• 1 “Se aparecer entre vocês algum profeta ou alguém que diga que é capaz de fazer previsões por meio de sonhos ou de um sinal miraculoso ou um prodígio,
  • 2 e se o sinal ou as coisas que ele previr de fato acontecerem, mas disser: ‘Venham! Vamos adorar e servir aos deuses que vocês não conhecem’,
  • 3 não deem ouvidos às palavras daquele profeta ou sonhador. Pois o SENHOR, o seu Deus, estará provando vocês para ver se de fato amam o SENHOR, o seu Deus, de todo o coração e de toda a alma.
  • 4 Sigam somente o SENHOR, o seu Deus, temam somente a ele. Guardem os seus mandamentos, deem ouvidos somente ao que ele diz e não se afastem dele.
  • 5 O profeta que queira fazer com que vocês deixem os caminhos do SENHOR terá de ser morto, pois pregou rebelião contra o SENHOR, o seu Deus, que os tirou do Egito e os resgatou da escravidão; esse profeta tentou afastá-los do caminho que o Senhor, o seu Deus, lhes ordenou que seguissem. O mal será eliminado do meio de vocês.
  • 6 Se o seu próprio irmão ou irmã, o seu filho ou filha, a bem-amada esposa ou o seu amigo mais íntimo, lhe falar em segredo, sugerindo: ‘Vamos prestar culto a outros deuses, deuses que você nem seus antepassados conheceram,
  • 7 deuses dos povos vizinhos, ou de povos distantes, de um ao outro extremo da terra’,
  • 8 não pare para ouvir, nem se deixe convencer. Não tenha pena dele. Não poupe a sua vida nem o proteja.
  • 9 Mate o infiel. Você deve ser o primeiro a levantar a sua mão contra essa pessoa para matá-la. Depois todo o povo o ajudará.
  • 10 Essa pessoa terá de ser apedrejada até a morte, porque tentou afastar você do SENHOR, o seu Deus, que tirou Israel do Egito, daquele lugar de escravidão.
  • 11 E todo o Israel tomará conhecimento do pecado cometido; todos temerão, e ninguém repetirá essa maldade.
  • 12 “Se alguma vez vocês ouvirem dizer que numa das cidades recebidas pelo SENHOR, o seu Deus, para sua moradia,
  • 13 homens malignos fizeram sugestões pecaminosas e desviaram os seus habitantes, dizendo: ‘Vamos e sirvamos a outros deuses’, deuses que vocês não conhecem,
  • 14 vocês deverão verificar e fazer uma investigação cuidadosa para ver se isso é verdade. Se, de fato, for verdade e ficar comprovado que se praticou essa coisa horrível entre vocês,
  • 15 certamente matarão com a espada todos os moradores daquela cidade. Toda ela será destruída completamente com tudo o que nela houver, tanto os seus moradores quanto os seus animais.
  • 16 Depois, ajuntem todos os bens deles no meio da praça principal e queimem a cidade com todas as posses deles. Isso será como oferta ao SENHOR, o seu Deus. A cidade permanecerá em ruínas para sempre e nunca mais voltará a ser reconstruída.
  • 17 Além disso, ninguém guardará nada dos bens que foram condenados para a destruição, para que o SENHOR abrande a sua ira e trate vocês com bondade e compaixão, e multiplique o seu povo, como prometeu sob juramento aos nossos antepassados.
  • 18 Isso ocorrerá somente se obedecerem ao SENHOR, o seu Deus, guardando todos os mandamentos que estou lhes dando, e fazendo o que é justo ao olhos do SENHOR, o seu Deus.

Versículos 1-5: Os que induzem à idolatria devem morrer. 6-11: Os familiares que induzem à idolatria não serão perdoados; 12-18: As cidades idólatras não serão perdoadas.

Vv. 1-5. Moisés advertira os israelitas contra o perigo que poderia vir dos cananeus. Aqui, ele os adverte contra a aparição da idolatria no meio deles. Devemos estar bem familiarizados com as verdades e os preceitos da Bíblia; podemos ser provados pela tentação para o mal, sob a aparência de algo bom; ou do erro disfarçado de verdade; nada é capaz de opor-se diretamente a tais tentações, a não ser o testemunho claro e expresso da Palavra de Deus em sentido contrário. É uma prova de sincero afeto a Deus, que, apesar de enganosas simulações, não sejamos levados a abandonar a Deus para seguirmos outros deuses e servi-los.

Vv. 6-11. Um dos ardis de Satanás é tentar levar-nos ao mal através de nossos entes queridos, de quem menos podemos suspeitar, e aos quais desejamos agradar e estar dispostos a aceitar conselhos e opiniões. Supõe-se que a tentação a que se refere aqui venha de um irmão ou de um filho que, por natureza, seja muito próximo; da esposa ou de amigos, pessoas que se tornam próximas por nossa escolha, e que são para nós como a nossa própria alma. Porém, o nosso dever é preferir a Deus e à religião, antes dos mais próximos e mais queridos amigos que tenhamos no mundo. Não devemos infringir a lei de Deus para agradar os nossos amigos, nem dar a eles o nosso consentimento, nem acompanhá-los para fazer-lhes companhia ou por nossa curiosidade, nem para ganhar-lhes os afetos. Existe uma regra geral: "Filho meu, se os pecadores, com blandícias, te quiserem tentar, não consintas" (Pv 1.10). Não devemos impedir o curso da justiça de Deus.

Vv. 12-18. Aqui está o caso de uma cidade que se rebela contra o Deus de Israel e serve a outros deuses. Supõe-se que este delito foi cometido por uma das cidades cananéias. Mesmo tendo-lhes sido ordenado que preservassem a religião por meio da força, não lhes foi permitido que levassem outras pessoas a ela através do fogo ou da espada, os juízos espirituais sob a dispensação cristã são mais terríveis do que a execução dos criminosos; não temos menos motivos do que os israelitas para temer a ira divina. Então, temamos a idolatria espiritual da cobiça e do amor ao prazer mundano, e tenhamos cuidado de não vê-los em nossa família por nosso exemplo ou pela educação de nossos filhos. Queira o Senhor escrever a sua lei e a sua verdade em nosso coração, e estabelecer nEle o seu trono e o seu amor!

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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