-
1
“Quando vocês tiverem entrado na terra recebida como herança do SENHOR, o seu Deus, e tiverem tomado posse dela e nela habitarem,
-
2
apresentem todos os anos os primeiros frutos de tudo que a terra produzir. Coloquem tudo numa cesta e vão ao lugar que o SENHOR, o seu Deus, escolher para a habitação do seu Nome,
-
3
e digam ao sacerdote em exercício: ‘Esta oferta demonstra que eu reconheço que graças ao SENHOR, o Deus de Israel, estou vivendo na terra que o SENHOR havia prometido dar aos nossos antepassados’.
-
4
O sacerdote pegará a cesta das suas mãos e colocará a oferta diante do altar do SENHOR, o seu Deus.
-
5
Depois vocês deverão fazer esta declaração diante do SENHOR, o seu Deus: ‘Os meus pais eram arameus emigrantes, que foram para o Egito em busca de refúgio. Quando chegaram lá, eram pouca gente; mas vivendo ali como estrangeiros, se tornaram uma nação grande, forte e numerosa.
-
6
Entretanto, os egípcios maltrataram o nosso povo e nos afligiram, impondo sobre nós dura servidão.
-
7
Então clamamos ao SENHOR, o Deus dos nossos pais, e ele ouviu o nosso clamor, viu o nosso sofrimento, o trabalho duro que fazíamos e a pesada opressão que sofríamos.
-
8
E o SENHOR tirou o nosso povo do Egito por meio de grandes milagres e com sua poderosa mão. Ele causou grande espanto e fez sinais e maravilhas.
-
9
Ele nos trouxe a este lugar e nos deu esta terra, terra que é fonte de leite e mel!
-
10
Agora trago estes primeiros frutos que colhi na terra que o SENHOR me deu’. Coloquem, então, a cesta perante o SENHOR, o seu Deus, e adorem o SENHOR.
-
11
Depois vocês se alegrarão por todas as coisas boas que o SENHOR, o seu Deus, tem dado a vocês e aos seus familiares. E partilhem essa alegria com todos os que vivem na sua casa, não esquecendo do levita e do estrangeiro que vivem no meio de vocês.
-
12
“Todo terceiro ano é ano de dízimos especiais. Nesse ano, vocês devem dar todos os dízimos das colheitas ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam nas suas cidades até ficarem satisfeitos.
-
13
Depois vocês declararão ao SENHOR, o seu Deus: ‘Retirei da minha casa a porção que era sagrada ao SENHOR e dei ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, como o SENHOR ordenou. Não violei nem esqueci nenhuma das suas regras.
-
14
Não comi dos dízimos enquanto estava de luto, nem enquanto estava cerimonialmente impuro, nem ofereci deles aos mortos. Obedeci ao SENHOR, o meu Deus, e fiz tudo o que ele ordenou.
-
15
Olhe da sua santa habitação no céu, e abençoe o seu povo e a terra que o Senhor deu a Israel, conforme prometeu aos nossos antepassados, terra que é fonte de leite e mel’.
-
16
“Hoje, o SENHOR, o seu Deus, ordena a vocês que obedeçam de todo o seu coração e de toda a sua alma a todos estes mandamentos e ordenanças.
-
17
Vocês declaram hoje que o SENHOR é o Deus de vocês e que andarão nos seus caminhos, guardarão os seus mandamentos, as suas leis e ordenanças, dando ouvidos a tudo que ele disser.
-
18
E hoje o SENHOR declarou que vocês são o tesouro pessoal dele, conforme prometeu, e que vocês terão de obedecer a todas as leis dadas por ele.
-
19
Se obedecerem, ele fará com que Israel venha a ser maior do que qualquer outra nação. Ele fará com que Israel receba louvor, fama e glória, e que vocês sejam um povo santo ao SENHOR, o seu Deus, como prometeu”.
Recurso de Estudo
Versículos 1-11: A declaração ao ofertar as primícias; 12-15: A oração posterior à entrega do dízimo do terceiro ano; 16-19: O pacto entre Deus e o povo.
Vv. 1-11. Quando Deus cumpre as suas promessas para conosco, espera que o atribuamos à honra de sua fidelidade, o nosso consolo, como criaturas, é duplamente doce quando o vemos fluir da fonte da promessa. o que ofereceu as suas primícias deve recordar e reconhecer a baixa origem da nação da qual é membro. Um "siro miserável foi meu pai". Jacó é chamado nesta passagem de "siro". A sua nação, durante a sua infância, peregrinou no Egito como estrangeira, onde serviram como escravos. Eram um povo pobre, oprimido e desprezado no Egito; e mesmo se enriquecendo e crescendo, não tinham razão para sentir-se orgulhosos nem seguros, para que não se esquecessem de Deus. Deveriam reconhecer, agradecidos, a grande bondade de Deus para com Israel, o consolo que temos no que desfrutamos deveria levar-nos a vivermos agradecidos por nossa participação na abundância e na paz públicas; e juntamente com as misericórdias do presente, deveríamos bendizer ao Senhor pelas que recebemos no passado, e pelas misericórdias futuras, que aguardamos com esperança. Os israelitas deveriam ofertar a sua cesta de primícias. A vontade de Deus é que utilizemos da melhor forma todas as coisas boas que Ele nos dá, atribuindo os rios de bênçãos à Fonte de toda a consolação.
Vv. 12-15. Como é que a terra poderia render os seus produtos ou, se o fizesse, que consolo poderíamos ter nisto, a menos que por este meio o nosso Deus nos concedesse a sua bênção? Tudo isto representa a relação contratual entre um Deus reconciliado e cada crente verdadeiro, bem como os privilégios e deveres correspondentes. Devemos estar prontos a demonstrar que, conforme o pacto da graça em Cristo Jesus, Jeová é o nosso Deus e nós somos o seu povo, na esperança do cumprimento de suas promessas, conforme a sua graça e vontade.
Vv. 16-19. Aqui Moisés coloca os preceitos em vigência. são leis de Deus; portanto devem ser cumpridas, pois para esta finalidade foram dadas; cumpram-nas sem discutir, sem restrições e sem hipocrisia. Juramos e quebramos o pacto mais sagrado se, quando temos o privilégio de possuirmos o Senhor como nosso Deus, não tomamos consciência para obedecer aos seus mandamentos. somos escolhidos para obedecer (1 Pe 1.2); escolhidos para sermos santos (Ef 1.4); purificados para sermos um povo próprio; que sejamos capazes de fazer não somente boas obras, mas sermos também zelosos dela (Tt 2.14). A santidade é a verdadeira honra, e o único caminho à honra eterna.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público