• 1 Que aflição espera vocês, assírios, que destroem os outros, mas nunca foram destruídos! Traem outros, mas nunca foram traídos. Quando terminarem de destruir, serão destruídos. Quando terminarem de trair, serão traídos.
  • 2 Mas tem misericórdia de nós, SENHOR, pois esperamos em ti. Sê nosso braço forte a cada dia, nossa salvação em tempos de angústia.
  • 3 O inimigo corre quando ouve tua voz; quando te levantas, as nações fogem.
  • 4 Como os campos são despojados por lagartas e gafanhotos, assim o exército da Assíria será despojado!
  • 5 Embora o SENHOR seja grandioso e viva nos céus, fará de Sião a habitação de sua justiça e retidão.
  • 6 Ele será seu firme alicerce e lhe proverá farto suprimento de salvação, sabedoria e conhecimento; o temor do SENHOR será seu tesouro.
  • 7 Agora, porém, seus guerreiros valentes choram em público; seus embaixadores da paz derramam lágrimas de amargura.
  • 8 Suas estradas estão desertas; ninguém mais viaja por elas. Quebraram o tratado de paz e não se importam com as promessas que fizeram perante testemunhas; não têm respeito por ninguém.
  • 9 A terra de Israel murcha de tanto chorar; o Líbano seca de vergonha. A planície de Sarom agora é um deserto; Basã e Carmelo foram saqueados.
  • 10 O SENHOR, no entanto, diz: “Agora me levantarei; agora mostrarei meu poder e minha força.
  • 11 Vocês só produzem capim seco e palha; seu sopro se transformará em fogo e os consumirá.
  • 12 Seu povo será completamente queimado, como espinheiros cortados e lançados no fogo.
  • 13 Prestem atenção ao que fiz, nações distantes! Vocês que estão próximas, reconheçam meu poder!”.
  • 14 Os pecadores em Sião tremem de medo; o terror se apodera dos ímpios. “Quem pode conviver com esse fogo consumidor? Quem pode sobreviver a essas chamas devoradoras?”
  • 15 Os que são justos e íntegros, que não lucram por meios desonestos, que se mantêm afastados de subornos, que não dão ouvidos aos que tramam assassinatos, que fecham os olhos para toda tentação de fazer o mal,
  • 16 esses habitarão nas alturas; as rochas dos montes serão sua fortaleza. Terão provisão de alimento e não lhes faltará água.
  • 17 Seus olhos verão o rei em todo o seu esplendor, verão uma terra que se estende para longe.
  • 18 Vocês se lembrarão deste tempo de terror e perguntarão: “Onde estão os oficiais que contaram nossas torres? Onde estão os que registraram o despojo tirado de nossa cidade derrotada?”.
  • 19 Não verão mais esse povo arrogante, que fala uma língua estranha e desconhecida.
  • 20 Em vez disso, verão Sião como lugar de festas sagradas; verão Jerusalém, cidade tranquila e segura. Será como uma tenda com as cordas bem esticadas e estacas firmemente cravadas no chão.
  • 21 O SENHOR será nosso Poderoso; será como um largo rio de proteção que nenhum adversário consegue atravessar, em que nenhuma embarcação inimiga consegue navegar.
  • 22 Pois o SENHOR é nosso juiz, nosso comandante e nosso rei; ele nos livrará.
  • 23 As velas dos inimigos pendem soltas de mastros quebrados, presas com cordas inúteis. Seu tesouro será repartido entre o povo de Israel; até mesmo os deficientes físicos receberão sua parte.
  • 24 O povo já não dirá: “Estamos doentes e indefesos”, pois o SENHOR perdoará seus pecados.

Versículos 1-14: Os juízos de Deus contra os inimigos de sua igreja; 15-24: A felicidade de seu povo.

Vv. 1-14. Aqui encontramos o destruidor soberbo e falso, sendo levado em conta por toda a sua fraude e violência, o Deus justo costuma pagar os pecadores com sua própria moeda. Aqueles que por fé esperam humildemente em Deus, verão que Ele os trata com graça; como o dia, assim será a força, se Deus nos deixasse sozinhos em qualquer manhã, seríamos devastados; a,cada manhã devemos nos entregar aos cuidados dEle e seguir adiante em seu poder, para fazermos a obra do dia. Quando Deus se levanta, os seus inimigos se dispersam. A sabedoria e o conhecimento verdadeiro guiam à força da salvação, que nos torna constantes nos caminhos de Deus; e a piedade verdadeira é o único tesouro que nunca pode ser saqueado ou gasto. É descrita a angústia que estava acontecendo em Jerusalém. O tempo de Deus para comparecer a favor de seu povo é quando todas as demais ajudas falham. Todos os que ouvem o que Deus tem feito, devem reconhecer que Ele pode fazer tudo. os pecadores de Sião terão muito pelo que responder, mais que os demais pecadores. Aqueles que se rebelam contra os mandamentos da Palavra não poderão encontrar seu consolo nos momentos de necessidade. Sua ira queimará eternamente aos que se fazem de pasto para ela. É um fogo que nunca será sufocado, nem se extinguirá; é a ira do Deus eterno que se prende à consciência da alma que nunca morre.

Vv. 15-24. O crente verdadeiro vigia contra todas as ocasiões do pecado. o poder divino o mantém a salvo e a sua fé nesse poder o conserva em paz. Nada necessário lhe falta. Toda a bênção de salvação é dada por Ele gratuitamente a todos os que lhe pedem com coração humilde e com fé; e o crente está a salvo em todos os tempos e por toda a eternidade. os que andam retamente, não somente receberão o pão que lhes será presenteado, como terão assegurada a água; por fé, verão o Rei dos reis na beleza de sua santidade. A lembrança do terror pelo qual passaram será adicionada ao prazer de sua libertação. É desejável estar quietos em nossas casas, mas é muito mais desejável estar tranquilos na casa de Deus; em todas as épocas Cristo terá uma semente que o sirva. Jerusalém não possuía um rio que a sulcasse; porém a presença e o poder de Deus compensam todas as necessidades. Temos tudo o que necessitamos ou podemos necessitar em Deus. Pela fé tomamos a Cristo como nosso Príncipe e salvador; Ele reina sobre o seu povo redimido. Todos os que recusam tê-lo reinando sobre si fazem a sua alma soçobrar. Ele tira a enfermidade por sua misericórdia, quando o fruto desta é tirar o pecado. se Ele tira as nossas iniquidades, temos pouca razão para nos queixarmos da aflição exterior. Este último versículo guia os nossos pensamentos, não só ao estado mais glorioso da Igreja na terra, mas ao céu, onde não podem entrar a enfermidade nem a aflição. Aquele que apaga as nossas transgressões sarará as nossas almas.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

Recurso de Estudo