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1
FILHO meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos,
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2
Para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento;
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3
Se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz,
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4
Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares,
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5
Então entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus.
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6
Porque o SENHOR dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento.
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7
Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade,
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8
Para que guardem as veredas do juízo. Ele preservará o caminho dos seus santos.
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9
Então entenderás a justiça, o juízo, a eqüidade e todas as boas veredas.
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10
Pois quando a sabedoria entrar no teu coração, e o conhecimento for agradável à tua alma,
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11
O bom siso te guardará e a inteligência te conservará;
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12
Para te afastar do mau caminho, e do homem que fala coisas perversas;
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13
Dos que deixam as veredas da retidão, para andarem pelos caminhos escusos;
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14
Que se alegram de fazer mal, e folgam com as perversidades dos maus,
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15
Cujas veredas são tortuosas e que se desviam nos seus caminhos;
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16
Para te afastar da mulher estranha, sim da estranha que lisonjeia com suas palavras;
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17
Que deixa o guia da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus;
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18
Porque a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas para os mortos.
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19
Todos os que se dirigem a ela não voltarão e não atinarão com as veredas da vida.
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20
Para andares pelos caminhos dos bons, e te conservares nas veredas dos justos.
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21
Porque os retos habitarão a terra, e os íntegros permanecerão nela.
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22
Mas os ímpios serão arrancados da terra, e os aleivosos serão dela exterminados.
Recurso de Estudo
Versículos 1-9: Promessas para os que buscam sabedoria; 10-22: As vantagens da sabedoria.
Vv. 1-9. Os que buscam fervorosamente a sabedoria celestial nunca se queixarão de ter se esforçado em vão; a liberdade do dom não elimina a necessidade de nossa diligência (Jo 6.27). "Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis". Observe os que assim são favorecidos. Eles são os justos, nos quais a imagem de Deus, que consiste em justiça, é renovada, se dependemos de Deus e seguimos a sabedoria, Ele nos capacitará a guardarmos as sendas dos juízos.
Vv. 10-22. Se formos verdadeiramente sábios, teremos o cuidado de evitar toda má companhia e os maus costumes. Quando a sabedoria nos domina, não somente enche o nosso pensamento, mas entra no coração e preserva contra as corrupções internas e as tentações externas. Os caminhos do pecado são veredas de trevas, incómodas e inseguras; que néscios são os que deixam as sendas simples, agradáveis e iluminadas da retidão, para andar em semelhantes caminhos! Eles têm prazer em cometer o pecado e ver que os outros o cometem. Todo homem sábio evitará tal companhia. A verdadeira sabedoria também nos preservará dos que guiam às luxurias carnais, que corrompem o corpo, este templo vivo, e que batalham contra a alma. Estes são males que excitam a tristeza de toda a mente séria, e fazem que cada pai ou mãe reflita e veja seus filhos com ansiedade, para que não aconteça de eles se enveredarem em armadilhas fatais. Que o sofrimento do próximo nos sirva de advertência. O Senhor Jesus nos dissuade destes prazeres pecaminosos através dos tormentos eternos que os seguem. É muito raro alguém que esteja agarrado a esta armadilha do Diabo se recuperar, por estar o coração tão endurecido e a mente tão cega pelo engano deste pecado. Muitos pensam que esta advertência, além do seu sentido literal, deve ser entendida como advertência contra a idolatria, e que se deve submeter a alma ao corpo, na busca de qualquer objeto proibido. O justo deve deixar a terra da mesma maneira que o mau; porém, a terra é muito diferente para eles. Para o mau, a terra é tudo o que jamais verão no céu; para o justo, é o lugar de preparação para o céu. Não é ela uma só para todos nós, seja quando compartilhamos com os maus as misérias de seu derradeiro final, seja com os bons o deleite eterno que coroará os crentes?
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público