Números 22
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
|---|---|---|
| 1 | Depois partiram os filhos de Israel, e acamparam-se nas campinas de Moab, d'esta banda do Jordão de Jericó. | Os filhos de Israel partiram e acamparam nas campinas de Moabe, do outro lado do Jordão, na altura de Jericó. |
| 2 | Vendo pois Balac, filho de Zippor, tudo o que Israel fizera aos amorrheos, | Balaque, filho de Zipor, viu tudo o que Israel havia feito aos amorreus. |
| 3 | Moab temeu muito diante d'este povo, porque era muito: e Moab andava angustiado por causa dos filhos de Israel. | E os moabitas tiveram grande medo deste povo, porque era muito numeroso. E andavam angustiados por causa dos filhos de Israel. |
| 4 | Pelo que Moab disse aos anciãos dos midianitas: Agora lamberá esta congregação tudo quanto houver ao redor de nós, como o boi lambe a herva do campo. N'aquelle tempo Balac, filho de Zippor, era rei dos moabitas. | Por isso o povo de Moabe disse aos anciãos dos midianitas: — Agora essa multidão vai lamber tudo o que houver ao redor de nós, como o boi lambe a erva do campo. Balaque, filho de Zipor, era o rei dos moabitas naquele tempo. |
| 5 | Este enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Pethor, que está junto ao rio, na terra dos filhos do seu povo, a chamal-o, dizendo: Eis que um povo saiu do Egypto; eis que cobre a face da terra, e parado está defronte de mim. | Ele enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio Eufrates, na terra dos filhos do seu povo, para chamá-lo, dizendo: — Eis que um povo saiu do Egito, cobre a face da terra e está morando perto de mim. |
| 6 | Vem pois agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois mais poderoso é do que eu; porventura o poderei ferir, e o lançarei fóra da terra: porque eu sei que, a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado. | Venha agora e, por favor, amaldiçoe este povo, pois eles são mais poderosos do que eu; talvez assim eu possa atacá-los e expulsá-los da terra. Porque sei que a quem você abençoar será abençoado, e a quem você amaldiçoar será amaldiçoado. |
| 7 | Então foram-se os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas com o preço dos encantamentos nas suas mãos: e chegaram a Balaão, e lhe fallaram as palavras de Balac | Então os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas foram, levando consigo o dinheiro para pagar os encantamentos. Chegaram ao lugar onde Balaão estava e lhe transmitiram as palavras de Balaque. |
| 8 | E elle lhes disse: Passae aqui esta noite, e vos trarei a resposta, como o Senhor me fallar: então os principes dos moabitas ficaram com Balaão. | Balaão lhes disse: — Fiquem aqui esta noite, e lhes trarei a resposta, como o SENHOR me falar. Então os chefes dos moabitas ficaram com Balaão. |
| 9 | E veiu Deus a Balaão, e disse: Quem são estes homens que estão comtigo? | Deus veio a Balaão e perguntou: — Quem são esses homens que estão com você? |
| 10 | E Balaão disse a Deus: Balac, filho de Zippor, rei dos moabitas, m'os enviou, dizendo: | Balaão respondeu: — Balaque, rei dos moabitas, filho de Zipor, enviou esses homens para que me dissessem: |
| 11 | Eis que o povo que saiu do Egypto cobriu a face da terra: vem agora, amaldiçoa-m'o; porventura poderei pelejar contra elle, e o lançarei fóra. | “Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra. Venha agora e amaldiçoe este povo; talvez eu possa combatê-lo e expulsá-lo daqui.” |
| 12 | Então disse Deus a Balaão: Não irás com elles, nem amaldiçoarás a este povo, porquanto bemdito é. | Então Deus disse a Balaão: — Não vá com eles, nem amaldiçoe o povo; porque é povo abençoado. |
| 13 | Então Balaão levantou-se pela manhã, e disse aos principes de Balac: Ide á vossa terra, porque o Senhor recusa deixar-me ir comvosco. | Na manhã seguinte Balaão se levantou e disse aos chefes de Balaque: — Voltem para a sua terra, porque o SENHOR não me deixa ir com vocês. |
