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Jacó também continuou a viagem. Pouco depois, anjos de Deus vieram ao encontro dele.
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Quando Jacó viu os anjos, disse: “Deus está acampado aqui!” Por isso deu ao lugar o nome Maanaim.
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3
Depois Jacó mandou mensageiros adiante dele, ao encontro do seu irmão Esaú. Eles foram para a terra de Seir, território de Edom
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e levaram esta mensagem: “Jacó, seu servo, manda dizer o seguinte: ‘Morei como peregrino com Labão, e na companhia dele fiquei até agora.
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Estou voltando de lá com bois, jumentos, ovelhas e cabras, servos e servas. Envio estes mensageiros para avisar ao meu senhor, para que me receba de forma amigável’ ”.
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Os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo: “Fomos até o seu irmão Esaú, e ele está vindo ao seu encontro com quatrocentos homens”.
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Jacó teve medo e perturbou-se. Ele dividiu em dois grupos as pessoas que estavam com ele, bem como as ovelhas e cabras, os bois e os camelos,
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pois pensou: “Se Esaú atacar um dos grupos, talvez o outro consiga escapar”.
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9
E Jacó fez esta oração: “Ó Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque! Ó SENHOR que me disse: ‘Volte para a sua terra e seus parentes, e eu farei com que tudo corra bem’.
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Não mereço nenhuma das suas bondades para comigo. Não sou digno da maneira fiel como o SENHOR tem cumprido a sua palavra com o seu servo. Pois saí de casa e atravessei o rio Jordão trazendo apenas o meu cajado, e agora volto com duas caravanas completas!
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11
Não permita que eu seja destruído pelo meu irmão Esaú. Estou com medo de que ele venha matar tanto a mim quanto as mulheres e as crianças”.
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12
Mas o SENHOR prometeu: “Esteja certo de que eu farei bem a você e farei com que os seus descendentes sejam tão numerosos como a areia do mar, que de tão numerosa, não se pode contar”.
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Jacó passou ali aquela noite, e preparou entre os seus rebanhos um presente para dar ao seu irmão Esaú:
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duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros,
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trinta fêmeas de camelo com seus filhotes, quarenta vacas e dez touros, vinte jumentas e dez jumentos.
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Ele confiou os rebanhos do presente aos seus servos e disse-lhes: “Vão à minha frente mas deixem um bom espaço entre um rebanho e outro”.
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Jacó instruiu ao primeiro servo, dizendo: “Quando meu irmão Esaú encontrar você e perguntar: ‘Para quem você trabalha? Para onde vai? Quem é o dono deste rebanho à sua frente?’
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você responderá: ‘É do seu servo Jacó. É um presente para o meu senhor Esaú. Ele está vindo logo atrás de nós’ ”.
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Jacó deu a mesma instrução ao segundo, ao terceiro e a cada um dos guias dos rebanhos: “Digam a mesma coisa a Esaú quando o encontrarem,
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e acrescentem: O seu servo Jacó está vindo atrás de nós”. Ele pensava: “Vou acalmar os ânimos de Esaú com esses presentes que estou enviando na minha frente, e quando nos encontrarmos, talvez ele me receba amigavelmente”.
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Assim enviou os presentes na frente; ele, no entanto, passou aquela noite no acampamento.
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Naquela noite levantou-se, levou as suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos e atravessou o rio Jordão, na passagem chamada Jaboque.
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Depois de fazê-los atravessar o ribeiro, fez atravessar também tudo o que lhe pertencia.
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24
Jacó ficou sozinho. Então veio um homem para lutar com ele até o amanhecer.
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25
Quando o homem percebeu que não podia vencer a luta, tocou na articulação da coxa de Jacó, de modo que deslocou a coxa de Jacó, enquanto lutavam.
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Então o homem disse: “Deixe-me ir embora, pois já está amanhecendo”. Mas Jacó respondeu: “Não deixarei que vá embora, enquanto não me abençoar”.
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“Qual é o seu nome?”, perguntou o homem. “Jacó”, foi a resposta.
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Então o homem disse: “Você não mais se chamará Jacó, mas sim Israel, porque você lutou com Deus e com os homens, e venceu”.
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29
“Por favor, diga-me, qual é o seu nome?”, perguntou Jacó. “Por que você pergunta pelo meu nome?”, disse o homem. E o abençoou ali.
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Jacó chamou àquele lugar Peniel, e disse: “Vi Deus face a face, e continuo vivo!”
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31
Quando o sol estava nascendo, Jacó atravessou Peniel, e mancava por causa da coxa deslocada.
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32
Por isso até hoje os israelitas não comem o músculo ligado à articulação da coxa, porque foi ali que o homem feriu a Jacó.
