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1
Sentados na beira dos rios da Babilônia, chorávamos quando lembrávamos de Jerusalém.
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2
Penduramos as nossas liras nas árvores que havia ali.
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3
Aqueles que nos levaram como prisioneiros mandavam que cantássemos. Eles diziam: “Cantem para nós as canções de Sião.”
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4
Mas, em terra estrangeira, como podemos cantar um hino a Deus, o SENHOR?
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5
Que nunca mais eu possa tocar harpa se esquecer de você, ó Jerusalém!
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6
Que nunca mais eu possa cantar se não lembrar de você, se não pensar em você como a maior alegria da minha vida!
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7
Lembra, Ó SENHOR Deus, do que os edomitas fizeram no dia em que Jerusalém foi conquistada! Lembra de como diziam: “Arrasem Jerusalém até o chão!”
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8
Babilônia, você será destruída! Feliz aquele que fizer com você o mesmo que você fez conosco —
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9
aquele que pegar as suas crianças e esmagá-las contra as pedras!
Recurso de Estudo
Versículos 1-4: Os judeus lamentam-se por causa de seu cativeiro; 5-9: O afeto deles por Jerusalém.
Vv. 1-4. Os inimigos levaram os judeus cativos, desde a sua própria pátria. Para completarem as suas dores, os insultavam. Exigiam deles alegria e uma canção, uma atitude extremamente bárbara; e também profana, porque nenhuma canção seria adequada além dos cânticos de Sião. Não devemos satisfazer os zombadores. Os hebreus não dizem: "Como poderemos cantar, quando estamos tão tristes?", mas, "Por serem canções do Senhor, não nos atreveremos a cantá-las entre os idólatras".
Vv. 5-9. Temos prazer em pensar no que amamos. Os que se regozijam em Deus fazem de Jerusalém o seu gozo por amor a Ele. Decidiram firmemente conservar este afeto. Quando sofremos, devemos recordar com santa tristeza as misericórdias abandonadas, e os pecados pelos quais as perdemos. Se os benefícios temporais fazem alguma vez com que o crente professo sinta-se satisfeito, quando estar afastado das ordenanças de Deus, ou envergonhado de sua profissão de fé, significa que a pior de todas as calamidades o alcançou. Longe esteja de nós vingarmo-nos; deixemos a vingança a critério do Senhor, que disse: "Minha é a vingança". Os que se alegram por causa das calamidades, especialmente pelas de Jerusalém, não ficarão impunes. Não podemos orar pelo êxito prometido por Deus à sua Igreja, sem que contemplemos a ruína de seus inimigos, ainda que não oremos especificamente com esta finalidade. Porém, lembremo-nos daquEle que é o único de quem a graça e a salvação consumada são tais, que tenhamos alguma esperança de sermos levados à nossa morada eterna, à Jerusalém celestial.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público