• 1 Ó SENHOR, ouve a minha oração e escuta o meu grito pedindo socorro!
  • 2 Não te escondas de mim quando estou aflito. Ouve-me quando eu te chamar e responde depressa.
  • 3 A minha vida está desaparecendo como fumaça, e o meu corpo queima como se estivesse no fogo.
  • 4 Estou acabado como a grama que foi cortada e pisada; não tenho nem vontade de comer.
  • 5 Fico gemendo alto; sou apenas pele e osso.
  • 6 Sou como um pássaro em lugares desertos, como uma coruja numa casa abandonada.
  • 7 Não consigo dormir; sou como um pássaro solitário em cima do telhado.
  • 8 Os meus inimigos me insultam o dia todo; aqueles que zombam de mim usam o meu nome para rogar pragas.
  • 9 [9-10] Por causa da tua ira e do teu furor, as cinzas são a minha comida, e as lágrimas se misturam com a minha bebida. Tu me pegaste e me jogaste fora.
  • 10 [9-10] Por causa da tua ira e do teu furor, as cinzas são a minha comida, e as lágrimas se misturam com a minha bebida. Tu me pegaste e me jogaste fora.
  • 11 A minha vida é como as sombras do anoitecer; vou secando como o capim.
  • 12 Mas tu, ó SENHOR Deus, és Rei para sempre; todas as gerações futuras lembrarão de ti.
  • 13 Tu te levantarás e terás pena de Jerusalém. Já é hora de teres compaixão dela, a hora certa já chegou.
  • 14 Ainda que ela esteja destruída, os teus servos a amam; eles têm compaixão dela, embora esteja arrasada.
  • 15 As nações temerão o SENHOR; todos os reis do mundo temerão o seu poder.
  • 16 Quando o SENHOR tornar a construir Jerusalém, ele mostrará a sua glória.
  • 17 Ele ouvirá o seu povo abandonado e escutará a sua oração.
  • 18 Que isso fique escrito para que os nossos descendentes saibam o que o SENHOR Deus fez e para que o louvem aqueles que ainda vão nascer!
  • 19 Do seu lugar santo, nas alturas, o SENHOR olhou; do céu ele olhou para a terra
  • 20 a fim de ouvir os gemidos dos prisioneiros e libertar os que tinham sido condenados à morte.
  • 21 Por isso, o SENHOR Deus será louvado em Jerusalém, e a sua fama será anunciada ali
  • 22 quando as nações e os reinos se reunirem para adorá-lo.
  • 23 Ainda sou moço, mas Deus me tirou as forças e encurtou a minha vida.
  • 24 Ó meu Deus, tu que vives para sempre, não me leves agora, antes que eu envelheça!
  • 25 No começo, criaste a terra e, com as tuas próprias mãos, fizeste o céu.
  • 26 A terra e o céu vão acabar, mas tu viverás para sempre. A terra e o céu se gastarão como roupas. Tu os trocarás como se troca de roupa, e eles serão jogados fora.
  • 27 Mas tu és sempre o mesmo, e a tua vida não tem fim.
  • 28 Os nossos filhos viverão em segurança, e os seus descendentes terão sempre a tua proteção.

Versículos 1-11: O triste lamento por causa de grandes aflições; 12-22: O alento pela expectativa do cumprimento das promessas de Deus para a sua Igreja; 23-28: A imutabilidade de Deus.

Vv. 1-11. Toda a Palavra de Deus é útil para dirigir-nos em oração; porém, aqui, como ocorre em outras partes das Escrituras, o Espírito Santo coloca as palavras em nossa boca. Aqui está uma oração posta nas mãos do aflito; que ele a apresente a Deus. Até os homens bons podem estar quase esmagados pelas aflições. O nosso dever e interesse é orar; é um consolo para um espírito aflito aliviar-se através da humilde apresentação de suas tristezas. Devemos dizer: "Bendito seja o nome do Senhor que dá, e que também tira". O salmista contemplava a si mesmo como um homem moribundo: "Os meus dias são como a sombra que declina...".

Vv. 12-22. Somos criaturas moribundas, mas o Senhor é o Deus eterno, protetor de sua Igreja; podemos ter a confiança de que esta não será mal cuidada. Quando consideramos a nossa vileza, nossas trevas e morte, e os múltiplos defeitos de nossas orações, temos razões para temer que não sejam recebidas no céu. Porém, aqui nos é assegurado o contrário, porque temos um Advogado junto ao Pai e estamos sob a graça, não sob a lei de Moisés. A redenção é o tema do louvor da Igreja cristã; e esta grandiosa obra é descrita através da libertação e restauração temporal de Israel. Senhor Jesus, olhe para nós, e leve-nos à gloriosa liberdade de teus remidos, para que sejamos abençoados e louvemos o teu nome.

Vv. 23-28. As doenças física-s debilitam imediatamente a nossa força; então, o que podemos esperar senão que nossos meses sejam cortados pela metade? O que faremos, senão prover-nos adequadamente? Devemos reconhecer nisto a mão do Senhor, e temos que reconciliar com este fato o seu amor, pois vez por outra, os que têm utilizado bem a sua força vêem-na debilitada. E os que, como pensamos, dificilmente são considerados apressados, vêem os seus dias encurtados. É muito consolador, a respeito de todas as mudanças e perigos que a Igreja enfrenta, lembrarmo-nos de que Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje, e eternamente. A respeito da morte e a partida de nossos amigos, consola-nos recordar que o Senhor é o Deus eterno. Não consideremos apressadamente a segurança contida neste salmo sobre o final feliz em todas as provas do crente. Mesmo que todas as coisas estejam em processo de mudança, como uma vestimenta que rapidamente envelhece e deteriora-se, o Senhor Jesus Cristo vive e tudo está seguro, porque Ele disse: "Porque eu vivo, e vós vivereis".

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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