| 14 | E levantaram-se os principes dos moabitas, e vieram a Balac, e disseram: Balaão recusou vir comnosco. | Então os chefes dos moabitas se levantaram, foram a Balaque e disseram: — Balaão se recusou a vir conosco. |
| 15 | Porém Balac proseguiu ainda em enviar mais principes, e mais honrados do que aquelles, | De novo, Balaque enviou chefes, em maior número e mais honrados do que os primeiros. |
| 16 | Os quaes vieram a Balaão, e lhe disseram: Assim diz Balac, filho de Zippor: Rogo-te que não te demores em vir a mim, | Eles chegaram a Balaão e lhe disseram: — Assim diz Balaque, filho de Zipor: Peço-lhe que não se demore em vir até aqui, |
| 17 | Porque grandemente te honrarei, e farei tudo o que me disseres: vem pois, rogo-te, amaldiçoa-me este povo. | porque eu o cobrirei de honras e farei tudo o que você me disser; venha, pois, e, por favor, amaldiçoe este povo. |
| 18 | Então Balaão respondeu, e disse aos servos de Balac: Ainda que Balac me désse a sua casa cheia de prata e de oiro, eu não poderia traspassar o mandado do Senhor meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande; | Balaão respondeu aos oficiais de Balaque: — Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia transgredir o mandado do SENHOR, meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande. |
| 19 | Agora, pois, rogo-vos que tambem aqui fiqueis esta noite, para que eu saiba o que o Senhor me fallar mais. | Agora peço que fiquem aqui também esta noite, para que eu saiba o que mais o SENHOR me dirá. |
| 20 | Veiu pois o Senhor a Balaão, de noite, e disse-lhe: Se aquelles homens te vieram chamar, levanta-te, vae com elles; todavia, farás o que eu te disser. | De noite o SENHOR veio a Balaão e lhe disse: — Como aqueles homens vieram chamá-lo, levante-se e vá com eles; mas faça apenas o que eu lhe disser. |
| 21 | Então Balaão levantou-se pela manhã, e albardou a sua jumenta, e foi-se com os principes de Moab. | Balaão levantou-se pela manhã, preparou a sua jumenta e partiu com os chefes de Moabe. |
| 22 | E a ira de Deus accendeu-se, porque elle se ia: e o anjo do Senhor poz-se-lhe no caminho por adversario: e elle ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus moços com elle. | Mas acendeu-se a ira de Deus, porque Balaão foi, e o Anjo do SENHOR se pôs por adversário no caminho dele. Ora, Balaão ia montado na sua jumenta, e dois de seus servos iam com ele. |
| 23 | Viu pois a jumenta o anjo do Senhor, que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que desviou-se a jumenta do caminho, e foi-se pelo campo: então Balaão espancou a jumenta para fazel-a tornar ao caminho. | A jumenta viu o Anjo do SENHOR parado no caminho, com a sua espada na mão; por isso a jumenta se desviou do caminho, indo pelo campo. Então Balaão espancou a jumenta para fazê-la voltar ao caminho. |
| 24 | Mas o anjo do Senhor poz-se n'uma vereda de vinhas, havendo uma parede d'esta banda e uma parede da outra. | Mas o Anjo do SENHOR pôs-se num caminho estreito entre as vinhas, havendo muro dos dois lados. |
| 25 | Vendo pois a jumenta o anjo do Senhor, apertou-se contra a parede, e apertou contra a parede o pé de Balaão; pelo que tornou a espancal-a. | Quando a jumenta viu o Anjo do SENHOR, encostou-se no muro e apertou o pé de Balaão contra ele. Por isso Balaão tornou a espancá-la. |
| 26 | Então o anjo do Senhor passou mais adiante, e poz-se n'um logar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda. | Então o Anjo do SENHOR passou mais adiante e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda. |
| 27 | E, vendo a jumenta o anjo do Senhor, deitou-se debaixo de Balaão: e a ira de Balaão accendeu-se, e espancou a jumenta com o bordão. | Quando a jumenta viu o Anjo do SENHOR, deixou-se cair debaixo de Balaão. Balaão ficou irado e espancou a jumenta com uma vara. |
| 28 | Então o Senhor abriu a bocca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas tres vezes? | Então o SENHOR fez a jumenta falar, e ela disse a Balaão: — O que foi que eu fiz a você, para que você me espancasse já três vezes? |
