• 1 Inclina-te, SENHOR, e ouve minha oração; responde-me, pois estou aflito e necessitado.
  • 2 Protege-me, pois sou fiel a ti; salva-me, pois sou teu servo e em ti confio. Tu és meu Deus!
  • 3 Tem misericórdia de mim, ó Senhor, pois clamo a ti sem parar.
  • 4 Alegra-me, Senhor, pois a ti me entrego.
  • 5 Ó Senhor, tu és tão bom, tão pronto a perdoar, tão cheio de amor por todos que te buscam.
  • 6 Ouve minha oração, SENHOR, e atende a meu clamor.
  • 7 Em tempos de aflição, clamarei a ti, e tu me responderás.
  • 8 Nenhum dos deuses é semelhante a ti, Senhor, nenhum deles pode fazer o que tu fazes.
  • 9 Todas as nações que criaste virão e se prostrarão diante de ti, Senhor, e glorificarão o teu nome.
  • 10 Pois tu és grande e realizas maravilhas; só tu és Deus.
  • 11 Ensina-me os teus caminhos, SENHOR, para que eu viva segundo a tua verdade. Concede-me pureza de coração, para que eu honre o teu nome.
  • 12 Ó Senhor, meu Deus, de todo o meu coração te louvarei; glorificarei o teu nome para sempre.
  • 13 Pois grande é o teu amor por mim; tu me livraste das profundezas da morte.
  • 14 Ó Deus, os arrogantes se levantam contra mim, pessoas violentas tentam me matar; não se importam contigo.
  • 15 Mas tu, Senhor, és Deus de compaixão e misericórdia, lento para se irar e cheio de amor e fidelidade.
  • 16 Olha para cá e tem compaixão de mim! Dá tua força a teu servo; sim, salva teu humilde servo.
  • 17 Mostra-me um sinal do teu favor; então serão envergonhados os que me odeiam, pois tu, SENHOR, me ajudas e me consolas.

Versículos 1-7: O salmista alega o seu fervor e a misericórdia de Deus, como razões para que a sua oração seja ouvida; 8-17: Renova os seus pedidos de socorro e consolo.

Vv. 1-7. A nossa pobreza e miséria, quando sentidas, são um poderoso argumento em nosso favor diante do trono da graça. A melhor autopreservação é encomendarmo-nos ao cuidado de Deus. Eu sou um daqueles a quem favoreces, um daqueles que tens separado para ti, e que tens feito participante da graça que santifica. Um grande alento para orarmos é sentir que recebemos a graça de Deus, que nos converte, ensina a confiar nEle e a sermos seus servos. Podemos esperar o consolo de Deus, quando mantemos a nossa comunhão com Ele. A bondade de Deus manifesta-se em duas coisas: dar e perdoar. Não importa o que os demais façam; invoquemos a Deus e encomendemos a Ele o nosso caso, pois não o buscaremos em vão.

Vv. 8-17. Somente o nosso Deus possui poder onipotente e amor infinito. O Senhor Jesus é o caminho, a verdade e a vida. A alma dos que são crentes desejará ser ensinada no caminho e na verdade de Deus, para que ande nEle, acima até mesmo de seu desejo de ser livre da angústia desta terra. Os que não colocam o Senhor diante de si procuram perseguir a alma dos crentes; porém a compaixão, a misericórdia e a verdade de Deus são o seu refúgio e consolo. Aqueles cujos pais foram servos do Senhor, podem estabelecer isto como argumento para que sejam ouvidos e ajudados. Ao considerarmos a experiência de Davi, e a do crente, não devemos perder de vista aquEle que, apesar de ser rico, por nossa causa se fez pobre, para que por meio de sua pobreza fôssemos enriquecidos.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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