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1
Quem tem acreditado em nosso relato? E a quem é o braço do Senhor revelado?
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2
Porque ele crescerá diante dEle como um renovo, e como uma raiz que sai de um chão seco. Ele não tem aparência, nem beleza; e quando nós viermos a vê-lo, não haverá beleza para que nós devamos desejá-lo.
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3
Ele é desprezado e rejeitado dentre os homens, um homem de dores e familiarizado com a tristeza. E nós escondemos dele nossas faces, igualmente. Ele foi desprezado e nós o tivemos por nada.
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4
Certamente ele tem carregado nossas tristezas e levado nossas dores. Contudo, nós o consideramos atingido, ferido de Deus e afligido.
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5
Porém, ele foi ferido por nossas transgressões, ele foi esmagado por nossas iniquidades. O castigo de nossa paz estava sobre ele e pelos açoites que o feriram nós somos curados.
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6
Todos nós como ovelhas temos nos desviado. Nós temos nos afastado, cada um para seu próprio caminho, e o Senhor tem posto sobre ele a iniquidade de todos nós.
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7
Ele foi oprimido e ele foi afligido, contudo, ele não abriu a sua boca. Ele é trazido como um cordeiro para o matadouro, e como uma ovelha muda perante os seus tosquiadores está, assim, ele não abriu sua boca.
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8
Ele foi levado desde a prisão e desde o julgamento; e quem manifestará seus descendentes? Porque ele foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo foi ele chagado.
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9
E ele fez a sua sepultura com o perverso e com o rico em sua morte, porquanto ele não tinha feito nenhuma violência, nem engano algum estava em sua boca.
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10
Contudo, ao Senhor satisfez esmagá-lo. Ele o submeteu a padecimento. Quando tu vieres a fazer da alma dele uma oferta pelo pecado, ele verá sua descendência; ele prolongará seus dias e a vontade do Senhor prosperará nas mãos dele.
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11
Ele verá o penoso trabalho de sua alma e estará satisfeito. Pelo seu conhecimento meu justo servo justificará muitos, porque ele carregará as iniquidades deles.
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12
Portanto, eu dividirei para ele uma porção com o grande e ele dividirá o despojo com o forte, porque ele tem derramado a sua alma até a morte, e ele foi contado com os transgressores, e ele carrega o pecado de muitos e fez intercessão pelos transgressores.
Recurso de Estudo
Versículos 1-3: A pessoa; 4-9: Os sofrimentos; 10-12: A humilhação e a exaltação de Cristo minuciosamente descritas com as bênçãos de sua morte pela humanidade.
Vv. 1-3. Em nenhuma outra parte do Antigo Testamento se profetiza tão clara e plenamente, como neste capítulo, que Cristo deveria sofrer e em seguida entrar na sua glória. Porém, nesta data poucos discernem ou reconhecem o poder divino que acompanha a Palavra. os pecadores desprezam a notícia mais importante e autêntica da salvação através do Filho de Deus. A vil condição a que se submeteu, e a sua manifestação ao mundo não concordam com as idéias messiânicas que os judeus tinham formado. Esperava-se que Ele viesse com pompa; ao invés disto, cresceu como uma planta, silenciosa e inadvertidamente. Ele nada tinha da glória que alguém houvesse pensado encontrar nEle. Toda a sua vida foi externamente humilde e penosa. Feito pecado por nós, viveu a sentença pela qual expós o pecado. Os corações carnais não contemplam nada que os interesse no Senhor. Mesmo por muitos de seu povo continua sendo desprezado e rejeitado em relação à sua doutrina e à sua autoridade!
Vv. 4-9. Nestes versículos há um relato dos sofrimentos de Cristo; também do propósito de seus sofrimentos. Foi por nossos pecados e em nosso lugar que Jesus sofreu. Todos temos pecado e caído da glória de Deus, e por nossos maus caminhos merecemos todos os castigos e dores, até mesmo os mais severos. Quando lançamos os nossos pecados sobre Cristo, somos salvos da ruína à qual seríamos submetidos por causa do pecado. Esta expiação seria feita por nossos pecados, e é o único caminho de salvação. os nossos pecados foram os espinhos na cabeça de Cristo, os cravos em suas mãos e pés, a lança que o feriu. Foi entregue à morte por nossas ofensas. Por seus sofrimentos adquiriu para nós o Espírito e a graça de Deus para mortificar as nossas corrupções, que são as enfermidades da nossa alma. suportamos os nossos sofrimentos mais leves, pois somos ensinados a considerar todas as coisas como perda por amor a Ele, e a amar àquEle que nos amou primeiro.
Vv. 10-12. Vem e vê como Cristo nos amou! Nós não o colocamos em nosso lugar; Ele mesmo se colocou. Assim, tirou o pecado do mundo ao levá-lo sobre si. Submeteu-se à morte, o que para nós é o pagamento do pecado. Observe isto na graça e na glória de seu estado de exaltação. Cristo não encarrega nenhum outro de cuidar de sua família. Os propósitos de Cristo se realizarão, e prosperará aquilo que for empreendido, conforme o beneplácito de Deus. Ele se ocupará de cumpri-lo na conversão e salvação dos pecadores. Há muitos a quem Cristo justifica, pelos quais deu a sua vida como resgate. Pela fé somos justificados, Deus é ainda mais glorificado, a livre graça é promovida, o ego é abatido e a nossa felicidade é assegurada. Devemos conhecê-lo e crer naquEle que levou os nossos pecados e nos salvou de submergirmos debaixo da carga, levando-a sobre si. O pecado e Satanás, a morte e o inferno, o mundo e a carne, são os poderosos inimigos que Ele venceu. Certamente o Redentor possuirá aquilo que o Pai preparou para Ele. Quando levou cativo o cativeiro, recebeu dons para dar aos homens. Enquanto examinamos os sofrimentos do Filho de Deus, lembremo-nos de nossa longa lista de transgressões e consideremos-lhe sofrendo sob o peso de nossa culpa. Aqui se lança um fundamento firme sobre o qual o pecador temeroso pode descansar a sua alma. Nós somos a aquisição do seu sangue, e as obras de valor de sua graça; por isto Ele intercede continuamente, e prevalece destruindo as obras do Diabo.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público