2 Reis 19
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
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| 1 | E aconteceu que Ezequias, tendo-o ouvido, rasgou os seus vestidos, e se cubriu de sacco, e entrou na casa do Senhor. | Quando o rei Ezequias ouviu isto, rasgou as suas roupas, cobriu-se de pano de saco e entrou na Casa do SENHOR. |
| 2 | Então enviou a Eliakim, o mordomo, e a Sebna, o escrivão, e os anciãos dos sacerdotes, cobertos de saccos, ao propheta Isaias, filho de Amós. | Então ele mandou que Eliaquim, o responsável pelo palácio, Sebna, o escrivão, e os anciãos dos sacerdotes, todos vestidos de pano de saco, fossem falar com o profeta Isaías, filho de Amoz. |
| 3 | E disseram-lhe: Assim diz Ezequias: Este dia é dia de angustia, e de vituperação, e de blasphemia; porque os filhos chegaram ao parto, e não ha força para parir. | Eles lhe disseram: — Assim diz Ezequias: “Este dia é dia de angústia, de castigo e de vergonha. Como se costuma dizer, chegou a hora de a criança nascer, mas a mãe não tem forças para dar à luz. |
| 4 | Bem pode ser que o Senhor teu Deus ouça todas as palavras de Rabsaké, a quem enviou o seu senhor, o rei da Assyria, para affrontar o Deus vivo, e para vituperal-o com as palavras que o Senhor teu Deus tem ouvido: faze pois oração pelo resto que se acha. | É bem possível que o SENHOR, seu Deus, tenha ouvido todas as palavras de Rabsaqué, a quem o rei da Assíria, seu senhor, enviou para afrontar o Deus vivo, e repreenda as palavras que ouviu. Portanto, ore pelo resto que ficou.” |
| 5 | E os servos do rei Ezequias vieram a Isaias. | Os servos do rei Ezequias foram falar com Isaías, |
| 6 | E Isaias lhes disse: Assim direis a vosso senhor: Assim diz o Senhor: Não temas as palavras que ouviste, com as quaes os servos do rei da Assyria me blasphemaram. | que lhes disse: — Digam ao rei o seguinte: Assim diz o SENHOR: “Não tenha medo por causa das palavras que você ouviu, com as quais os servos do rei da Assíria blasfemaram contra mim. |
| 7 | Eis que metterei n'elle um espirito, e elle ouvirá um arroido, e vol-* *tará para a sua terra: á espada o farei cair na sua terra. | Eis que porei nele um espírito, e ele, ao ouvir certo rumor, voltará para a sua terra; e lá eu farei com que ele seja morto à espada.” |
| 8 | Voltou pois Rabsaké, e achou o rei da Assyria pelejando contra Libna, porque tinha ouvido que se havia partido de Lachis. | Rabsaqué voltou e encontrou o rei da Assíria lutando contra Libna, pois tinha ouvido que o rei já se havia retirado de Laquis. |
| 9 | E, ouvindo elle dizer de Tirhaká, rei de Cus: Eis que ha saido para te fazer guerra; tornou a enviar mensageiros a Ezequias, dizendo: | Quando o rei ouviu dizer que Tiraca, rei da Etiópia, havia saído para guerrear contra ele, mandou de novo mensageiros a Ezequias, com esta missão: |
| 10 | Assim fallareis a Ezequias, rei de Judah, dizendo: Não te engane o teu Deus, em quem confias, dizendo: Jerusalem não será entregue na mão do rei d'Assyria. | — Digam a Ezequias, rei de Judá: “Não deixe que o seu Deus, em quem você confia, o engane, ao dizer: ‘Jerusalém não será entregue nas mãos do rei da Assíria.’ |
| 11 | Eis que já tens ouvido o que fizeram os reis da Assyria a todas as terras, destruindo-as totalmente, e tu te livrarás? | Você já ouviu o que os reis da Assíria fizeram com todas as terras, como as destruíram totalmente. E você pensa que poderá escapar? |
| 12 | Porventura as livraram os deuses das nações, a quem destruiram, como a Gozan e a Haran? e a Reseph, e aos filhos de Eden, que estavam em Telassar? | Será que os deuses das nações livraram os povos que os meus pais destruíram, Gozã, Harã e Rezefe e os filhos de Éden, que estavam em Telassar? |
| 13 | Que é feito do rei de Hamath, e do rei de Arpad, e do rei da cidade de Sepharvaim, Hena e Iva? | Onde está o rei de Hamate, o rei de Arpade e o rei da cidade de Sefarvaim, de Hena e de Iva?” |
