• 1 Deus, o SENHOR Deus, fala e chama todos os moradores do mundo, de um lado da terra ao outro.
  • 2 Deus brilha lá de Jerusalém, a cidade de perfeita beleza.
  • 3 O nosso Deus está chegando, porém não chega em silêncio. Um fogo destruidor vem na sua frente, e em volta dele há uma violenta tempestade.
  • 4 Ele chama o céu e a terra como testemunhas para assistirem ao julgamento do seu povo.
  • 5 Ele diz: “Reúnam aqueles que são fiéis a mim, aqueles que fizeram uma aliança comigo, e, como sinal, ofereceram um sacrifício.”
  • 6 Os céus anunciam que Deus é justo e que ele mesmo é quem vai julgar.
  • 7 Deus diz: “Escute, meu povo, que eu vou falar; vou ser testemunha contra você, povo de Israel. Eu sou Deus, o seu Deus.
  • 8 Não vou repreendê-los por causa dos sacrifícios e das ofertas que vocês sempre me trazem.
  • 9 No entanto, eu não preciso dos touros das suas fazendas nem dos bodes dos seus rebanhos.
  • 10 Pois os animais da floresta são meus e também os milhares de cabeças de gado espalhados nas montanhas.
  • 11 São meus todos os pássaros dos montes e tudo o que vive nos campos.
  • 12 “Se eu tivesse fome, não pediria nada a vocês, pois o mundo é meu e tudo o que nele há.
  • 13 Por acaso, preciso comer carne de touros ou beber sangue de bodes?
  • 14 Que a gratidão de vocês seja o sacrifício que oferecem a Deus, e que vocês deem ao Deus Altíssimo tudo aquilo que prometeram!
  • 15 Se me chamarem no dia da aflição, eu os livrarei, e vocês me louvarão.”
  • 16 Porém Deus diz aos maus: “Que direito têm vocês de recitar as minhas leis e de falar a respeito da minha aliança?
  • 17 Vocês não querem que eu os corrija e não aceitam as minhas ordens.
  • 18 Vocês ficam amigos de cada ladrão que encontram e andam com pessoas adúlteras.
  • 19 Vocês estão sempre prontos para dizer coisas más e não pensam duas vezes antes de pregar mentiras.
  • 20 Estão sempre acusando os seus irmãos e espalhando calúnias a respeito deles.
  • 21 Vocês fizeram essas coisas, e eu fiquei calado; por isso, pensaram que eu era igual a vocês. Porém agora vou repreendê-los; vou mostrar-lhes os seus erros.
  • 22 “Vocês que esqueceram de mim, pensem bem nisso para que eu não os destrua, sem que ninguém possa salvá-los.
  • 23 Aquele que me traz ofertas de gratidão está me honrando, e eu salvarei todos os que andam nos meus caminhos.”

Versículos 1-6. A glória de Deus; 7-15: A troca dos sacrifícios por orações; 16-23: A necessidade da obediência sincera.

Vv. 1-6. Este é um salmo de instrução. Fala da vinda de Cristo e do dia do juízo, quando Deus chamará os homens a prestar contas. O Espírito santo é o Espírito de juízo. Todos os filhos dos homens têm a obrigação de conhecer a maneira correta de adorar ao Senhor em espírito e em verdade. Deus virá naquele grande dia, e fará com que os que não deram ouvidos à sua lei ouçam o seu juízo. Felizes são os que passam a participar do pacto da graça mediante a fé no sacrifício do Redentor, e mostram a sinceridade de seu amor por seus frutos de justiça. Quando Deus impugnar os serviços dos que repousam em logros exteriores, aceitará por intermédio da graça os que o buscam com retidão. somente podemos ser aceitos por Deus mediante um sacrifício, aquele que foi feito pelo Senhor Jesus Cristo, o Grande sacrifício, após o qual os sacrifícios da lei perderam o sentido. Verdadeiros e justos são os seus juízos; mesmo a consciência dos pecadores será forçada a reconhecer a justiça de Deus.

Vv. 7-15. Obedecer é melhor do que sacrificar, e amar a Deus e ao nosso próximo é melhor do que todos os holocaustos. Aqui somos advertidos a não descansar em tais obras. cuidemos de não descansarmos nelas de forma alguma. Deus pede o nosso coração. como é que as invenções humanas seriam capazes de agradá-lo, quando desprezam o arrependimento, a fé e a santidade? Nos dias de tribulação devemos buscar ao Senhor através de orações fervorosas. Os nossos problemas devem ser levados a Ele, e não afastar-nos dEle, ainda que possamos pensar que sejam problemas que têm a sua aprovação. Devemos reconhecer o Senhor em todos os nossos caminhos, confiar em sua sabedoria, poder e bondade, e confiar a nossa vida completamente aos seus cuidados e, assim, lhe darmos a glória. Deste modo devemos manter a nossa comunhão com Deus; reunirmo-nos com Ele mediante a oração quando estivermos em provas, e com louvores quando recebemos as vitórias. Aquele que suplica com fé não somente terá a resposta através de sua graça para o seu pedido, como terá motivos para louvar a Deus e também terá a graça para fazê-lo.

Vv. 16-23. A hipocrisia é uma iniquidade, e será julgada por Deus. Há alguns que declaram os estatutos do Senhor aos demais; porém, vivem em desobediência. Este engano surge da atitude de abusar da paciência de Deus, e de errar voluntariamente quanto ao seu caráter e quanto à intenção de seu Evangelho. Os pecados dos transgressores serão plenamente provados no grande dia do juízo de Deus. Virá o dia em que Deus colocará em ordem os pecados destas pessoas, tanto os que foram cometidos com pouca idade como os que foram cometidos mais tarde, na juventude, na idade madura e na velhice, para vergonha e terror eterno deles. Os que até agora se esquecem de Deus, que se entregam à maldade ou de algum modo desprezam a salvação, considerem o iminente perigo em que se encontram. A paciência do Senhor é muito grande. É demasiadamente maravilhosa, e os pecadores fazem tão mau uso dela; porém, se não se voltarem, fará com que enxerguem os seus erros; mas já será muito tarde. Os que se esquecem de Deus, esquecem-se de si mesmos; jamais estarão bem consigo mesmos até que ponderem os seus caminhos. A principal finalidade do homem é glorificar a Deus. Os que lhe oferecerem louvores o glorificarão, e os seus sacrifícios espirituais serão aceitos. Devemos louvar a Deus, realizar sacrifícios de louvor e colocá-los nas mãos do sumo sacerdote, nosso Senhor Jesus Cristo, que também é o altar. Devemos ser fervorosos em Espírito, louvando ao Senhor. Aceitemos, agradecidos, a misericórdia de Deus, e dediquemo-nos a glorificá-lo por palavras e obras.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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