Lendo…
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1
Em ti, Senhor, confio; nunca me deixes confundido: livra-me pela tua justiça.
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2
Inclina para mim os teus ouvidos, livra-me depressa; sê a minha firme rocha, uma casa fortissima que me salve.
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3
Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; pelo que, por amor do teu nome, guia-me e encaminha-me.
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4
Tira-me da rede que para mim esconderam, pois tu és a minha força.
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5
Nas tuas mãos encommendo o meu espirito: tu me redimiste, Senhor Deus da verdade.
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6
Aborreço aquelles que se entregam a vaidades enganosas; eu porém confio no Senhor.
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7
Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois consideraste a minha afflicção: conheceste a minha alma nas angustias.
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8
E não me entregaste nas mãos do inimigo; pozeste os meus pés n'um logar espaçoso.
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9
Tem misericordia de mim, ó Senhor, porque estou angustiado: consumidos estão de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu ventre.
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10
Porque a minha vida está gasta de tristeza, e os meus annos de suspiros; a minha força descae por causa da minha iniquidade, e os meus ossos se consomem.
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11
Fui opprobrio entre todos os meus inimigos, até entre os meus visinhos, e horror para os meus conhecidos: os que me viam na rua fugiam de mim.
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12
Estou esquecido no coração d'elles, como um morto; sou como um vaso quebrado.
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13
Pois ouvi a murmuração de muitos, temor havia ao redor; emquanto juntamente consultavam contra mim, intentaram tirar-me a vida.
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14
Mas eu confiei em ti, Senhor: e disse: Tu és o meu Deus.
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15
Os meus tempos estão nas tuas mãos: livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem.
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16
Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo: salva-me por tuas misericordias.
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17
Não me deixes confundido, Senhor, porque te tenho invocado: deixa confundidos os impios, e emmudeçam na sepultura.
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18
Emmudeçam os labios mentirosos que fallam coisas más com soberba e desprezo contra o justo.
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19
Oh! quão grande é a tua bondade, que guardaste para os que te temem! a qual obraste para aquelles que em ti confiam na presença dos filhos dos homens!
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20
Tu os esconderás, no secreto da tua presença, dos desaforos dos homens: encobril-os-has em um pavilhão da contenda das linguas.
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21
Bemdito seja o Senhor, pois fez maravilhosa a sua misericordia para comigo em cidade segura.
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22
Pois eu dizia na minha pressa: Estou cortado de diante dos teus olhos; não obstante, tu ouviste a voz das minhas supplicas, quando eu a ti clamei.
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23
Amae ao Senhor, vós todos que sois seus sanctos; porque o Senhor guarda os fieis e retribue com abundancia ao que usa de soberba.
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24
Esforçae-vos, e elle fortalecerá o vosso coração, vós todos que esperaes no Senhor.
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Versículos 1-8: A confiança em Deus; 9-18: Orar em meio às dificuldades; 19-24: Louvores pela bondade de Deus.
Vv. 1-8. A fé e a oração devem caminhar juntas, porque a oração feita com fé é a que prevalece. Davi entregou a sua alma a Deus de maneira especial. E com as suas palavras (v. 5), o Senhor Jesus Cristo deu o seu último suspiro na cruz, e fez de sua própria alma uma oferta voluntária pelo pecado, para entregar a sua vida como resgate. Porém, nesta passagem Davi é um homem confuso e com problemas. A sua melhor parte é o grande cuidado que tem por sua alma e por seu espírito. Muitos pensam que, se estão confundidos por assuntos mundanos e multiplicam-se as suas preocupações, podem ser escusados se descuidarem da alma; porém, nós mesmos somos os mais interessados por cuidar dela, para que o homem interior não sofra danos, ainda que o exterior se desfaça. A redenção da alma é tão preciosa que teria cessado para sempre, se o Senhor Jesus Cristo não a tivesse empreendido. Por confiarmos na misericórdia de Deus, podemos nos alegrar e regozijar nisto. Deus olha para a nossa alma quando estamos atribulados, para ver se ela se humilha por causa do pecado, e melhora através da aflição. Todo crente enfrentará perigos e terá livramentos, até que seja livrado da morte, o seu último inimigo.
Vv. 9-18. As aflições de Davi tornaram-no um varão de dores. Aqui, ele tipificava Cristo, experimentado nas aflições. Ele reconhece que as suas aflições eram merecidas, por causa dos pecados que praticara; porém, Cristo, que jamais pecou, sofreu pelos nossos pecados. Os amigos de Davi não se animaram a socorrê-lo. Não pensemos que é algo incomum se os nossos amigos nos abandonarem; porém, asseguremo-nos de que possuímos o Amigo no céu, que não falha. com toda a segurança, Deus ordenará e disporá tudo da melhor forma possível, para todos os que encomendarem o seu espírito às suas mãos. O tempo da vida está nas mãos de Deus, que o estende ou encurta, e torna-o amargo ou doce, conforme o conselho de sua vontade. O caminho do homem não está em si mesmo, nem nos seus amigos ou inimigos, mas unicamente nas mãos de Deus. Com esta fé e confiança, pede ao Senhor que o salve por amor às suas misericórdias, e não por algum mérito que possua. Profetiza que serão silenciados os que reprovam e falam mal do povo de Deus. Existe um dia em que o Senhor executará o juízo contra eles. Enquanto isto não acontece, dediquemo-nos a fazer o bem, tanto quanto seja possível, para silenciarmos a ignorância dos néscios.
Vv. 19-24. Ao invés de nos rendermos à impaciência ou ao desencanto, quando somos atribulados, devemos voltar os nossos pensamentos à bondade do Senhor para com os que o temem e confiam nEle. Tudo chega aos pecadores através da dádiva maravilhosa do Unigênito Filho de Deus, que fez a expiação pelos pecados. Em meio às circunstâncias desalentadoras, ninguém deve se render à incredulidade ou ao pensamento de que foram cortados de diante dos olhos do Senhor e entregues ao orgulho dos homens. Senhor, perdoa as nossas queixas e temores; aumente a nossa fé, paciência, amor e gratidão; ensine-nos a nos regozijarmos na tribulação e na esperança. A libertação de Cristo, com a destruição de seus inimigos, deveria fortalecer e consolar os corações dos crentes submetidos a todas as aflições que enfrentam aqui na terra, para que, após sofrerem valorosamente com o seu Mestre, possam entrar triunfantes em seu gozo e glória.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público