• 1 [1-2] Os israelitas partiram de Refidim. E, no dia primeiro do terceiro mês depois de terem saído do Egito, chegaram ao deserto do Sinai. Eles armaram o acampamento ao pé do monte Sinai.
  • 2 [1-2] Os israelitas partiram de Refidim. E, no dia primeiro do terceiro mês depois de terem saído do Egito, chegaram ao deserto do Sinai. Eles armaram o acampamento ao pé do monte Sinai.
  • 3 E Moisés subiu o monte para se encontrar com Deus. E do monte o SENHOR Deus o chamou e lhe disse: — Diga aos descendentes de Jacó, os israelitas, o seguinte:
  • 4 “Vocês viram com os seus próprios olhos o que eu, o SENHOR, fiz com os egípcios e como trouxe vocês para perto de mim como se fosse sobre as asas de uma águia.
  • 5 Agora, se me obedecerem e cumprirem a minha aliança vocês serão o meu povo. O mundo inteiro é meu, mas vocês serão o meu povo, escolhido por mim.
  • 6 Vocês são um povo separado somente para mim e me servirão como sacerdotes.” É isso o que você dirá aos israelitas.
  • 7 Então Moisés foi, chamou os líderes do povo e contou tudo o que o SENHOR lhe havia ordenado.
  • 8 Então todos responderam ao mesmo tempo: — Nós faremos tudo o que o SENHOR ordenou. E Moisés levou essa resposta ao SENHOR.
  • 9 Ele disse a Moisés: — Eu vou falar com você numa nuvem escura para que o povo possa ouvir a nossa conversa e para que, daqui em diante, sempre confie em você. Moisés contou a Deus, o SENHOR, o que o povo havia respondido,
  • 10 e o SENHOR lhe disse: — Vá falar ao povo e mande que eles passem o dia de hoje e de amanhã purificando-se para me adorar. Eles devem lavar as suas roupas
  • 11 e se aprontar para depois de amanhã. Nesse dia eu descerei sobre o monte Sinai, onde todo o povo poderá me ver.
  • 12 Marque limites em volta da montanha, para que o povo não passe dali, e diga-lhes que não subam o monte, nem cheguem perto dele. Se alguma pessoa puser o pé nele, deverá ser morta.
  • 13 Ninguém deverá tocar nessa pessoa; ela será morta a pedradas ou com flechas. Isso deve ser feito tanto com pessoas como com animais. Porém, quando a trombeta tocar, o povo poderá subir o monte.
  • 14 Então Moisés desceu do monte e mandou que o povo se purificasse para adorar a Deus. E todos lavaram as suas roupas.
  • 15 Aí Moisés disse: — Fiquem prontos para depois de amanhã e até lá não tenham relações sexuais.
  • 16 Na manhã do terceiro dia houve trovoadas e relâmpagos, uma nuvem escura apareceu no monte, e ouviu-se um som muito forte de trombeta. E todo o povo que estava no acampamento tremeu de medo.
  • 17 Moisés os levou para fora do acampamento a fim de se encontrarem com Deus, e eles ficaram parados ao pé do monte.
  • 18 Todo o monte Sinai soltava fumaça, pois o SENHOR havia descido sobre ele no meio do fogo. A fumaça subia como se fosse a fumaça de uma fornalha, e todo o povo tremia muito.
  • 19 O som da trombeta foi ficando cada vez mais forte. Moisés falou, e Deus respondeu no barulho do trovão.
  • 20 O SENHOR desceu no alto do monte Sinai e chamou Moisés para que fosse até lá. Moisés subiu,
  • 21 e o SENHOR lhe disse: — Desça e avise ao povo que não passe os limites para chegar perto a fim de me ver. Se passarem, muitos deles morrerão.
  • 22 Avise também os sacerdotes que eles devem se purificar a fim de poderem chegar perto de mim. Se não se purificarem, eu os matarei.
  • 23 Moisés disse a Deus, o SENHOR: — O povo não poderá subir o monte, pois tu nos mandaste respeitar este monte como lugar sagrado e mandaste também marcar limites em volta dele.
  • 24 Então o SENHOR respondeu: — Desça e depois volte com Arão. Porém os sacerdotes e o povo não devem passar os limites a fim de subir até o lugar onde estou. Se fizerem isso, eu os matarei.
  • 25 Aí Moisés desceu até o lugar onde o povo estava e contou o que Deus tinha dito.

