Jó 9

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# AS21 NAA
1 Então Jó respondeu: Então Jó respondeu:
2 Na verdade reconheço que é assim; mas como o homem pode ser justo diante de Deus? “Na verdade, sei que assim é; porque, como pode o mortal ser justo diante de Deus?
3 Se alguém quisesse disputar com ele, não lhe poderia responder sequer uma vez em mil. Se quiser discutir com ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder.
4 Ele é sábio de coração e poderoso em forças; quem já disputou com ele e ficou em paz? Ele é sábio de coração e grande em poder; quem ousou desafiá-lo e sobreviveu?
5 Ele é o que remove os montes, sem que o saibam ele os inverte em sua ira. Ele é quem remove os montes, sem que saibam que na sua ira ele os transtorna.
6 É ele quem sacode a terra do lugar, fazendo com que as suas colunas estremeçam; Deus remove a terra do seu lugar, e faz as suas colunas estremecerem.
7 quem dá ordens ao sol, e este não nasce; quem encobre as estrelas; Ele dá uma ordem ao sol, e este não sai, e sela as estrelas.
8 quem estende sozinho os céus e anda sobre as ondas do mar. Sozinho ele estende os céus e anda sobre as costas do mar.
9 Foi ele quem criou a Ursa, o Órion, as Plêiades e as constelações do sul; Ele fez a Ursa Maior, o Órion, o Sete-estrelo e as constelações do Sul.
10 quem faz coisas grandes e insondáveis, maravilhas que não se podem contar. Deus faz coisas grandes e insondáveis, e maravilhas que não se podem enumerar.
11 Ele passa perto de mim, mas não o vejo; sim, vai passando adiante, mas não o percebo. Eis que ele passa por mim, e não o vejo; segue diante de mim, e não o percebo.
12 Ele apanha a presa; quem pode impedi-lo? Quem lhe dirá: O que estás fazendo? Eis que arrebata a presa! Quem o pode impedir? Quem lhe dirá: ‘O que estás fazendo?’
13 Deus não conterá a sua ira; os aliados de Raabe se curvaram debaixo dele; Deus não revogará a sua própria ira; debaixo dele se curvam os ajudantes do monstro Raabe.”
14 quanto mais eu: como lhe poderei responder ou escolher minhas palavras para discutir com ele? “Como então poderei eu responder a ele? Como escolher as minhas palavras, para argumentar com ele?
15 Embora eu seja justo, não lhe posso responder; tenho de pedir misericórdia ao meu juiz. Ainda que eu fosse justo, não lhe responderia; pelo contrário, pediria misericórdia ao meu Juiz.
16 Ainda que eu o chamasse, e ele me respondesse, não poderia crer que ele estivesse escutando a minha voz. Ainda que eu o chamasse e ele me respondesse, nem por isso eu creria que ele deu ouvidos à minha voz.
17 Pois ele me quebra com uma tempestade, e multiplica as minhas feridas sem motivo. Porque me esmaga com uma tempestade e sem motivo multiplica as minhas feridas.
18 Não me permite respirar, pelo contrário, farta-me de amarguras. Não me permite respirar, porque me enche de amargura.
19 Se fosse uma prova de força, por certo ele teria força. Se fosse questão de julgamento, quem o convocaria a comparecer? Se é uma questão de força, ele é o forte; se é uma questão justiça, ele dirá: ‘Quem pode me intimar?’
20 Mesmo que eu fosse justo, a minha boca me condenaria; mesmo que eu fosse perfeito, ela me declararia culpado. Ainda que eu seja justo, a minha boca me condenará; embora eu seja íntegro, ela me declarará culpado.
21 Sou inocente, mas não considero a mim mesmo; desprezo a minha vida. Eu sou íntegro, mas não me importo comigo, não faço caso da minha vida.
22 É tudo a mesma coisa; portanto, digo: Ele destrói o correto e o ímpio. Para mim, é tudo a mesma coisa; por isso, digo: ele destrói tanto os íntegros como os perversos.
23 Quando o açoite mata de repente, ele zomba da calamidade dos inocentes. Se um flagelo mata de repente, ele rirá do desespero dos inocentes.
24 A terra está entregue nas mãos do ímpio. Ele cobre o rosto dos juízes. Se não é ele que faz isso, quem poderá ser? A terra está entregue nas mãos dos ímpios, e Deus ainda cobre o rosto dos juízes. Se ele não é o causador disso, quem seria?”
25 Meus dias passam mais depressa do que alguém que corre; vão sem verem o bem. “Os meus dias são mais velozes do que um corredor; fogem sem ter visto a felicidade.
26 Passam como balsas de junco, como a águia que se lança sobre a presa. Passam como barcos de junco, como a águia que se lança sobre a presa.
27 Se eu disser: Eu me esquecerei da minha queixa, mudarei o meu semblante e ficarei contente, Se eu disser: ‘Vou esquecer a minha queixa, deixarei o meu ar triste e ficarei contente’;
28 mesmo assim sinto pavor de todas as minhas dores; pois tenho certeza de que não serei considerado inocente. ainda assim todas as minhas dores me apavoram, porque bem sei que não me considerarás inocente.
29 Então, já que serei condenado, por que me esforçar em vão? Eu serei condenado; por que, pois, trabalho em vão?
30 Se eu me lavar com água de neve e limpar com sabão as minhas mãos, Ainda que me lave com água de neve e purifique as minhas mãos com sabão,
31 mesmo assim me afundarás no fosso, e até minhas próprias roupas sentirão aversão de mim. mesmo assim me submergirás no lodo, e as minhas próprias roupas terão nojo de mim.
32 Ele não é homem como eu, para que eu lhe responda, para que fiquemos frente a frente em juízo. Porque ele não é ser humano, como eu, a quem eu responda, se formos juntos ao tribunal.
33 Não há árbitro que imponha a mão sobre nós dois. Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós dois.
34 Que Deus retire de mim a sua ameaça, e que o seu terror não me amedronte; Que ele tire a sua vara de cima de mim, e que o seu terror não me amedronte!
35 então falarei sem medo; mas eu não sou assim. Então falarei sem o temer; do contrário, eu não estaria em mim.”