade de Deus para com o seu povo em Cristo Jesus, é o tema principal da alegria que temos nEle, e do louvor que oferecemos a Ele.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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