• 1 Aclamem a Deus, todas as terras!
  • 2 Cantem louvores à glória do seu nome, deem glória ao seu louvor.
  • 3 Digam isto a Deus: “Que tremendos são os teus feitos! Pela grandeza do teu poder, a ti se mostram submissos os teus inimigos.
  • 4 Toda a terra se prostra diante de ti, e canta louvores a ti; canta louvores ao teu nome.”
  • 5 Venham e vejam as obras de Deus: tremendos feitos para com os filhos dos homens!
  • 6 Transformou o mar em terra seca; eles atravessaram o rio a pé; ali, nos alegramos nele.
  • 7 Ele, em seu poder, governa eternamente; os seus olhos vigiam as nações. Não se exaltem os rebeldes!
  • 8 Bendigam, ó povos, o nosso Deus; façam ouvir a voz do seu louvor.
  • 9 É ele quem preserva com vida a nossa alma e não permite que resvalem os nossos pés.
  • 10 Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos refinaste como se faz com a prata.
  • 11 Tu nos deixaste cair na armadilha; puseste uma pesada carga nas nossas costas;
  • 12 fizeste com que os nossos inimigos cavalgassem sobre a nossa cabeça; passamos pelo fogo e pela água; porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso.
  • 13 Entrarei na tua casa com holocaustos; a ti pagarei os meus votos,
  • 14 que os meus lábios fizeram, e que, no dia da angústia, a minha boca prometeu.
  • 15 Oferecerei a ti holocaustos de animais gordos, com aroma de carneiros; oferecerei novilhos e cabritos.
  • 16 Venham e escutem, todos vocês que temem a Deus, e eu contarei o que ele tem feito por minha alma.
  • 17 A ele clamei com a boca; com a língua o exaltei.
  • 18 Se, no coração, eu tivesse contemplado iniquidade, o Senhor não teria me ouvido.
  • 19 Entretanto, Deus me ouviu e atendeu a voz da minha oração.
  • 20 Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem afastou de mim a sua graça.

Versículos 1-7: Louvores pelo poder soberano de Deus na criação; 8-12: Pelo seu favor para com a sua igreja; 13-20: O louvor do salmista por sua experiência em relação à bondade de Deus.

Vv. 1-7. A Igreja, em todo o mundo eleva a sua voz para louvar o nome que é sobre todo o nome, para tornar glorioso por palavras e obras o louvor ao Senhor Jesus, para que outros também sejam levados a glorificá-lo. Porém, nada é capaz de levar os homens a fazer o bem, se a sua graça eficaz não criar novamente os corações para a santidade; na redenção, através da morte do Senhor Jesus Cristo, e nas gloriosas libertações que Ele realiza, existem obras mais prodigiosas do que na libertação de Israel da escravidão egípcia.

Vv. 8-12. O Senhor não somente preserva a sua vida temporal, como também a vida espiritual que deu aos crentes. Muitas vezes somos provados por aflições, assim como a prata é provada pelo fogo. certamente cada membro da Igreja vencerá as tribulações que enfrenta. Através de vários conflitos e tribulações, o escravo de Satanás escapa de seu jugo e obtém gozo e paz; assim o crente enfrenta muitas tribulações antes de entrar no reino de Deus.

Vv. 13-20. Temos que declarar aos que temem a Deus o que Ele realiza e tem feito por nossa alma, como tem ouvido e respondido às nossas orações, e devemos convidá-los a unir-se conosco em orações e louvores; isso terá como resultado o nosso consolo mútuo, e Deus será glorificado. Não poderemos compartilhar estes privilégios espirituais se retivermos em nossos corações o amor pelo pecado, mesmo que nos refreemos e não o pratiquemos abertamente. O pecado guardado no coração colocará a perder o consolo e o êxito da oração, porque o sacrifício do ímpio é abominação para Deus. Porém, se o sentimento do pecado no coração causa o desejo de livrar-se deste, e sabemos essa presença nos impede deter comunhão, este se toma um argumento sincero. Quando oramos com simplicidade e sincera piedade, nossas orações são respondidas. Isto produzirá em nós a gratidão para com aquEle que não rejeitou a nossa oração, e nem retirou de nós as suas misericórdias. Não foi a minha oração que alcançou a libertação, mas foi a misericórdia do Senhor que a enviou, como resposta à minha oração. Este é o fundamento de nossa esperança, a fonte de nosso consolo, e deve ser o tema de nosso louvor.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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