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1
Ó Deus, tem misericórdia de mim, pois sofro perseguição; meus inimigos me atacam o dia todo.
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2
Vivo perseguido por aqueles que me caluniam, e muitos me atacam abertamente.
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3
Quando eu tiver medo, porém, confiarei em ti.
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4
Louvo a Deus por suas promessas, confio em Deus e não temerei; o que me podem fazer os simples mortais?
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5
Sempre distorcem o que digo e passam dias tramando me prejudicar.
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6
Reúnem-se para me espionar e vigiam meus passos, ansiosos para me matar.
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7
Castiga-os por sua maldade; ó Deus, derruba-os em tua ira.
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8
Conheces bem todas as minhas angústias; recolheste minhas lágrimas num jarro e em teu livro registraste cada uma delas.
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9
Meus inimigos baterão em retirada quando eu clamar a ti; uma coisa sei: Deus está do meu lado!
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10
Louvo a Deus por suas promessas, sim, louvo o SENHOR por suas promessas.
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11
Confio em Deus e não temerei; o que me podem fazer os simples mortais?
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12
Cumprirei os votos que fiz a ti, ó Deus, e te oferecerei um sacrifício de gratidão.
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13
Pois me livraste da morte; não deixaste que meus pés tropeçassem. Agora, posso andar em tua presença, ó Deus, em tua luz que dá vida.
Recurso de Estudo
Versículos 1-7: Davi busca a misericórdia de Deus em meio à maldade de seus inimigos; 8-13: Apóia a sua fé nas promessas de Deus e declara a sua obrigação de louvá-lo por suas misericórdias.
Vv. 1-7. "Tem misericórdia de mim, ó Deus". Esta petição inclui todo o bem pelo qual nos dirigimos ao trono da graça. se recebermos misericórdia, não precisaremos mais do que isto, para que sejamos felizes. Implica igualmente a nossa melhor súplica; não o nosso mérito, mas a misericórdia de Deus, a sua rica e gratuita misericórdia. Podemos fugir para a misericórdia de Deus e nela confiar, quando estamos rodeados por dificuldades e perigos por todos os lados. Os seus inimigos seriam demasiadamente duros para ele se Deus não o ajudasse. O salmista decide fazer das promessas de Deus o tema dos seus louvores, e nós temos razões para fazer o mesmo. Assim como não devemos depositar toda a nossa confiança no braço de carne, quando este está a nosso favor, também não devemos temer o braço de carne quando está contra nós. O pecado dos pecadores jamais será a sua segurança. Quem conhece a força da ira de Deus? Quão alto pode chegar? com quanta força pode espancar?
Vv. 8-13. As provas pesadas e contínuas pelas quais muitos dentre o povo do Senhor já passaram, devem ensinar-nos a permanecermos calados e a termos paciência, mesmo sob as cruzes mais leves. Porém, muitas vezes somos tentados a estar descontentes, e a desesperar-nos sob pequenos sofrimentos. Por esta razão, devemos nos controlar. Davi consola-se, em meio à sua turbação e temor, ao lembrar-se de que Deus observava todos os seus sofrimentos e dores. Deus tem uma taça e um livro para as lágrimas de seu povo, para as lágrimas que são derramadas por causa de nossos pecados, e pelas lágrimas de nossas aflições. Deus nos observa com terno interesse. Todo verdadeiro crente pode dizer com confiança: "O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem, porque o homem não tem nenhum poder senão aquele que lhe é dado do alto". Os teus votos estão sobre mim, ó Senhor, não como carga, mas como aquilo pelo que sou conhecido como teu servo; como uma rédea que me refreia em relação a tudo o que me seria doloroso e que me dirige no caminho de meu dever. E os votos de agradecimentos acompanham apropriadamente as orações que pedem misericórdia. se Deus nos livra do pecado, seja por não o praticarmos, seja por sua misericórdia que perdoa, Ele livra a nossa alma da morte, pois este é o salário do pecado. O Senhor, que começou a boa obra, a concluirá e a aperfeiçoará. Davi espera que Deus o guarde até mesmo da aparência do pecado. Nós devemos enfatizar em todas as nossas decisões e expectativas de libertação - tanto em relação ao pecado como aos problemas - que podemos realizar o melhor trabalho para o Senhor. Que possamos servi-lo sem temor. se a sua graça tem livrado a nossa alma do pecado e da morte, nos levará ao céu, para que andemos na presença dEle para sempre na luz.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público