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1
As regiões desabitadas e os lugares secos se alegrarão naqueles dias. O deserto vibrará de alegria e se cobrirá de flores.
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2
Haverá muita alegria, muitas flores, muitas canções felizes! A terra seca e vazia se tornará verde como as montanhas do Líbano e tão bela como os pastos do monte Carmelo e os campos de Sarom. Lá o SENHOR mostrará a sua glória, a brilhante majestade do nosso Deus.
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3
Fortaleçam as mãos cansadas, firmem os joelhos fracos;
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4
animem os que sentem medo, dizendo: “Vamos, seja forte! Não tenha medo! Veja, o seu Deus está vindo para castigar seus inimigos com a divina retribuição. Ele vai salvar você!”
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5
Quando ele vier, vai abrir os olhos dos cegos e destapar os ouvidos dos surdos.
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6
Os aleijados pularão e dançarão como os cervos, e a língua do mudo cantará de alegria! Fontes brotarão na terra seca, e rios correrão no deserto!
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7
Onde havia apenas areia quente, haverá lagos; na terra onde não caía chuva, as fontes vão borbulhar. Nos lugares onde só os chacais conseguiam viver, vão brotar a erva verde e as plantas aquáticas, juncos e bambus!
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8
Por aquela terra, antes deserta, passará um caminho largo; ele será chamado “O Caminho da Santidade”. Por esse caminho, os impuros não poderão passar; somente os que obedecem ao Senhor. Mesmo uma pessoa simples e sem instrução não se desviará dele.
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9
Nenhum leão atacará de surpresa ao longo desse caminho; ali não haverá animais ferozes. Somente os que foram salvos passarão por ele.
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10
Estes, que foram comprados pelo SENHOR, passarão por esse caminho, entrarão em Sião com canções de grande alegria e ali viverão felizes para sempre. Para eles nunca mais haverá dor ou tristeza, porque eles receberam a alegria duradoura.
Recurso de Estudo
Versículos 1-4: O estado de esplendor do reino de Cristo; 5-10: Os privilégios de seu povo.
Vv. 1-4. A Judéia era próspera na época de Ezequias, mas o reino de Cristo é o propósito do grande tema. A graça que converte faz com que a alma, que era um deserto, se regozije com gozo e canto, e floresça abundantemente. o fraco e covarde é animado. Este é o desígnio do Evangelho. o medo enfraquece; quanto mais lutarmos contra ele, mais fortes ficaremos para fazer e sofrer; é o Senhor quem nos diz: "sê forte". Temos o auxilio daquEle que é poderoso. É dada a segurança da vinda do Messias para vingar-se das potestades das trevas, para recompensar com abundante consolo os que se lamentam em Sião; Ele virá e salvará. Virá novamente no fim dos tempos para castigar àqueles que têm transtornado o seu povo; e para dar descanso àqueles que foram perturbados, o que será uma recompensa plena por todos os seus problemas.
Vv. 5-10. Quando Cristo vier a estabelecer o seu reino no mundo, maravilhas e grandes prodígios serão realizados na alma dos homens. Pela Palavra e pelo Espírito de Cristo, os cegos espirituais foram iluminados, e os surdos aos chamados de Deus ouviram-no imediatamente. Aqueles que eram incapazes de fazer algo bom, pela graça divina tornaram-se ativos. Aqueles que não sabiam falar de Deus ou a Deus, viram os seus lábios sendo abertos para manifestar o seu louvor. Quando o Espírito santo desceu aos gentios que ouviram a Palavra, então foi aberta a fonte de vida. A maior parte da terra é ainda um deserto, e nela não são encontrados os meios da graça, adoradores espirituais, nem frutos de santidade. Porém, o caminho da religião e da santidade, do mandamento de Deus, será aberto; é o bom caminho antigo. o caminho ao céu é um caminho claro, e isto evita que os que têm pouco conhecimento e os indoutos percam o caminho. será uma vereda segura, e ninguém poderá fazer-lhes dano algum. Cristo, o caminho a Deus, será dado a conhecer claramente; a vereda do dever do crente será claramente delineada. Então, sigamos adiante alegremente, seguros de que o final do caminho será gozo eterno e repouso para a alma. Os habitantes da Sião do Evangelho se regozijam em Cristo Jesus, e seus pesares e suspiros fogem diante do consolo divino. Assim estas profecias são concluídas. Nossa esperança de gozo e perspectiva de vida eterna deve tragar todos os pesares e gozos do presente. Porém, de nada servirá admirarmos a excelência da obra de Deus se não chamarmos de nossas as suas preciosas promessas. Amamos a Deus como o nosso Criador, mas por que também deu o seu Filho para morrer por nós? Estamos andando no caminho da santidade? Façamos bem a nós mesmos com estas simples perguntas, ao invés de perdermos tempo com coisas que possam ser curiosas e que tragam entretenimento, mas nada proveitosas.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público