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1
Algum tempo depois, o número de judeus que se tornaram seguidores de Jesus aumentou muito, e os que tinham sido criados fora da terra de Israel começaram a se queixar dos que tinham sido criados em Israel. A queixa deles era que as viúvas do seu grupo estavam sendo esquecidas na distribuição diária de dinheiro.
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2
Então os doze apóstolos reuniram todo o grupo de seguidores e disseram: — Não está certo nós deixarmos de anunciar a palavra de Deus para tratarmos de dinheiro.
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3
Por isso, irmãos, escolham entre vocês sete homens de confiança, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, e nós entregaremos esse serviço a eles.
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4
Assim nós poderemos continuar usando todo o nosso tempo na oração e no trabalho de anunciar a palavra de Deus.
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5
Todos concordaram com a proposta dos apóstolos. Então escolheram Estêvão, um homem cheio de fé e do Espírito Santo, e também Filipe, Prócoro, Nicanor, Timom, Pármenas e Nicolau de Antioquia, um não judeu que antes tinha se convertido ao Judaísmo.
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6
Esses homens foram levados aos apóstolos, que oraram e puseram as mãos sobre a cabeça deles.
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7
A palavra de Deus continuava a se espalhar. Em Jerusalém o número dos seguidores de Jesus crescia cada vez mais, e era grande o número de sacerdotes judeus que aceitavam a fé cristã.
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8
Estêvão, um homem muito abençoado por Deus e cheio de poder, fazia grandes maravilhas e milagres entre o povo.
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9
Mas ficaram contra ele alguns membros da “Sinagoga dos Homens Livres ”, que era a sinagoga dos judeus que tinham vindo das cidades de Cirene e Alexandria. Estes e outros judeus da região da Cilícia e da província da Ásia começaram a discutir com Estêvão.
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10
Mas o Espírito de Deus dava tanta sabedoria a Estêvão, que ele ganhava todas as discussões.
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11
Então eles pagaram algumas pessoas para dizerem: — Nós ouvimos este homem dizer blasfêmias contra Moisés e contra Deus!
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12
Dessa maneira eles atiçaram o povo, os líderes e os mestres da Lei. Depois foram, agarraram Estêvão e o levaram ao Conselho Superior.
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13
Então arranjaram alguns homens para dizerem mentiras a respeito dele. Essas pessoas afirmaram o seguinte: — Este homem não para de falar contra o nosso santo Templo e contra a Lei de Moisés.
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14
Nós o ouvimos quando ele dizia que esse Jesus de Nazaré vai destruir o Templo e mudar todos os costumes que Moisés nos deu.
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15
Todos os que estavam sentados na sala do Conselho Superior olhavam firmemente para Estêvão e viram que o rosto dele parecia o rosto de um anjo.
Recurso de Estudo
Versículos 1-7: A nomeação dos diáconos; 8-15: Estêvão é falsamente acusado de blasfêmia.
Vv. 1-7. Até agora os discípulos haviam sido unânimes; isto fora notado para honra deles, mas agora que estavam se multiplicando, começaram a surgir reclamações. A Palavra de Deus era suficiente para cativar todos os pensamentos, interesses e o tempo dos apóstolos. As pessoas escolhidas para servir as mesas devem estar devidamente qualificadas. Devem estar cheias com os dons e graças do Espírito Santo, necessários para administrar corretamente este encargo; devem ser homens verazes, que odeiem a cobiça. Todos os que estão a serviço da Igreja devem ser encomendados à graça divina pelas orações da Igreja. Eles os abençoaram no nome do Senhor. A Palavra e a graça de Deus são grandemente magnificadas quando trabalham nas pessoas que parecem menos prováveis para isto.
Vv. 8-15. Quando não puderam contestar os argumentos de Estêvão como polemista, julgaram-no como delinquente e trouxeram falsas testemunhas contra ele. É quase um milagre da providência que um maior número de pessoas religiosas não tenha sido assassinada no mundo por meio de perjúrios e pretextos legais, quando tantos milhares as odeiam e não têm problemas de consciência por jurar falsamente. A sabedoria e a santidade fazem o rosto de um homem brilhar, ainda que não garanta aos homens que não serão maltratados. Que diremos do homem, um ser racional, mas que ainda assim tenta sustentar um sistema religioso por meio de falsos testemunhos e assassinatos! E isto tem sido feito em inumeráveis casos. A culpa não reside tanto no entendimento quanto no coração da criatura caída, que é enganoso e perverso acima de todas as coisas. Porém o servo do Senhor, que tem a consciência limpa, uma esperança jubilosa e os consolos divinos, pode sorrir em meio ao perigo e à morte.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público