• 1 Cantai alegremente a Deus, nossa fortaleza; celebrai o Deus de Jacó.
  • 2 Tomai o saltério e trazei o adufe, a harpa suave e o alaúde.
  • 3 Tocai a trombeta na Festa da Lua Nova, no tempo marcado para a nossa solenidade.
  • 4 Porque isto é um estatuto para Israel, e uma ordenança do Deus de Jacó.
  • 5 Ordenou-o em José por testemunho, quando saíra contra a terra do Egito, onde ouvi uma língua que não entendia.
  • 6 Tirei de seus ombros a carga; as suas mãos ficaram livres dos cestos.
  • 7 Clamaste na angústia, e te livrei; respondi-te do lugar oculto dos trovões; provei-te nas águas de Meribá. (Selá)
  • 8 Ouve-me, povo meu, e eu te admoestarei. Ah! Israel, se me ouvisses!
  • 9 Não haverá entre ti deus alheio, nem te prostrarás ante um deus estranho.
  • 10 Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito; abre bem a tua boca, e ta encherei.
  • 11 Mas o meu povo não quis ouvir a minha voz, e Israel não me quis.
  • 12 Pelo que eu os entreguei aos desejos do seu coração, e andaram segundo os seus próprios conselhos.
  • 13 Ah! Se o meu povo me tivesse ouvido! Se Israel andasse nos meus caminhos!
  • 14 Em breve eu abateria os seus inimigos e voltaria a minha mão contra os seus adversários.
  • 15 Os que aborrecem ao SENHOR ter-se-lhe-iam sujeitado, e o tempo dele seria eterno.
  • 16 E eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel saído da rocha.

Versículos 1-7: Deus é louvado por tudo o que fez a favor de seu povo; 8-16: As obrigações de seu povo para com Ele.

Vv. 1-7. Toda a adoração que podemos render ao Senhor será sempre inferior à sua excelência, bem como às nossas obrigações para com Ele, especialmente no tocante à redenção do pecado e da ira. O que Deus fez a favor de Israel conservou-se em memória, mediante solenidades públicas. Para destacar mais a graça e a glória da libertação, é bom observar que tudo o que faz parte do problema do qual fomos libertos, é demasiadamente oneroso. Nunca devemos nos esquecer da vil e destruidora escravidão, à qual fomos levados por Satanás, nosso opressor. Porém, se com a consciência angustiada somos levados a clamar por libertação, o Senhor responde as nossas orações e liberta-nos. A convicção do pecado, as provas e aflições demonstram o interesse que o Senhor tem por seu povo. se os judeus foram deste modo chamados a recordar em suas festas solenes a redenção que receberam, quando foram tirados do Egito, muito mais nós, no dia em que descansamos, devemos nos recordar de uma redenção mais gloriosa, e da libertação de uma escravidão ainda pior, que nos foi concedida pela obra realizada por nosso Senhor Jesus Cristo.

Vv. 8-16. Jamais podemos esperar muito da criatura e pouco do Criador. Podemos ter muito de Deus em nossa vida se orarmos com fé. Toda a maldade do mundo deve-se à disposição do homem. As pessoas não são religiosas por não quererem sê-lo. Deus não é o autor do pecado deles; Ele os entrega à concupiscência de seus próprios corações, e aos conselhos de suas próprias mentes. se não fazem o bem, a culpa está neles mesmos. O Senhor não quer que ninguém pereça. Que inimigos os pecadores são para si mesmos! É o pecado que faz com que os nossos problemas perdurem, e que a nossa salvação demore. Nas mesmas condições de fé e obediência, os cristãos devem apegar-se fortemente às boas coisas espirituais e eternas, que simbolizam os formosos campos e as férteis colinas de Canaã. O Senhor Jesus Cristo é o Pão da vida; Ele é a Rocha da salvação, e as suas promessas são como mel para as mentes piedosas. Porém, os que o rejeitam como Senhor e soberano, devem também perdê-lo como seu Salvador e Galardão.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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