• 1 E o Senhor falou a Moisés, dizendo:
  • 2 Fala aos filhos de Israel e toma de cada um deles uma vara, segundo a casa de seus pais, de todos os seus príncipes, segundo as casas de seus pais, doze varas; escreve o nome de cada homem na sua vara.
  • 3 E escreverás o nome de Arão na vara de Levi, porque será uma vara para cada cabeça da casa de seus pais.
  • 4 E porás as varas no tabernáculo da congregação, perante o testemunho, onde eu vos encontrarei.
  • 5 E a vara do homem que eu escolher florescerá; e farei cessar as murmurações dos filhos de Israel contra mim, com que murmuram contra vós.
  • 6 E Moisés falou aos filhos de Israel; e todos os seus príncipes lhe deram, cada um, uma vara, para cada príncipe uma, segundo as casas de seus pais, doze varas; e a vara de Arão estava entre as suas varas.
  • 7 E Moisés pôs estas varas diante do Senhor no tabernáculo do testemunho.
  • 8 E no dia seguinte, Moisés entrou no tabernáculo do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, havia florescido, e produzido botões de flores, e brotado renovos, e dado amêndoas.
  • 9 E Moisés trouxe todas as varas de diante do Senhor a todos os filhos de Israel; e eles olharam, e cada homem tomou a sua vara.
  • 10 E o Senhor disse a Moisés: Traze de novo a vara de Arão perante o testemunho, para que seja um sinal para os rebeldes; e acabarás com as suas murmurações contra mim, para que não morram.
  • 11 E Moisés fez isso; como lhe ordenara o Senhor, assim fez.
  • 12 E os filhos de Israel falaram a Moisés, dizendo: Eis que nós morremos, perecemos, todos nós perecemos.
  • 13 Todo aquele que se aproximar do tabernáculo do Senhor, morrerá; seremos todos consumidos pela morte?

Versículos 1-7: Doze varas postas perante o Senhor. 8-13: A vara de Arão que floresce é guardada como sinal.

Vv. 1-7. Um grande exemplo da graça de Deus é que, tendo realizado vários milagres para castigar o pecado, faça ainda um outro milagre para impedi-lo. Os príncipes tinham que tomar doze varas ou cajados. Eram provavelmente os cajados que eles utilizavam como insígnias de sua autoridade, varas velhas e secas que não tinham seiva. Deveriam esperar que brotasse e florescesse a vara da tribo ou do príncipe a quem Deus escolhera para o sacerdócio. Moisés não objetou que o assunto já estivesse suficientemente decidido; não se propôs a determiná-lo, mas deixou o caso perante o Senhor.

Vv. 8-13. Ainda que todas as demais varas permanecessem como eram, a de Arão converteu-se em um ramo vivo. Em algumas partes saíram brotos, em outras flores, e em outras fm[os, ao mesmo tempo; tudo isto era milagroso. Deste modo foi manifesto que Arão estava sob a bênção especial do céu. Produzir frutos é a melhor prova da chamada divina; as plantas do ambiente de Deus e os rebentos que delas saírem florescerão. Esta vara foi conservada para colocar fim às murmurações do povo, para que não morressem. O desígnio de Deus em todas as suas providências e sinais é tirar o pecado. Cristo se manifestou para tirar o pecado do mundo. Cristo é expressamente chamado de vara do tronco de Jessé: do ponto de vista humano, havia poucas possibilidades de que Ele florescesse. Porém, a vara seca reviveu e floresceu, para confusão de seus adversários. O povo clamou: "Eis aqui, nós espiramos, perecemos, nós perecemos todos. " Este era o linguajar de um povo aflito, que lutava contra os juízos de Deus, cuja situação havia sido acarretada por eles mesmos devido ao seu orgulho e obstinação. É uma atitude muito má queixarmo-nos contra Deus quando estamos aflitos e, em nossa angústia, agravar a nossa transgressão. Se morrermos, se perecermos, é devido a nós mesmos, e a culpa cairá sobre a nossa cabeça. Quando Deus julgar, vencerá e obrigará os contradizentes mais obstinados a confessarem o quão néscios são. Quão grandes são as misericórdias que desfrutamos, ao termos uma melhor dispensação, mais gloriosa e estabelecida sobre melhores promessas!

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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