| 14 | Recebendo pois Ezequias as cartas das mãos dos mensageiros, e lendo-as, subiu á casa do Senhor, e Ezequias as estendeu perante o Senhor. | Ezequias recebeu a carta das mãos dos mensageiros e a leu. Então Ezequias subiu à Casa do SENHOR e estendeu a carta diante do SENHOR. |
| 15 | E orou Ezequias perante o Senhor, e disse: Ó Senhor Deus de Israel, que habitas entre os cherubins, tu mesmo, só tu és Deus de todos os reinos da terra: tu fizeste os céus e a terra. | E Ezequias orou diante do SENHOR, dizendo: — Ó SENHOR, Deus de Israel, que estás entronizado acima dos querubins, somente tu és o Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra. |
| 16 | Inclina, Senhor, o teu ouvido, e ouve; abre, Senhor, os teus olhos, e olha: e ouve as palavras de Sanherib, que enviou a este, para affrontar o Deus vivo. | Inclina, ó SENHOR, os ouvidos e ouve; abre, SENHOR, os olhos e vê; ouve as palavras de Senaqueribe, as quais ele enviou para afrontar o Deus vivo. |
| 17 | Verdade é, ó Senhor, que os reis da Assyria assolaram as nações e as suas terras, | É verdade, SENHOR, que os reis da Assíria assolaram todas as nações e suas terras |
| 18 | E lançaram os seus deuses no fogo; porquanto deuses não eram, mas obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso os destruiram. | e lançaram no fogo os deuses deles, porque não eram deuses, mas objetos de madeira e pedra, feitos por mãos humanas; por isso, os destruíram. |
| 19 | Agora pois, ó Senhor nosso Deus, sê servido de nos livrar da sua mão: e assim saberão todos os reinos da terra que só tu és o Senhor Deus. | Agora, ó SENHOR, nosso Deus, livra-nos das mãos dele, para que todos os reinos da terra saibam que só tu, ó SENHOR, és Deus. |
| 20 | Então Isaias, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: Assim diz o Senhor Deus de Israel: O que me pediste ácerca de Sanherib, rei da Assyria, ouvi. | Então Isaías, filho de Amoz, mandou dizer a Ezequias: — Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: “Eu ouvi a oração que você me fez a respeito de Senaqueribe, rei da Assíria.” |
| 21 | Esta é a palavra que o Senhor fallou d'elle: A virgem, a filha de Sião, te despreza, de ti zomba; a filha de Jerusalem menea a cabeça por detraz de ti | E esta é a palavra que o SENHOR falou a respeito dele: “A virgem, a filha de Sião, desdenha e zomba de você; a filha de Jerusalém meneia a cabeça atrás de você. |
| 22 | A quem affrontaste e blasphemaste? E contra quem alçaste a voz, e ergueste os teus olhos ao alto? Contra o Sancto de Israel? | A quem você afrontou e de quem blasfemou? E contra quem você levantou a voz e ergueu os olhos com arrogância? Contra o Santo de Israel. |
| 23 | Por meio de teus mensageiros affrontaste o Senhor, e disseste: Com a multidão de meus carros subo eu ao alto dos montes, aos lados do Libano, e cortarei os seus altos cedros, e as suas mais formosas faias, e entrarei nas suas pousadas extremas, até no bosque do seu campo fertil. | Por meio dos seus mensageiros, você afrontou o SENHOR e disse: ‘Com a multidão dos meus carros de guerra eu subi ao alto dos montes, ao mais interior do Líbano. Cortei os seus altos cedros e os seus melhores ciprestes; cheguei aos seus abrigos mais distantes, ao seu denso bosque. |
| 24 | Eu cavei, e bebi aguas estranhas; e com as plantas de meus pés sequei todos os rios dos logares fortes. | Eu mesmo cavei e bebi as águas de estrangeiros; com as plantas de meus pés sequei todos os rios do Egito.’” |
| 25 | Porventura não ouviste que já d'antes fiz isto, e já desde os dias antigos o formei? agora porém o fiz vir, para que fosses tu que reduzisses as cidades fortes a montões desertos. | “Por acaso, você não ouviu que há muito tempo eu, o SENHOR, determinei estas coisas, e que já desde os dias remotos as tinha planejado? Agora eu as faço acontecer. Eu quis que você reduzisse a montões de ruínas as cidades fortificadas. |
