Jó 31

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# ALM1911 NAA
1 Fiz concerto com os meus olhos: como pois attentaria n'uma virgem? “Fiz uma aliança com os meus olhos: de não olhar para uma virgem.
2 Porque qual seria a parte de Deus de cima? ou a herança do Todo-poderoso para mim desde as alturas? Do contrário, qual seria a minha porção do Deus lá de cima, e que herança receberia do Todo-Poderoso desde as alturas?
3 Porventura não é a perdição para o perverso, o desastre para os que obram iniquidade? Por acaso, não é a perdição para o ímpio, e a desgraça para os que praticam a maldade?
4 Ou não vê elle os meus caminhos, e não conta todos os meus passos? Será que Deus não vê os meus caminhos e não conta todos os meus passos?
5 Se andei com vaidade, e se o meu pé se apressou para o engano Se andei com falsidade ou se o meu pé se apressou para o engano
6 (Pese-me em balanças fieis, e saberá Deus a minha sinceridade), — que Deus me pese numa balança justa e conhecerá a minha integridade!”
7 Se os meus passos se desviavam do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se ás minhas mãos se apegou coisa alguma, “Se os meus passos se desviaram do caminho, se o meu coração segue os meus olhos, e se alguma mancha se apegou às minhas mãos,
8 Então semeie eu e outro coma, e seja a minha descendencia arrancada até á raiz. então que outros comam o que eu semeei, e que seja arrancado o que se produz no meu campo.
9 Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu armei traições á porta do meu proximo, Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, se fiquei rondando a porta do meu próximo,
10 Então môa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ella. então que a minha mulher moa os cereais para outro homem, e que outros se deitem com ela.
11 Porque é uma infamia, e é delicto pertencente aos juizes. Pois eu teria cometido um crime hediondo, um delito a ser punido pelos juízes.
12 Porque fogo é que consomem até á perdição, e desarreigaria toda a minha renda. Isso seria fogo que consome até a destruição e arrancaria toda a minha colheita pela raiz.”
13 Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando elles contendiam comigo, “Se não reconheci o direito do meu servo ou da minha serva quando eles reclamavam contra mim,
14 Então que faria eu quando Deus se levantasse? e, inquirindo a causa, que lhe responderia? então que faria eu quando Deus se levantasse no tribunal? E, se ele me interrogasse, que lhe responderia eu?
15 Aquelle que me fez no ventre não o fez tambem a elle? ou não nos formou do mesmo modo na madre? Aquele que me formou no ventre de minha mãe não os fez também a eles? Ou não é o mesmo Deus que nos formou no ventre materno?”
16 Se retive o que os pobres desejavam, ou fiz desfallecer os olhos da viuva, “Se retive o que os pobres desejavam ou deixei que os olhos das viúvas esperassem em vão;
17 Ou só comi o meu bocado, e o orphão não comeu d'elle ou, se sozinho comi o meu bocado, sem reparti-lo com os órfãos
18 (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pae, e o guiei desde o ventre de minha mãe), — porque desde a minha mocidade eu os criei como se fosse pai deles, durante toda a minha vida fui o guia das viúvas —;
19 Se a alguem vi perecer por falta de vestido, e ao necessitado por não ter coberta, se vi alguém perecer por falta de roupa ou notava que o necessitado não tinha com que se cobrir;
20 Se os seus lombos me não abençoaram, se elle não se aquentava com as pelles dos meus cordeiros, se ele não me agradeceu do fundo do coração, quando se aquecia com a lã dos meus cordeiros;
21 Se eu levantei a minha mão contra o orphão, porquanto na porta via a minha ajuda, se eu levantei a mão contra o órfão, sabendo que eu tinha o apoio dos juízes,
22 Então caia do hombro a minha espadoa, e quebre-se o meu braço do osso. então que a omoplata caia do meu ombro, e que o meu braço seja arrancado da articulação.
23 Porque o castigo de Deus era para mim um assombro, e eu não podia supportar a sua alteza. Porque o castigo de Deus seria para mim um assombro, e eu não poderia enfrentar a sua majestade.”
24 Se no oiro puz a minha esperança, ou disse ao oiro fino: Tu és a minha confiança; “Se no ouro pus a minha esperança ou se eu disse ao ouro fino: ‘Você é a minha garantia’;
25 Se me alegrei de que era muita a minha fazenda, e de que a minha mão tinha alcançado muito; se me alegrei por ser grande a minha riqueza e por ter a minha mão alcançado muito;
26 Se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa, se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, que caminhava em seu esplendor,
27 E o meu coração se deixou enganar em occulto, e a minha bocca beijou a minha mão, e o meu coração se deixou seduzir em segredo, e eu lhes atirei beijos com a mão,
28 Tambem isto seria delicto pertencente ao juiz: pois assim negaria a Deus que está em cima. também isto seria um delito a ser punido pelos juízes, pois eu teria negado a Deus, que está lá em cima.”
29 Se me alegrei da desgraça do que me tem odio, e se eu exultei quando mal o achou “Se me alegrei com a desgraça do que me odeia e se exultei quando o mal o atingiu
30 (Tambem não deixei peccar o meu paladar, desejando a sua morte com maldição), — eu que não deixei a minha boca pecar, rogando praga para que morresse —;
31 Se a gente da minha tenda não disse: Ah, quem nos désse da sua carne! nunca nos fartariamos d'ella: se as pessoas que moram na minha tenda não disseram: ‘Quem nos dera encontrar alguém que não se saciou da carne provida por ele’
32 O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante. — pois o estrangeiro não pernoitava na rua; as minhas portas estavam sempre abertas para os viajantes! —;
33 Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, occultando o meu delicto no meu seio; se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando a minha iniquidade em meu íntimo,
34 Porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das familias me apavoraria, e eu me calaria, e não sairia da porta. porque eu tinha medo da grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, fazendo com que eu me calasse e não saísse da porta…”
35 Ah quem me dera um que me ouvisse! eis que o meu intento é que o Todo-poderoso me responda, e que o meu adversario escreva um livro. “Quem dera que eu tivesse quem me ouvisse! Eis aqui a minha defesa assinada! Que o Todo-Poderoso me responda! Que o meu adversário escreva a sua acusação!
36 Por certo que o levaria sobre o meu hombro, sobre mim o ataria por corôa. Por certo que a levaria sobre o meu ombro, e a poria sobre mim como se fosse uma coroa.
37 O numero dos meus passos lhe mostraria: como principe me chegaria a elle. Eu lhe mostraria o número dos meus passos; como príncipe eu me aproximaria dele.”
38 Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus regos juntamente chorarem, “Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem;
39 Se comi a sua novidade sem dinheiro, e suffoquei a alma dos seus donos, se comi os seus frutos sem pagar ou se causei a morte aos seus donos,
40 Por trigo me produza cardos, e por cevada joio. Acabaram-se as palavras de Job. que ela produza espinhos em vez de trigo, e joio em lugar de cevada.” Fim das palavras de Jó.