Versículos 1-8: O povo chega ao Sinai; a mensagem de Deus e a sua resposta; 9-15: Instruções ao povo e a sua preparação para ouvir a lei; 16-25: A presença de Deus no monte Sinai.

Vv. 1-8. Moisés foi chamado, para que subisse ao monte, e foi empregado como mensageiro do pacto. Deus criou e impulsionou o pacto. Este bendito estatuto foi concedido pela livre graça de Deus. A aliança aqui mencionada foi o pacto nacional, pelo qual os israelitas chegaram a ser um povo governado por Jeová. Foi um tipo do novo pacto feito com os verdadeiros crentes em Cristo Jesus mas, como outros tipos, era uma sombra das boas coisas que virão. Como nação, quebraram a aliança; portanto, o Senhor declarou que faria um novo pacto com Israel, ao escrever sua lei, não sobre tábuas de pedra, mas em seus corações (Jr 31.33; Hb 8.710). O pacto a que foi feita alusão nestas passagens, como próximo a desaparecer, é a aliança nacional com Israel, perdida por causa dos pecados praticados. Se não atentarmos cuidadosamente para isto, cairemos em erros ao ler o Antigo Testamento. Não devemos supor que a nação dos judeus, sob o pacto de obras, nada sabe sobre o arrependimento nem da fé em um Mediador, do perdão dos pecados e nem da graça; nem devemos supor tampouco que toda a nação de Israel teve o caráter e possuiu os privilégios dos crentes verdadeiros, como autênticos partícipes do pacto da graça. Todos eles estavam sob uma "dispensação de misericórdia"; tiveram privilégios externos e vantagens para a salvação; porém, como os cristãos professos, a maioria permaneceu ali, sem prosseguir avante. Israel aceitou as condições. Responderam como um só homem: "Tudo o que o Senhor tem falado, faremos". se houvesse neles um coração assim disposto! Moisés, como mediador, transmitiu as palavras do povo a Deus. Do mesmo modo, Cristo, como Profeta, nos revela a vontade de Deus, seus preceitos e promessas e, como sacerdote, oferece a Deus os nossos sacrifícios espirituais, não somente de oração e louvor, mas de afetos devotos e resoluções piedosas, a obra de seu próprio Espírito em nós!

Vv. 9-15. A maneira solene pela qual a lei foi entregue, visava impressionar o povo, a fim de mostrar-lhe o sentido correto da majestade divina. Tinha também o objetivo de convencê-los da culpa que tinham, e mostrar-lhes que não poderiam suportar um juízo perante Deus sobre a base de sua própria obediência. O pecador descobre na lei o que ele mesmo deve ser naquele momento e o que lhe falta. Ali, aprende a natureza, a necessidade e a glória da redenção e de ter sido feito santo. Após ser ensinado a refugiar-se em Cristo e a amá-lo, a lei é a regra de sua obediência.

Vv. 16-25. Nunca dantes, nem desde então, foi pregado um sermão como aquele que foi apresentado à Igreja que estava no deserto. Poder-se-ia supor que os terrores devem ter refreado a presunção e a curiosidade do povo; porém, o coração endurecido do pecador, ainda não vivificado, pode tratar negligentemente as ameaças e os juízos mais terríveis. Ao aproximarmo-nos de Deus, nunca nos esqueçamos de sua santidade e grandeza, nem de nossa baixeza e imundícia. Não podemos, por nossos próprios méritos, resistir a um juízo perante Ele, conforme a sua justa lei. O transgressor convicto pergunta: "O que devo fazer para ser salvo?" e então ouve a voz que lhe responde: "crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo". O Espírito santo, que fez a lei para o convencimento do pecado, agora toma parte das coisas de Cristo e no-las apresenta. Lemos no Evangelho que Cristo nos resgatou da maldição da lei, e foi feito maldição por nossa causa. Temos a redenção através de seu sangue, e alcançamos o perdão dos pecados. NEle somos justificados de tudo aquilo que não o pudemos ser por meio da lei de Moisés. A lei divina é obrigatória como regra de vida. O Filho de Deus desceu do céu e sofreu a pobreza, o opróbrio, a agonia e a morte, não somente para redimir-nos da maldição da lei, mas para nos constranger estritamente a guardar os seus mandamentos.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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