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Depois que Davi terminou de falar com Saul, formou-se de imediato um forte laço de amizade entre ele e Jônatas, filho do rei, por causa do amor que Jônatas tinha por Davi.
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A partir daquele dia, Saul manteve Davi consigo e não o deixou voltar para a casa de seu pai.
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3
Jônatas assumiu um compromisso solene com Davi, pois o amava como a si mesmo.
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Para selar essa aliança, Jônatas tirou seu manto e o entregou a Davi, junto com sua armadura, sua espada, seu arco e seu cinturão.
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Davi cumpria com êxito todas as missões de que Saul o encarregava. Então Saul lhe deu uma posição de comando no exército, o que agradou tanto ao povo como aos oficiais de Saul.
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6
Quando o exército israelita regressou vitorioso, depois que Davi matou o gigante filisteu, mulheres de todas as cidades saíram ao encontro do rei Saul. Cantavam e dançavam de alegria, com tamborins e címbalos.
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Esta era a canção: “Saul matou milhares, e Davi, dezenas de milhares!”.
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8
Saul ficou indignado com essas palavras. “O que é isso?”, disse ele. “Atribuem a Davi dezenas de milhares, e a mim, apenas milhares? Só falta o declararem rei!”
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Daquele momento em diante, Saul começou a olhar para Davi com suspeita.
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No dia seguinte, um espírito maligno enviado por Deus se apoderou de Saul, e ele começou a delirar em sua casa, como se fosse louco. Davi tocava a harpa, como fazia todos os dias. Mas Saul tinha uma lança na mão
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e, de repente, atirou-a contra Davi, com a intenção de encravá-lo na parede. Davi, porém, escapou duas vezes.
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Saul tinha medo de Davi, pois o SENHOR o havia abandonado e agora estava com Davi.
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Por fim, Saul o afastou de sua presença e o nomeou comandante de mil soldados, e Davi conduzia as tropas vitoriosamente nas batalhas.
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Davi continuou a ter êxito em tudo que fazia, pois o SENHOR estava com ele.
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Quando Saul viu isso, teve ainda mais medo.
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Mas todo o Israel e todo o Judá amavam Davi, porque ele conduzia as tropas vitoriosamente nas batalhas.
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Certo dia, Saul disse a Davi: “Estou pronto a lhe dar minha filha mais velha, Merabe, por esposa. Antes, porém, sirva-me como um guerreiro valente, lutando nas batalhas do SENHOR”. Pois Saul pensou: “Em vez de matá-lo eu mesmo, vou enviá-lo aos filisteus, e eles o matarão”.
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Davi, porém, respondeu a Saul: “Quem sou eu, e quem é minha família em Israel para que eu me torne genro do rei?”.
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Assim, quando chegou o tempo de Saul dar sua filha Merabe em casamento a Davi, ele a deu a Adriel, um homem de Meolá.
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20
Contudo, a outra filha de Saul, Mical, amava Davi, e Saul ficou contente quando soube disso.
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“É mais uma oportunidade de os filisteus matarem Davi!”, pensou ele. Para Davi, porém, ele disse: “Você tem mais uma oportunidade de se tornar meu genro”.
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Então Saul instruiu seus servos a dizerem a Davi, em particular: “O rei gosta muito de você, e nós também. Por que não aceita a oferta do rei e se torna genro dele?”.
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Quando disseram isso a Davi, ele respondeu: “Como um homem pobre e de família humilde terá condições de pagar o dote da filha de um rei?”.
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Então os homens de Saul contaram-lhe o que Davi disse,
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e Saul respondeu: “Digam a Davi que o único dote que quero são cem prepúcios de filisteus! Desejo apenas me vingar de meus inimigos”. Mas Saul planejava que Davi fosse morto na luta.
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Quando os servos de Saul trouxeram essa notícia a Davi, ele aceitou a oferta de bom grado. Antes do prazo estipulado,
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ele e seus homens saíram e mataram duzentos filisteus. Davi cumpriu a exigência para tornar-se genro do rei, trazendo-lhe os prepúcios. Então Saul deu sua filha Mical por esposa a Davi.
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Quando Saul percebeu que o SENHOR estava com Davi, e viu como sua filha Mical o amava,
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temeu Davi ainda mais e continuou a ser inimigo dele pelo resto de sua vida.
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30
Sempre que os comandantes dos filisteus atacavam, Davi era mais bem-sucedido contra eles que todos os outros oficiais de Saul. Assim, o nome de Davi se tornou muito famoso.
Recurso de Estudo
Versículos 1-5: A amizade de Jônatas e Davi; 6-11: Saul procura matar Davi; 12-30: O temor que Saul sentiu perante Davi.
Vv. 1-5. A amizade que existia entre Davi e Jónatas era o efeito que a graça divina produz no coração e na alma dos verdadeiros crentes, e faz com que se amem uns aos outros. Esta união de almas vem da comunhão com o Espírito de Cristo. Quando Deus une os corações, os assuntos carnais tornam-se muito frágeis para separá-los. os que amam a Cristo como a sua própria alma devem estar dispostos a unir-se a Ele em um pacto eterno. Certamente o fato de Davi ter sido capaz de suportar todo este respeito e honra sem jamais enaltecer-se foi uma grande prova do poder e da graça de Deus na sua vida.
Vv. 6-11. Os problemas de Davi não somente seguem os seus triunfos, como surgem deles; assim fica demonstrado o quão vãs são as coisas que parecem ser mais grandiosas neste mundo. O sinal de que o Espírito de Deus deixou os homens é que eles, como Saul, tornam-se irritáveis, invejosos, desconfiados e de mal gênio. compare as duas situações que aconteceram: em uma delas, Davi, com a harpa em sua mão, procura servir a Saul; e na outra situação, Saul, com a lança em sua mão, procura matar Davi. observe a doçura e a utilidade do povo de Deus quando é perseguido, e a desumanidade de seus perseguidores. Porém, a segurança de Davi é atribuída à providência de Deus.
Vv. 12-30. Por muito tempo, Davi foi mantido em contínua apreensão pela ameaça de ser morto por Saul; porém, perseverou em sua conduta mansa e respeitosa para com o seu perseguidor. Não é comum encontrarmos tanta prudência e discrição, especialmente quando há tantos insultos e provocações! vejamos se temos imitado o exemplo desta personagem exemplar que está diante de nós. conduzimo-nos prudentemente em todos os nossos caminhos? Existe omissão pecadora, dureza de espírito, ou algo mau em nossa conduta? A oposição e a perversidade dos demais não será motivo de escusa para o nosso mau temperamento; porém, devem aumentar o nosso cuidado e a atenção aos deveres relativos à nossa posição. "Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos" (Hb 12.3). Se Davi teve como magnífica a honra de tornar-se genro do rei Saul, deveríamos ter como muito mais privilégio a honra de sermos filhos de Deus!
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público