• 1 Filho, aprenda o que eu lhe ensino e nunca esqueça o que mando você fazer.
  • 2 Escute os sábios e procure entender o que eles ensinam.
  • 3 Sim, peça sabedoria e grite pedindo entendimento.
  • 4 Procure essas coisas, como se procurasse prata ou um tesouro escondido.
  • 5 Se você fizer isso, saberá o que quer dizer temer o SENHOR, e aprenderá a conhecê-lo.
  • 6 É o SENHOR quem dá sabedoria; a sabedoria e o entendimento vêm dele.
  • 7 Ele dá ajuda e proteção a quem é direito e honesto.
  • 8 Deus protege os que tratam os outros com justiça e guarda os que lhe obedecem.
  • 9 Se você me ouvir, entenderá o que é direito, justo e honesto e saberá o que deve fazer.
  • 10 Você se tornará sábio, e a sua sabedoria lhe dará prazer.
  • 11 O seu entendimento e a sua sabedoria o protegerão
  • 12 e o livrarão de fazer o mal. Assim, você ficará longe das pessoas que vivem dizendo mentiras —
  • 13 pessoas que abandonaram uma vida direita para viver na escuridão do pecado;
  • 14 pessoas que têm prazer em fazer o mal e se alegram quando o mal é praticado;
  • 15 pessoas desonestas, em quem não se pode confiar.
  • 16 Então você será capaz de evitar a mulher imoral que tentar conquistá-lo com palavras sedutoras —
  • 17 a mulher que esquece os votos sagrados do casamento e é infiel ao seu marido.
  • 18 Se você for à casa dela, estará seguindo o caminho da morte; quem vai lá está perto do mundo dos mortos.
  • 19 O homem que visita essa mulher não consegue voltar para a estrada da vida.
  • 20 Portanto, siga o exemplo dos bons e viva uma vida correta.
  • 21 Os homens direitos, de caráter, viverão nesta nossa terra.
  • 22 Mas Deus varrerá dela os maus e arrancará os pecadores como se arrancam plantas do chão.

Versículos 1-9: Promessas para os que buscam sabedoria; 10-22: As vantagens da sabedoria.

Vv. 1-9. Os que buscam fervorosamente a sabedoria celestial nunca se queixarão de ter se esforçado em vão; a liberdade do dom não elimina a necessidade de nossa diligência (Jo 6.27). "Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis". Observe os que assim são favorecidos. Eles são os justos, nos quais a imagem de Deus, que consiste em justiça, é renovada, se dependemos de Deus e seguimos a sabedoria, Ele nos capacitará a guardarmos as sendas dos juízos.

Vv. 10-22. Se formos verdadeiramente sábios, teremos o cuidado de evitar toda má companhia e os maus costumes. Quando a sabedoria nos domina, não somente enche o nosso pensamento, mas entra no coração e preserva contra as corrupções internas e as tentações externas. Os caminhos do pecado são veredas de trevas, incómodas e inseguras; que néscios são os que deixam as sendas simples, agradáveis e iluminadas da retidão, para andar em semelhantes caminhos! Eles têm prazer em cometer o pecado e ver que os outros o cometem. Todo homem sábio evitará tal companhia. A verdadeira sabedoria também nos preservará dos que guiam às luxurias carnais, que corrompem o corpo, este templo vivo, e que batalham contra a alma. Estes são males que excitam a tristeza de toda a mente séria, e fazem que cada pai ou mãe reflita e veja seus filhos com ansiedade, para que não aconteça de eles se enveredarem em armadilhas fatais. Que o sofrimento do próximo nos sirva de advertência. O Senhor Jesus nos dissuade destes prazeres pecaminosos através dos tormentos eternos que os seguem. É muito raro alguém que esteja agarrado a esta armadilha do Diabo se recuperar, por estar o coração tão endurecido e a mente tão cega pelo engano deste pecado. Muitos pensam que esta advertência, além do seu sentido literal, deve ser entendida como advertência contra a idolatria, e que se deve submeter a alma ao corpo, na busca de qualquer objeto proibido. O justo deve deixar a terra da mesma maneira que o mau; porém, a terra é muito diferente para eles. Para o mau, a terra é tudo o que jamais verão no céu; para o justo, é o lugar de preparação para o céu. Não é ela uma só para todos nós, seja quando compartilhamos com os maus as misérias de seu derradeiro final, seja com os bons o deleite eterno que coroará os crentes?

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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