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Quando Jesus acabou de dizer essas coisas ao povo, foi para a cidade de Cafarnaum.
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Havia ali um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito. O empregado estava gravemente doente, quase morto.
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3
Quando o oficial ouviu falar de Jesus, enviou alguns líderes judeus para pedirem a ele que viesse curar o seu empregado.
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Eles foram falar com Jesus e lhe pediram com insistência: — Esse homem merece, de fato, a sua ajuda,
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pois estima muito o nosso povo e até construiu uma sinagoga para nós.
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Então Jesus foi com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial romano mandou alguns amigos dizerem a Jesus: — Senhor, não se incomode, pois eu não mereço que entre na minha casa.
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E acho também que não mereço a honra de falar pessoalmente com o senhor. Dê somente uma ordem, e o meu empregado ficará bom.
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Eu também estou debaixo da autoridade de oficiais superiores e tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Digo para um: “Vá lá”, e ele vai. Digo para outro: “Venha cá”, e ele vem. E digo também para o meu empregado: “Faça isto”, e ele faz.
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9
Jesus ficou muito admirado quando ouviu isso. Então virou-se e disse para a multidão que o seguia: — Eu afirmo a vocês que nunca vi tanta fé, nem mesmo entre o povo de Israel!
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Aí os amigos do oficial voltaram para a casa dele e encontraram o empregado curado.
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Pouco tempo depois Jesus foi para uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão foram com ele.
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Quando ele estava chegando perto do portão da cidade, ia saindo um enterro. O defunto era filho único de uma viúva, e muita gente da cidade ia com ela.
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Quando o Senhor a viu, ficou com muita pena dela e disse: — Não chore.
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Então ele chegou mais perto e tocou no caixão. E os que o estavam carregando pararam. Então Jesus disse: — Moço, eu ordeno a você: levante-se!
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O moço sentou-se no caixão e começou a falar, e Jesus o entregou à mãe.
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Todos ficaram com muito medo e louvavam a Deus, dizendo: — Que grande profeta apareceu entre nós! Deus veio salvar o seu povo!
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Essas notícias a respeito de Jesus se espalharam por todo o país e pelas regiões vizinhas.
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Os discípulos de João Batista contaram tudo isso a ele. Aí João chamou dois deles
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e os enviou ao Senhor Jesus para perguntarem: “O senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro?”
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Então eles foram até o lugar onde Jesus estava e disseram: — João Batista nos mandou perguntar o seguinte: o senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro?
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Naquele momento Jesus curou muitas pessoas das suas doenças e dos seus sofrimentos, expulsou espíritos maus e também curou muitos cegos.
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Depois respondeu aos discípulos de João: — Voltem e contem a João o que vocês viram e ouviram. Digam a ele que os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e os pobres recebem o evangelho.
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23
E felizes são as pessoas que não duvidam de mim!
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24
Quando os discípulos de João foram embora, Jesus começou a dizer ao povo o seguinte a respeito de João: — O que vocês foram ver no deserto? Um caniço sacudido pelo vento?
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O que foram ver? Um homem bem-vestido? Ora, os que se vestem bem e vivem no luxo moram nos palácios!
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Então me digam: o que foram ver? Um profeta? Sim. E eu afirmo que vocês viram muito mais do que um profeta.
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Porque João é aquele a respeito de quem as Escrituras Sagradas dizem: “Aqui está o meu mensageiro, disse Deus. Eu o enviarei adiante de você para preparar o seu caminho.”
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— Eu digo a vocês que de todos os homens que já nasceram João é o maior. Porém quem é o menor no Reino de Deus é maior do que ele.
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Os cobradores de impostos e todo o povo ouviram isso. Eles eram aqueles que haviam obedecido às ordens justas de Deus e tinham sido batizados por João.
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Mas os fariseus e os mestres da Lei não quiseram ser batizados por João e assim rejeitaram o plano de Deus para eles.
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E Jesus terminou, dizendo: — Mas com quem posso comparar as pessoas de hoje? Com quem elas são parecidas?
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Elas são como crianças sentadas na praça. Um grupo grita para o outro: “Nós tocamos músicas de casamento, mas vocês não dançaram! Cantamos músicas de sepultamento, mas vocês não choraram!”
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João Batista jejua e não bebe vinho, e vocês dizem: “Ele está dominado por um demônio.”
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O Filho do Homem come e bebe, e vocês dizem: “Vejam! Esse homem é comilão e beberrão; é amigo dos cobradores de impostos e de outras pessoas de má fama.”
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Mas aqueles que aceitam a sabedoria de Deus mostram que ela é verdadeira.
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Um fariseu convidou Jesus para jantar. Jesus foi até a casa dele e sentou-se para comer.
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Naquela cidade morava uma mulher de má fama. Ela soube que Jesus estava jantando na casa do fariseu. Então pegou um frasco feito de alabastro, cheio de perfume,
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e ficou aos pés de Jesus, por trás. Ela chorava e as suas lágrimas molhavam os pés dele. Então ela os enxugou com os seus próprios cabelos. Ela beijava os pés de Jesus e derramava o perfume neles.
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Quando o fariseu viu isso, pensou assim: “Se este homem fosse, de fato, um profeta, saberia quem é esta mulher que está tocando nele e a vida de pecado que ela leva.”
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Jesus então disse ao fariseu: — Simão, tenho uma coisa para lhe dizer: — Fale, Mestre! — respondeu Simão.
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Jesus disse: — Dois homens tinham uma dívida com um homem que costumava emprestar dinheiro. Um deles devia quinhentas moedas de prata, e o outro, cinquenta,
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mas nenhum dos dois podia pagar ao homem que havia emprestado. Então ele perdoou a dívida de cada um. Qual deles vai estimá-lo mais?
