• 1 Ó Deus, ouve minha queixa; protege-me das ameaças de meus inimigos.
  • 2 Esconde-me das tramas dessa multidão perversa, do tumulto dos que praticam o mal.
  • 3 Eles afiam a língua como espada e apontam palavras amargas como flechas.
  • 4 De emboscadas, atiram nos inocentes; atacam de repente, sem medo algum.
  • 5 Animam uns aos outros a fazer o mal e planejam como preparar armadilhas em segredo. “Quem nos verá?”, perguntam.
  • 6 Enquanto tramam seus crimes, dizem: “Criamos o plano perfeito!”. Sim, o coração e a mente do ser humano são astutos.
  • 7 Deus, porém, os atingirá com suas flechas e repentinamente os derrubará.
  • 8 A própria língua os levará à ruína, e todos que os virem balançarão a cabeça em desprezo.
  • 9 Quando isso acontecer, todos temerão; proclamarão as obras de Deus e entenderão o que ele faz.
  • 10 Os justos se alegrarão no SENHOR e nele encontrarão refúgio, e os que têm coração íntegro o louvarão.

Versículos 1-6: Oração por libertação; 7-10: A destruição dos maus; o alento para os justos.

Vv. 1-6. O salmista roga fervorosamente a Deus que o preserve do temor angustiante. A língua é um membro pequeno, mas se torna soberba por coisas grandes. o homem reto é o alvo para o qual aponta o mal, que não é capaz de falar a ele ou dele amenamente. Não há proteção contra uma língua falsa. É ruim praticar o mal; porém, pior ainda é estimularmo-nos mutuamente ao mal. Quando o coração se dedica à maldade, é um sinal de que está endurecido em um nível máximo. Na prática, a base de toda a maldade é a incredulidade no tocante ao conhecimento que Deus tem de todas as coisas. O proveito de uma boa causa e de uma boa consciência é notado ainda mais, quando nada pode ajudar um homem contra os seus inimigos, com exceção de Deus, que é sempre um auxílio bem presente.

Vv. 7-10. Quando Deus permite que venham sobre os homens os males que estes desejaram para os seus semelhantes, é um peso suficiente para afundá-los nas profundezas do inferno. Os que têm prazer em amaldiçoar sofrerão sobre si mesmos as suas próprias maldições. Os que contemplarem estas situações, compreenderão e verão a mão de Deus em tudo; se não fizermos deste modo, é provável que não nos beneficiemos com as dispensações da providência do Senhor. O justo se alegra no Senhor; não na desgraça e na ruína dos seus semelhantes; alegra-se em que Deus seja glorificado e que a sua Palavra se cumpra, e que se defenda eficazmente na causa da inocência injuriada. Eles não se regozijam nos homens, nem em si mesmos, nem em qualquer outra criatura, nem nos prazeres, nem na sabedoria, na força, na riqueza ou em sua própria justiça, mas se regozijam no Senhor Jesus Cristo, em quem toda a semente de Israel é justificada e se gloria, e no que Ele é para eles, e no que Ele fez a favor deles.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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