| 26 | Por isso os moradores d'ellas, com as mãos encolhidas, ficaram pasmados e confundidos: eram como a herva do campo, e a hortaliça verde, e o feno dos telhados, e o trigo queimado, antes que se levante. | Por isso, os seus moradores, debilitados, andaram cheios de temor e envergonhados; tornaram-se como a erva do campo, a erva verde, o capim dos telhados e o cereal queimado antes de amadurecer. |
| 27 | Porém o teu assentar, e o teu sair, e o teu entrar, eu o sei, e o teu furor contra mim. | Mas eu sei onde você está; conheço o seu sair e o seu entrar, e o seu furor contra mim. |
| 28 | Por causa do teu furor contra mim, e porque a tua revolta subiu aos meus ouvidos; portanto porei o meu anzol no teu nariz, e o meu freio nos teus beiços, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste. | Por causa do seu furor contra mim e porque a sua arrogância subiu até os meus ouvidos, eis que porei o meu anzol no seu nariz e o meu freio na sua boca e farei você voltar pelo caminho por onde veio.” |
| 29 | E isto te será por signal: este anno se comerá o que nascer por si mesmo, e no anno seguinte o que d'ahi proceder; porém o terceiro anno semeae e segae, e plantae vinhas, e comei os seus fructos. | — E isto será o sinal para você, rei Ezequias: neste ano, se comerá o que nascer espontaneamente e, no segundo ano, o que daí proceder. Mas no terceiro ano semeiem e colham, plantem vinhas e comam os seus frutos. |
| 30 | Porque o que escapou da casa de Judah, e ficou de resto, tornará a lançar raizes para baixo, e dará fructo para cima. | Aqueles da casa de Judá que escaparam e ficaram como remanescente tornarão a lançar raízes e a dar frutos. |
| 31 | Porque de Jerusalem sairá o restante, e do monte de Sião o que escapou: o zelo do Senhor fará isto. | Porque de Jerusalém sairá o remanescente, e do monte Sião, o que escapou. O zelo do SENHOR fará isto. |
| 32 | Portanto, assim diz o Senhor ácerca do rei d'Assyria: Não entrará n'esta cidade, nem lançará n'ella frecha alguma: tão pouco virá perante ella com escudo, nem levantará contra ella tranqueira alguma. | — Portanto, assim diz o SENHOR a respeito do rei da Assíria: “Ele não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma. Não virá diante dela com escudo, nem construirá rampas de ataque contra ela. |
| 33 | Pelo caminho por onde vier por elle voltará; porém n'esta cidade não entrará, diz o Senhor. | Pelo caminho por onde vier, por esse voltará; mas nesta cidade não entrará”, diz o SENHOR. |
| 34 | Porque eu ampararei a esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo David. | “Porque eu defenderei esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor de meu servo Davi.” |
| 35 | Succedeu pois que n'aquella mesma noite saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assyrios a cento e oitenta e cinco mil d'elles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram corpos mortos. | Naquela mesma noite, o Anjo do SENHOR saiu e matou cento e oitenta e cinco mil homens no arraial dos assírios. De manhã, quando os restantes se levantaram, lá estavam todos aqueles cadáveres. |
| 36 | Então Sanherib, rei d'Assyria, partiu, e se foi, e voltou: e ficou em Ninive. | Então Senaqueribe, rei da Assíria, levantou acampamento, foi embora, voltou para Nínive e por lá ficou. |
| 37 | E succedeu que, estando elle prostrado na casa de Nisroch, seu deus, Adram-melech e Sarezer, seus filhos, o feriram á espada; porém elles escaparam para a terra d'Ararat: e Esar-*haddon, seu filho, reinou em seu logar. | Certo dia, quando ele estava adorando no templo de seu deus Nisroque, os seus filhos Adrameleque e Sarezer o mataram à espada; depois fugiram para a terra de Ararate. E Esar-Hadom, filho de Senaqueribe, reinou em seu lugar. |