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Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus,
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que ele, no passado, prometeu por meio dos seus profetas nas Escrituras Sagradas.
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Este evangelho diz respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi
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e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o Espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor.
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Por meio dele viemos a receber graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência da fé, entre todos os gentios.
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Entre esses se encontram também vocês que foram chamados para pertencerem a Jesus Cristo.
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7
A todos os amados de Deus que estão em Roma, chamados para ser santos. Que a graça e a paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês.
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Em primeiro lugar, por meio de Jesus Cristo, dou graças ao meu Deus por todos vocês, porque a fé que vocês têm é proclamada no mundo inteiro.
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Pois Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, é minha testemunha de como nunca deixo de fazer menção de vocês
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em todas as minhas orações, pedindo que, em algum momento, pela vontade de Deus, surja uma oportunidade de visitá-los.
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Porque desejo muito vê-los, a fim de repartir com vocês algum dom espiritual, para que vocês sejam fortalecidos,
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isto é, para que nos consolemos uns aos outros por meio da fé mútua: a de vocês e a minha.
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Quero que vocês saibam, irmãos, que muitas vezes me propus a ir visitá-los — no que tenho sido, até agora, impedido —, para conseguir algum fruto igualmente entre vocês, assim como também tenho conseguido entre os outros gentios.
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Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a insensatos.
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Por isso, quanto a mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vocês que estão em Roma.
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Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.
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Porque a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: “O justo viverá por fé.”
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A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos seres humanos que, por meio da sua injustiça, suprimem a verdade.
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Pois o que se pode conhecer a respeito de Deus é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.
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Porque os atributos invisíveis de Deus, isto é, o seu eterno poder e a sua divindade, claramente se reconhecem, desde a criação do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que Deus fez. Por isso, os seres humanos são indesculpáveis.
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Porque, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Pelo contrário, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, e o coração insensato deles se obscureceu.
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Dizendo que eram sábios, se tornaram tolos
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e trocaram a glória do Deus incorruptível por imagens semelhantes ao ser humano corruptível, às aves, aos quadrúpedes e aos répteis.
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Por isso, Deus os entregou à impureza, pelos desejos do coração deles, para desonrarem o seu corpo entre si.
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Eles trocaram a verdade de Deus pela mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito para sempre. Amém!
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Por causa disso, Deus os entregou a paixões vergonhosas. Porque até as mulheres trocaram o modo natural das relações íntimas por outro, contrário à natureza.
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Da mesma forma, também os homens, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo indecência, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.
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E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a um modo de pensar reprovável, para praticarem coisas que não convêm.
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Estão cheios de todo tipo de injustiça, perversidade, avareza e maldade. Estão cheios de inveja, homicídio, discórdia, engano e malícia. São difamadores,
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caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes, orgulhosos, inventores de males, desobedientes aos pais,
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insensatos, desleais, sem afeição natural e sem misericórdia.
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Embora conheçam a sentença de Deus, de que os que praticam tais coisas são passíveis de morte, eles não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.
Recurso de Estudo
Introdução Parece-nos que o apóstolo Paulo, ao escrever aos romanos, intentou responder ao incrédulo e ensinar ao judeu crente; confirmar ao cristão e converter o gentio idólatra; e mostrar que o convertido gentio era igual ao judeu quanto à sua condição religiosa, e à sua dignidade no favor divino. Estes diversos desígnios são tratados opondo-se ao judeu infiel ou incrédulo, ou discutindo com ele a favor do cristão ou do crente gentio. Estabelece claramente que a maneira em que Deus aceita o pecador ou o justifica diante de seus olhos, é somente pela graça por meio da fé na justiça de Cristo, sem acepção de nações. Esta doutrina é aclarada a partir de objeções estabelecidas pelos cristãos judaizantes, que favoreciam as condições da aceitação de Deus por meio de uma mistura da lei e do Evangelho, excluindo os gentios de toda a participação nas bênçãos da salvação efetuadas pelo Messias. Na conclusão, coloca ainda mais em vigência a santidade por meio de exortações práticas. Romanos 1
Versículos 1-7: A missão do apóstolo; 8-15: Ele ora pelos cristãos em Roma e diz que deseja vê-los; 16, 17: O caminho do Evangelho da justificação pela fé é para os judeus e os gentios; 18-32: Exposição dos pecados dos gentios.
Vv. 1-7. A doutrina sobre a qual o apóstolo Paulo escreve estabelece o cumprimento das promessas feitas por meio dos profetas. Fala do Filho de Deus, Jesus o Salvador, o Messias prometido, que veio de Davi, quanto à sua natureza humana, mas que foi declarado Filho de Deus pelo poder divino, que o ressuscitou dentre os mortos. A confissão cristã não consiste no conhecimento teórico ou somente na concordância intelectual, e muito menos em discussões perversas, mas na obediência. Somente os eficazmente chamados por Jesus Cristo são levados à obediência da fé. Aqui se expõe: 1. O privilégio dos cristãos amados por Deus e membros desse corpo amado. 2. O dever dos cristãos: serem santos; daqui por diante são chamados a serem santos. O apóstolo saúda a estes desejando-lhes graça que santifique as suas almas e paz que console os seus corações, as que brotam da livre misericórdia de Deus, o Pai reconciliado de todos os crentes, que vêm a eles através do Senhor Jesus Cristo.