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— Eu acho que é aquele que foi mais perdoado! — respondeu Simão. — Você está certo! — disse Jesus.
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Então virou-se para a mulher e disse a Simão: — Você está vendo esta mulher? Quando entrei, você não me ofereceu água para lavar os pés, porém ela os lavou com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos.
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Você não me beijou quando cheguei; ela, porém, não para de beijar os meus pés desde que entrei.
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Você não pôs azeite perfumado na minha cabeça , porém ela derramou perfume nos meus pés.
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Eu afirmo a você, então, que o grande amor que ela mostrou prova que os seus muitos pecados já foram perdoados. Mas onde pouco é perdoado, pouco amor é mostrado.
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Então Jesus disse à mulher: — Os seus pecados estão perdoados.
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Os que estavam sentados à mesa começaram a perguntar: — Que homem é esse que até perdoa pecados?
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Mas Jesus disse à mulher: — A sua fé salvou você. Vá em paz.
Recurso de Estudo
Versículos 1-10: A cura do servo do centurião; 11-18: A ressurreição do filho da viúva; 19-35: A pergunta de João Batista a respeito de Jesus; 36-50: Cristo é ungido na casa do fariseu A parábola dos devedores.
Vv. 1-10. Os servos devem procurar afeiçoar-se aos seus senhores. os senhores devem cuidar de modo particular dos seus servos quando estes ficam enfermos. Também podemos e devemos, por meio da oração fiel e fervorosa, recorrer a Cristo e devemos fazê-lo deste modo quando há enfermidades em nossa família. Edificar lugares para adoração religiosa é uma boa obra, e um exemplo de amor a Deus e ao seu povo. A fé do centurião agradou a Cristo; Ele jamais deixa de responder às expectativas da fé que honra o seu poder e amor. A perfeita cura foi prontamente realizada.
Vv. 11-18. Quando o Senhor viu a viúva pobre seguindo o filho no esquife, sentiu compaixão dela. observemos aqui o poder de Cristo sobre a própria morte. o Evangelho chama todas as pessoas, e em particular, os jovens: Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará. Quando Cristo lhe deu vida, o milagre foi visto porque o jovem se sentou. Temos a graça de Cristo em nossa vida? Mostremo-la. O jovem que esteve morto começou então a falar. Todas as vezes que Cristo dá a vida espiritual a alguém, abre os lábios da pessoa em oração e louvor. Quando as almas mortas são levadas à vida espiritual pelo divino poder do Evangelho, devemos glorificar a Deus e considerar o fato como uma visita da graça ao seu povo. Procuremos ter um tal interesse em nosso compassivo Salvador, e esperemos com gozo a época em que a voz do Redentor chamará aqueles que estão nos túmulos. Que sejamos chamados à ressurreição da vida, e não à da condenação.
Vv. 19-35. Aos seus milagres no reino da natureza, Cristo acrescenta este ao reino da graça. O Evangelho é pregado aos pobres. A natureza espiritual do reino de Cristo é declarada, como foi feito pelo arauto que Ele enviou a preparar-lhe o caminho, quando pregou a mudança de coração e vida, e o arrependimento. Aqui se reafirma de modo justo a responsabilidade daqueles que não foram atraídos pelo ministério de João Batista ou do próprio Senhor Jesus Cristo; desprezaram os métodos que Deus adotou para fazer-lhes o bem. Esta é a ruína de multidões: não são sérios ao tratar dos interesses de suas almas. Pensemos no modo de nos mostrarmos como filhos da sabedoria, atendendo às instruções da Palavra de Deus e venerando os mistérios e a Boa Nova que os infiéis e os fariseus ridicularizam e da qual blasfemavam.
Vv. 36-50. Ninguém é capaz de perceber em profundidade o quão verdadeiramente precioso é Cristo e a glória do Evangelho, salvo aqueles que são quebrantados de coração. Ainda que o sintam, estes não podem expressar de modo suficiente o aborrecimento que sentem pelo pecado, nem a admiração por sua misericórdia, mas o auto-suficiente se desgostará porque o Evangelho dá ânimo aos pecadores arrependidos. o fariseu limita os seus pensamentos ao mau caráter anterior daquela mulher, ao invés de regozijar-se pelos sinais de seu arrependimento. Sem o perdão gratuito, nenhum de nós pode escapar da ira vindoura; o nosso bondoso Salvador o comprou com o seu sangue, para dá-lo gratuitamente a todo aquele que nEle crer. Cristo, por uma parábola, obrigou Simão a reconhecer que aquela mulher, grande pecadora que foi, deveria mostrar um amor maior por Ele quando os seus pecados fossem perdoados. Aprendamos aqui que o pecado é uma dívida, e que todos nós somos pecadores e devedores ao Deus Todo-Poderoso. Alguns pecadores são devedores maiores do que outros; porém, seja a nossa dívida grande, seja a nossa dívida pequena, ela será sempre maior do que aquilo que poderíamos pagar. Deus está pronto a perdoar, e tendo o seu Filho adquirido o perdão para aqueles que crêem em seu Evangelho o promete, e o seu Espírito sela os pecadores arrependidos e lhes dá consolo. Mantenhamo-nos longe do espírito orgulhoso do fariseu, dependamos simples e unicamente de Cristo e regozijemo-nos nEle. Assim, estejamos preparados para obedecê-lo com mais zelo, e recomendá-lo com mais veemência àqueles que estão ao nosso redor. Quanto mais expressemos a nossa dor pelo pecado e o nosso amor a Cristo, mais clara será a prova que teremos do perdão dos nossos pecados. Que transformação maravilhosa a graça de Deus realiza no coração e na vida de um pecador e em seu estado diante de Deus, pela completa remissão de todos os seus pecados pela fé no Senhor Jesus!
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público