Jó 29
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
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| 1 | E proseguiu Job em proferir o seu dito, e disse: | Jó continuou em sua fala, dizendo: |
| 2 | Ah! quem me dera ser como eu fui nos mezes passados! como nos dias em que Deus me guardava! | “Ah! Quem me dera ser como fui nos meses passados, como nos dias em que Deus cuidava de mim! |
| 3 | Quando fazia resplandecer a sua candeia sobre a minha cabeça e quando eu pela sua luz caminhava pelas trevas: | Quando Deus fazia resplandecer a sua lâmpada sobre a minha cabeça, quando eu, guiado por sua luz, caminhava na escuridão. |
| 4 | Como era nos dias da minha mocidade, quando o segredo de Deus estava sobre a minha tenda: | Quem me dera ser como fui nos dias do meu vigor, quando a amizade de Deus estava sobre a minha tenda, |
| 5 | Quando o Todo-poderoso ainda estava comigo, e os meus meninos em redor de mim. | quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos estavam ao meu redor, |
| 6 | Quando lavava os meus passos na manteiga, e da rocha me corriam ribeiros de azeite: | quando eu lavava os meus pés em leite, e da rocha me corriam rios de azeite. |
| 7 | Quando sahia a porta pela cidade, e na praça fazia preparar a minha cadeira: | Quando eu me dirigia até o portão da cidade e mandava preparar o meu assento na praça, |
| 8 | Os moços me viam, e se escondiam, e até os edosos se levantavam e se punham em pé: | os moços me viam e se retiravam, e os idosos se levantavam e ficavam em pé. |
| 9 | Os principes continham as suas palavras, e punham a mão sobre a sua bocca: | Os príncipes reprimiam as suas palavras e punham a mão sobre a boca. |
| 10 | A voz dos chefes se escondia: e a sua lingua se pegava ao seu paladar: | A voz dos nobres emudecia, e a língua deles se apegava ao céu da boca.” |
| 11 | Ouvindo-me algum ouvido, me tinha por bemaventurado: vendo-me algum olho, dava testemunho de mim; | “O ouvido que me ouvia dizia que eu era feliz; o olho que me via dava testemunho de mim, |
| 12 | Porque eu livrava o miseravel, que clamava: como tambem o orfão que não tinha quem o soccoresse. | porque eu livrava os pobres que pediam ajuda e também o órfão que não tinha quem o socorresse. |
| 13 | A benção do que ia perecendo vinha sobre mim, e eu fazia que jubilasse o coração da viuva. | A bênção do que estava prestes a perecer vinha sobre mim, e eu fazia o coração da viúva cantar de alegria. |
| 14 | Vestia-me da justiça: e ella me servia de vestido: como manto e diadema era o meu juizo. | Eu me cobria de retidão, e ela me servia de roupa; a minha justiça era como um manto e um turbante. |
| 15 | Eu fui o olho do cego, como tambem os pés do coxo: | Eu era os olhos do cego e os pés do aleijado. |
| 16 | Aos necessitados era pae, e as causas de que eu não tinha conhecimento inquiria com diligencia; | Era pai dos necessitados e até as causas dos desconhecidos eu examinava. |
| 17 | E quebrava os queixaes do perverso, e dos seus dentes tirava a preza. | Eu quebrava os queixos dos iníquos e arrancava as vítimas dos dentes deles.” |
| 18 | E dizia: No meu ninho expirarei, e multiplicarei os meus dias como a areia. | “Eu dizia: ‘Vou morrer no meu ninho, e multiplicarei os meus dias como a areia. |
| 19 | A minha raiz se estendia junto ás aguas, e o orvalho fazia assento sobre os meus ramos; | As minhas raízes se estenderão até as águas, e o orvalho ficará durante a noite sobre os meus ramos. |
| 20 | A minha honra se renovava em mim, e o meu arco se reforçava na minha mão. | A minha honra se renovará em mim, e o meu arco se reforçará na minha mão.’” |
| 21 | Ouvindo-me esperavam, e em silencio attendiam ao meu conselho. | “Os que me ouviam esperavam o meu conselho e guardavam silêncio para ouvi-lo. |
| 22 | Acabada a minha palavra, não replicavam, e minhas razões distillavam sobre elles; | Depois que eu falava, não diziam nada; as minhas palavras caíam sobre eles como orvalho. |
| 23 | Porque me esperavam, como a chuva; e abriam a sua bocca, como a chuva tardia | Esperavam-me como se espera a chuva, abriam a boca como para absorver a chuva fora de época. |
| 24 | Se me ria para elles, não o criam, e não faziam abater a luz do meu rosto; | Quando eu sorria para eles, nem acreditavam; e a luz do meu rosto eles não desprezavam. |
| 25 | Eu escolhia o seu caminho, assentava-me como chefe, e habitava como rei entre as tropas: como aquelle que consola os que pranteiam. | Eu escolhia o caminho para eles, assentava-me como chefe e vivia como rei entre as suas tropas; eu era como quem consola os que pranteiam.” |