| 29 | E Balaão disse á jumenta: Porque zombaste de mim: oxalá tivesse eu uma espada na mão, porque agora te matara. | Balaão respondeu à jumenta: — Foi porque você zombou de mim. Se eu tivesse uma espada na mão, mataria você agora mesmo! |
| 30 | E a jumenta disse a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo que eu fui tua até hoje? costumei eu alguma vez de fazer assim comtigo? E elle respondeu: Não. | A jumenta disse a Balaão: — Não é verdade que eu sou a sua jumenta, em que você tem montado toda a sua vida até hoje? Será que tem sido o meu costume fazer isso com você? Ele respondeu: — Não. |
| 31 | Então o Senhor abriu os olhos a Balaão, e elle viu o anjo do Senhor, que estava no caminho, e a sua espada desembainhada na mão: pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se sobre a sua face. | Então o SENHOR abriu os olhos a Balaão e ele viu o Anjo do SENHOR, que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão. Por isso Balaão inclinou a cabeça e se prostrou com o rosto em terra. |
| 32 | Então o anjo do Senhor lhe disse: Porque já tres vezes espancaste a tua jumenta? Eis que eu sahi para ser teu adversario, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim: | Então o Anjo do SENHOR lhe disse: — Por que você já espancou a sua jumenta três vezes? Eis que eu saí para ser o seu adversário, porque o seu caminho é perverso diante de mim. |
| 33 | Porém a jumenta me viu, e já tres vezes se desviou de diante de mim: se ella se não desviara de diante de mim, na verdade que eu agora te tivera matado, e a ella deixara com vida. | A jumenta me viu e já três vezes se desviou de mim. Se ela não tivesse se desviado, eu teria matado você e a teria deixado com vida. |
| 34 | Então Balaão disse ao anjo do Senhor: Pequei, que não soube que estava n'este caminho para me oppôr: e agora, se parece mal aos teus olhos, tornar-me-hei. | Então Balaão disse ao Anjo do SENHOR: — Pequei, porque não sabia que você estava neste caminho para se opor a mim; agora, se parece mal aos seus olhos seguir viagem, voltarei. |
| 35 | E disse o anjo do Senhor a Balaão: Vae-te com estes homens; mas sómente a palavra que eu fallar a ti esta fallarás. Assim Balaão foi-se com os principes de Balac. | O Anjo do SENHOR disse a Balaão: — Vá com esses homens, mas fale somente o que eu lhe disser. Assim, Balaão foi com os chefes de Balaque. |
| 36 | Ouvindo pois Balac que Balaão vinha, saiu-lhe ao encontro até á cidade de Moab, que está no termo de Arnon, na extremidade do termo d'elle. | Quando Balaque ouviu que Balaão havia chegado, foi ao encontro dele até a cidade de Moabe, que está nos confins do Arnom e na fronteira extrema. |
| 37 | E Balac disse a Balaão: Porventura não enviei diligentemente a chamar-te? porque não vieste a mim? não posso eu na verdade honrar-te? | Balaque perguntou a Balaão: — Por acaso não mandei mensageiros para chamá-lo? Por que você não veio até aqui? Será que não posso, de fato, cobrir você de honrarias? |
| 38 | Então Balaão disse a Balac: Eis que eu tenho vindo a ti: porventura poderei eu agora de alguma fórma fallar alguma coisa? a palavra que Deus pozer na minha bocca esta fallarei. | Balaão respondeu a Balaque: — Eis que estou aqui diante de você. Mas será que poderei, agora, falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei. |
| 39 | E Balaão foi com Balac, e vieram a Quiriath-huzoth. | Balaão foi com Balaque, e chegaram a Quiriate-Huzote. |
| 40 | Então Balac matou bois e ovelhas; e d'elles enviou a Balaão e aos principes que estavam com elle. | Então Balaque sacrificou bois e ovelhas, e enviou uma parte da carne a Balaão e aos chefes que estavam com ele. |
| 41 | E succedeu que, pela manhã, Balac tomou a Balaão, e o fez subir aos altos de Baal, e viu elle d'ali a ultima parte do povo. | Na manhã seguinte, Balaque fez Balaão subir a Bamote-Baal; e dali Balaão viu a parte mais próxima do povo de Israel. |