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1
Ó Deus, não guardes silêncio; não te cales, nem fiques quieto, ó Deus.
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2
Pois eis que os teus inimigos fazem tumultos, e os que te odeiam alçam a cabeça.
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3
Formam planos cavilosos contra o teu povo e, juntos, consultam contra os teus protegidos.
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4
Eles dizem: Vinde, e destruamo-los para que não constituam nação; assim, não será lembrado mais o nome de Israel.
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5
Pois, juntos e unânimes, se têm consultado e contra ti fazem aliança
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6
as tendas de Edom e os ismaelitas, Moabe e os hagarenos;
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7
Gebal, Amom e Amaleque; a Filístia, com os habitantes de Tiro.
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8
A Assíria também está aliada com eles; têm auxiliado aos filhos de Ló. (Selá)
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9
Faze-lhes como fizeste a Midiã, como a Sísera, como a Jabim, junto ao rio Quisom,
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10
os quais pereceram em En-Dor; tornaram-se como esterco para a terra.
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11
Faze os seus nobres como a Orebe e a Zeebe e os seus príncipes, como a Zebá e a Zalmuna,
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12
os quais disseram: Tomemos para nós as habitações de Deus.
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13
Faze-os, Deus meu, como um turbilhão de pó, como palha impelida do vento.
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14
Como o fogo que queima um bosque, e como a chama que abrasa os montes,
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15
assim, persegue-os com a tua procela e amedronta-os com o teu furacão.
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16
Cobre-lhes o rosto de confusão, de sorte que busquem o teu nome, ó Jeová.
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17
Sejam envergonhados e conturbados para sempre, sejam confundidos e pereçam,
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18
para que saibam que só tu, cujo nome é Jeová, és o Altíssimo sobre toda a terra.
Recurso de Estudo
Versículos 1-8: Os desígnios dos inimigos de Israel; 9-18: Oração fervorosa pela derrota deles.
Vv. 1-8. Às vezes parece que Deus não se interessa pelo tratamento injusto de seu povo; porém, devemos invocá-lo, como o salmista faz aqui. Todos os maus são inimigos de Deus, especialmente os perseguidores cruéis. O povo do Senhor são os seus protegidos, e o mundo não os conhece. Ele os coloca sob a sua proteção especial. se os inimigos da Igreja agem unanimemente para destruí-la, por que os seus amigos não se unirão? Os maus desejam que não haja religião na humanidade. Eles se alegrariam em se ver soltos de todos os freios, e que todos os que pregam fossem excluídos com todos os que professam ou praticam a fé. Gostariam de fazê-lo, se tivessem o poder necessário para tal. Os inimigos da Igreja sempre foram numerosos; isto magnifica o poder do Senhor, ao preservar para si a Igreja no mundo.
Vv. 9-18. Todos os que se opõem ao reinado de Cristo podem ler aqui a condenação que sofrerão. Deus ainda é o mesmo que sempre foi para o seu povo; e o mesmo contra os seus inimigos e inimigos deles. Deus fará com que os inimigos sejam como uma roda: instáveis em todos os seus conselhos e decisões. Não somente permite que sejam levados para longe como palha, mas que sejam queimados como palha: este será o final dos maus. Que temam o teu nome e, provavelmente, isto os dirija a buscar o teu nome. Não desejamos a confusão para os nossos inimigos e perseguidores, mas o que possa trazer o progresso para a conversão deles. A tempestuosa tormenta da vingança divina os esmagará, se não se arrependerem e buscarem a misericórdia perdoadora de seu Senhor ofendido. Os triunfos de Deus sobre os seus inimigos provam claramente que Ele é, de acordo com o seu nome Jeová, o ser Todo-poderoso, que tem em si mesmo todo o poder e perfeição. Temamos a sua ira e rendamo-nos para servi-lo voluntariamente. Busquemos a libertação, a fim de destruirmos a carne que luta contra a alma.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público