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1
SENHOR, meu Deus, em ti me refugio; salva-me e livra-me de todos os que me perseguem,
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2
para que, como leões, não me dilacerem nem me despedacem, sem que ninguém me livre.
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3
SENHOR, meu Deus, se assim procedi, se nas minhas mãos há injustiça,
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4
se fiz algum mal a um amigo ou se poupei sem motivo o meu adversário,
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5
persiga-me o meu inimigo até me alcançar, no chão me pisoteie e aniquile a minha vida, lançando a minha honra no pó. [Pausa]
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6
Levanta-te, SENHOR, na tua ira; ergue-te contra o furor dos meus adversários. Desperta-te, meu Deus! Ordena a justiça!
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7
Reúnam-se os povos ao teu redor. Das alturas reina sobre eles.
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8
O SENHOR é quem julga os povos. Julga-me, SENHOR, conforme a minha justiça, conforme a minha integridade.
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9
Deus justo, que sondas a mente e o coração dos homens, dá fim à maldade dos ímpios e ao justo dá segurança.
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10
O meu escudo está nas mãos de Deus, que salva o reto de coração.
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11
Deus é um juiz justo, um Deus que manifesta cada dia o seu furor.
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12
Se o homem não se arrepende, Deus afia a sua espada, arma o seu arco e o aponta,
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13
prepara as suas armas mortais e faz de suas setas flechas flamejantes.
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14
Quem gera a maldade concebe sofrimento e dá à luz a desilusão.
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15
Quem cava um buraco e o aprofunda cairá nessa armadilha que fez.
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16
Sua maldade se voltará contra ele; sua violência cairá sobre a sua própria cabeça.
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17
Darei graças ao SENHOR por sua justiça; ao nome do SENHOR Altíssimo cantarei louvores.
Recurso de Estudo
Versículos 1-9: O salmista ora a Deus para que justifique a sua causa e julgue em favor dele; 10-17: Expressa a sua confiança em Deus, e dar-lhe-á a glória por sua libertação.
Vv. 1-9. Davi foge para Deus em busca de socorro. Porém, somente Cristo pode invocar o céu para que testifique sobre a sua retidão em todas as coisas. Todas as suas obras foram praticadas em justiça, e o príncipe deste mundo não encontrou algo de que acusá-lo justamente. Contudo, Ele sofreu todos os males por nossa causa, e submeteu-se a ser acusado de culpa; porém, por ser inocente, triunfou sobre todos eles. O principal argumento é: "Tu, ó justo Deus, provas o coração e a mente". Ele conhece a maldade secreta dos maus, e sabe como levá-la ao fim. Ele é a testemunha da sinceridade secreta do justo, e tem maneiras de estabelecê-la. Quando um homem faz as pazes com Deus, por causa dos pecados que praticou, por causa da graça e da misericórdia - através do sacrifício do Mediador - poderá apelar para a justiça de Deus, a fim de decidir as questões que tem contra os seus inimigos.
Vv. 10-17. Davi confia que encontrará a Deus, o seu poderoso Salvador. A conversão dos pecadores é capaz de evitar a sua destruição, pois a ameaça é que, se não se converterem de seu mal caminho, podem esperar por sua ruína. Porém, entre as ameaças da ira, temos uma bondosa oferta de misericórdia. Deus adverte os pecadores quanto ao perigo que correm, e dá-lhes a oportunidade de se arrependerem, e que a sua ruína seja impedida. Deus é lento para castigar os pecadores e muito paciente conosco, pois não quer que ninguém pereça. O pecador é descrito nos versículos 14 a 16, como o que se esforça mais para arruinar a sua alma do que por salvá-la, se fosse bem dirigido. Em certo sentido, este fato é verdadeiro em relação a todos os pecadores. Em meio a todas as nossas tribulações, coloquemos o nosso olhar no Salvador. Bendito Pai, agradecemos a ti por podermos olhar-te em meio às nossas tribulações, estar perante a tua Igreja e o teu povo, marcando o caminho por teu próprio exemplo, que é sem mácula. Em todas as perseguições, onde nossas tribulações menores marcam o nosso caminho, que o ato de olharmos para o Senhor Jesus Cristo traga ânimo à nossa mente e console o nosso coração.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público