Recurso de Estudo
Versículos 1-8: A visão de Jacó em Maanaim; o seu medo de Esaú; 9-23: A fervorosa oração de Jacó por libertação; prepara um presente para Esaú; 24- 32: Jacó Luta com o Anjo.
Vv. 1-8. Os anjos de Deus apareceram a Jacó para animá-lo com a proteção divina. Quando Deus submete o seu povo a grandes provas, prepara-o por meio de grandes consolações. Enquanto Jacó, a quem pertencia a promessa, esteve trabalhando com ardor, Esaú chegara a ser um príncipe. Jacó enviou uma mensagem dizendo que não insistia na primogenitura. A mansidão faz cessar as grandes ofensas (Ec 10.4). Não devemos nos recusar a falar de modo respeitoso, até mesmo com aqueles que estão injustamente irados contra nós. Jacó recebeu uma informação sobre os preparativos de Esaú para encontrá-lo, e sentiu muito medo. O perigo e o medo palpitante que dele surge podem se encontrar unidos à humilde confiança no poder e na promessa de Deus.
Vv. 9-23. Os tempos de terror devem ser momentos de oração: seja o que for que cause o temor, deve colocar-nos de joelhos perante o nosso Deus. Jacó tinha visto recentemente os anjos do Senhor; porém, em seu mal-estar, recorreu a Deus, e não a eles; Jacó sabia que os anjos eram seus conservos (Ap 22.9). Não pode haver uma modelo melhor do que este para a verdadeira oração. Aqui existe um grato reconhecimento por benefícios anteriores e imerecidos; uma humilde confissão de indignidade, uma singela declaração de seus temores e inquietações, uma referência plena de todo o assunto ao Senhor, e o descanso de todas as suas esperanças nEle. O melhor que podemos dizer a Deus em oração, é o que Ele mesmo nos disse. Assim, Jacó fez do Nome do Senhor a sua torre forte, e pôde então estar a salvo. O temor de Jacó fez com que ele se derretesse no desespero, e nem mesmo a sua oração lhe fez supor que a misericórdia de Deus lhe seria favorável, sem a utilização de outros recursos. Deus responde as orações e ensina-nos a ordenar corretamente nossos assuntos. Jacó enviou um presente para apaziguar Esaú. Não devemos perder a esperança de nos reconciliarmos com outras pessoas, ainda que estejam muito iradas conosco.
Vv. 24-32. Muito antes do romper da alva, estando a sós, Jacó externou plenamente os seus temores quando orou a Deus. Enquanto estava ocupado deste modo, alguém semelhante a um homem lutou com ele. Quando o Espírito santo nos ajuda em nossas fraquezas, e quase não encontramos palavras para expressar os nossos desejos mais amplos e fervorosos, mas queremos dizer mais do que o que somos capazes de expressar, então a oração luta, sem dúvida, com Deus. Por mais que estejamos atribulados ou pesarosos no coração, prevaleceremos e, ao prevalecermos com Ele em oração, prevaleceremos contra todos os inimigos que lutam contra nós. Nada requer mais vigor e esforço incessante do que lutar. Este é um emblema do verdadeiro espírito de fé e oração. Jacó manteve o seu propósito; ainda que a luta tenha se prolongado por um longo espaço de tempo, isto não abalou a sua fé nem silenciou a sua oração. Ele teria uma bênção; e preferiria que todos os seus ossos fossem deslocados a ter de partir sem uma bênção. Os que desejam ter a bênção de Cristo devem decidir-se a não aceitar uma resposta negativa. A oração fervorosa é a oração eficaz. O Anjo colocou em Jacó uma marca de honra perdurável, mudando o seu nome. Jacó significa usurpador. De agora em diante será famoso não por sua astúcia ou hábil manipulação, mas por seu verdadeiro valor. "Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel", príncipe de Deus. Um nome maior do que o nome dos grandes homens da terra. sem dúvida alguma, ele é um príncipe, isto é, um príncipe de Deus, pois os que são poderosos em oração são verdadeiramente dignos de honra. Ao receberem poder de Deus, terão poder com os homens. Jacó prevaleceu e obteve o favor de Esaú. Jacó dá um novo nome a este lugar. Chama-o de Peniel, o rosto de Deus, porque neste lugar tinha visto aparecer o rosto de Deus, e alcançou o seu favor. Aqueles a quem Deus honra devem admirar a sua graça para com eles. O Anjo que lutou com Jacó era a segunda pessoa da Trindade que, posteriormente, foi Deus manifestado na carne e que, em sua natureza humana, é chamado de Emanuel (Os 7.4,5). Jacó foi ferido em seu músculo. Este lato poderia servir-lhe para evitar que se sentisse superior, pela abundância das revelações. O sol brilhou para Jacó; existe um lindo amanhecer para a alma que busca a comunhão com Deus.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público