Vv. 8-15. Devemos demonstrar amor por nossos amigos não somente orando por eles, mas louvando a Deus por eles. Em todos os nossos propósitos, e em nossos desejos devemos nos lembrar de dizer: Se o Senhor quiser (Tg 4.15). Nossas jornadas são ou não prósperas conforme a vontade de Deus. Devemos prontamente repartir com os outros o que Deus nos tem entregado, regozijando-nos ao repartirmos gozo aos demais, especialmente tendo prazer em ter comunhão com os que crêem nas mesmas coisas em que nós cremos. Se somos redimidos pelo sangue, e convertidos pela graça do Senhor Jesus, somos completamente seus e por amor a Ele estamos endividados com todos os homens para fazer todo o bem que pudermos. Tais serviços são nosso dever.
Vv. 16,17. Nestes versículos o apóstolo expressa o propósito de toda a epístola, na qual estabelece uma acusação de pecaminosidade contra toda a carne; declara que o único método de se livrar da condenação é a fé na misericórdia de Deus por meio de Jesus Cristo, e logo edifica sobre ele a pureza do coração, a obediência agradecida, e os desejos fervorosos de crescer em todas as graças e temperamentos cristãos que nada, senão a fé viva em Cristo, pode produzir. Deus é um Deus Justo e Santo, e nós somos pecadores culpáveis. É necessário que sejamos justificados para comparecermos diante dEle; tal justiça existe, foi trazida pelo Messias e dada a conhecer no Evangelho: o método de aceitação por graça apesar da culpa de nossos pecados. É a justiça de Cristo, que é Deus, a que provém de um pagamento de valor infinito. A fé é tudo em todos, no início e na continuação da vida cristã. Este processo não é da fé para as obras, como se a fé nos colocasse em um estado justificado, e em seguida as obras nos mantivessem ali. Sempre é de fé em fé: é a fé que segue adiante, ganhando a vitória sobre a incredulidade.
Vv. 18-25. O apóstolo começa a mostrar que toda a humanidade necessita da salvação do Evangelho, porque ninguém pode obter o favor de Deus ou escapar da sua ira por meio de suas próprias obras. Porque nenhum homem pode alegar ter cumprido todas as suas obrigações para com Deus e para com o seu próximo, nem tampouco pode dizer verazmente que tem atuado plenamente sobre a base da luz que lhe tem sido outorgada. A pecaminosidade do homem é entendida como iniquidade contra as Íeis da primeira tábua, e injustiça contra as da segunda. A causa dessa tendência ao pecado é deter a verdade por meio da injustiça. Todos fazem mais ou menos o que sabem que é mau e omitem o que sabem que é bom, de modo que ninguém se pode permitir alegar ignorância. O poder invisível de nosso Criador e a divindade estão tão claramente manifestados nas obras que têm feito de modo que até os idólatras e os gentios maus não têm desculpas. Eles seguiram de maneira néscia a idolatria, e as criaturas racionais trocaram a adoração do Criador glorioso por animais, répteis e imagens sem sentimento. Se apartariam de Deus até perderem todo o vestígio da verdadeira religião, se a revelação do Evangelho não os houvesse impedido. Os fatos são inegáveis, quaisquer que sejam os pretextos estabelecidos quanto a suficiência da razão humana para descrever a verdade divina e a obrigação moral, ou para governar bem a conduta. Estas coisas mostram simplesmente que os homens desonram a Deus com as idolatrias e as superstições mais absurdas, e que se degradaram a si mesmos com os mais vil afetos e obras mais abomináveis.
Vv. 26-32. A verdade de nosso Senhor é mostrada na horrenda depravação do pagão: "que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal, aborrece a luz". A verdade não lhes agradava. Todos sabemos quão rapidamente o homem confabula contra a prova mais evidente para argumentar evitando crer naquilo que não lhe agrada. O homem não pode ser levado a uma escravidão maior que a de ser entregue às suas próprias luxúrias. Como os gentios não se agradaram em conhecerem a Deus, cometeram delitos totalmente contrários à razão e ao seu próprio bem-estar. A natureza do homem, seja ele pagão ou cristão, ainda é a mesma; e as acusações do apóstolo se aplicam com mais ou menos intensidade ao estado e ao caráter dos homens de todas as épocas, até que sejam levados a submeterem-se completamente à fé em Cristo, e sejam renovados pelo poder divino. Todavia, nunca houve um homem que não tivesse razão para lamentar-se de suas fortes corrupções e de seu secreto desagrado pela vontade de Deus. Portanto este capítulo é um convite a examinarmo-nos a nós mesmos, com a finalidade de sentirmos a profunda convicção do pecado e da necessidade de sermos livres da condenação.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público