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Esta foi a resposta de Elifaz, o temanita:
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“Como você pode se considerar um sábio, dando respostas vazias como essas? Isso é conversa que enche o estômago de vento.
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3
Para que falar tanto sem propósito, e apresentar razões completamente sem lógica?
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4
Você só está demonstrando que não respeita Deus e não dá a ele o devido valor.
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5
Suas palavras são resultado de seu pecado, e você fala com segundas intenções, para nos enganar.
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6
Saiba que a sua própria boca o condena, suas próprias palavras depõem contra você!
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7
“Por acaso você é o primeiro homem que nasceu sobre a terra, o mais velho entre os montes e morros?
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8
Por acaso você conhece os planos secretos de Deus? Só você é o dono da verdade e da sabedoria?
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9
O que você pensa saber mais do que nós? Que compreensão você tem que nós não temos?
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10
Homens sábios e idosos, homens de cabelos brancos, mais velhos do que o seu próprio pai, estão do nosso lado.
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11
Por que você despreza a ajuda e o consolo que Deus lhe oferece por meio das nossas palavras amigas?
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12
Por que você se deixou levar pelo coração? E por que esse olhar flamejante?
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13
Você está irado com Deus e por isso deixa sair essas palavras da sua boca!
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“Como um simples homem pode ser puro e sem pecado? Como pode ser justo quem nasce de mulher?
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15
Fique sabendo que Deus não considera nem os próprios santos inocentes e puros! Perto da santidade de Deus até o céu é impuro!
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16
Que dizer então dos homens, impuros e perversos por natureza e cheios de pecado como uma esponja que cai na água?
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17
“Escute com atenção, e eu lhe mostrarei o que descobri observando a vida.
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18
Isso é o que descobriram os sábios do passado, que, por sua vez, já tinham ouvido as mesmas verdades dos seus pais,
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a quem foi dada a terra — e a mais ninguém — e que não receberam a influência de nenhum estrangeiro:
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20
O pecador rebelde sofre tormentos no curto período de vida que se reserva para o opressor.
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21
Ele vive cercado pelo medo e quando afinal consegue se sentir em paz, os ladrões o atacam.
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22
Ele não tem esperanças de sair da escuridão, porque pensa que vai morrer ao fio da espada.
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23
Seu destino é perambular em busca de pão; os abutres o esperam para devorar o seu corpo. Ele bem sabe que o dia escuro do castigo chegará depressa.
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24
Ele vive dominado pelo medo, pelas angústias e tribulações, como ocorre com um rei quando espera o ataque dos inimigos,
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25
porque agitou os punhos contra Deus, e desafiou o Todo-poderoso,
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afrontando-o de forma desafiadora, com um escudo forte e resistente.
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27
“Apesar de ter o rosto coberto de gordura, e a cintura estufada de carne,
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habitará em cidades assoladas, em casas abandonadas prestes a ruir.
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29
Por causa disso, suas riquezas não ficarão com ele por muito tempo, e ele não conseguirá novas riquezas.
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30
Ele não escapará das trevas; o fogo secará os seus renovos, com um sopro de Deus ele se vai.
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31
“Por isso, ele não deve confiar na vaidade, enganando-se a si mesmo, pois a vaidade será sua recompensa.
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32
Ela o consumirá antes do tempo, e os seus ramos não florescerão.
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33
Ele será como a vinha que perde as uvas ainda verdes, como as flores da oliveira que murcham e caem.
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34
Pois a vida com os ímpios não tem sentido, e o fogo destruirá as tendas daqueles que subornam.
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35
Deles só brota a maldade; eles só vivem em desobediência a Deus, e têm um coração enganoso”.
Recurso de Estudo
Versículos 1-16. Elifaz repreende a Jó; 17-35: A inquietude dos homens ímpios.
Vv. 1-16. Elifaz inicia um segundo ataque a Jó, em lugar de abrandar-se com suas queixas. Ele acusa injustamente o amigo de abandonar o temor de Deus e toda a consideração para com Ele: e de reprimir a oração. Observe no que se resume a religião: temer a Deus e orar a Ele; o primeiro é o princípio mais necessário; e o ultimo, o costume mais necessário. Elifaz acusa Jó de enganar-se a si mesmo. Acusa-o de desprezar os conselhos e consolos dados por seus amigos. somos propensos a pensar que o que dizemos é o mais importante, quando todos os demais às vezes o consideram como algo de pouca importância com toda a razão, Ele o acusa de opor-se a Deus. Elifaz não deveria ter interpretado duramente as palavras de alguém bem conhecido como piedoso, e que agora se encontrava em tentação. Claro que estes causadores de polêmicas estavam profundamente convencidos da doutrina errônea do pecado original, e da depravação total da natureza humana. Não devemos admirar a paciência de Deus para nos suportar? E ainda mais seu amor por nós através da redenção de Cristo Jesus, seu Amado Filho?
Vv. 17-35. Elifaz sustenta que os maus certamente são desgraçados, e infere-se que os desgraçados são certamente maus; portanto, Jó o era. Porém, devido ao fato de que muitos dentre o povo de Deus têm prosperado neste mundo, não significa que aqueles iracundos e empobrecidos, como Jó, não sejam povo de Deus. Elifaz também destaca que os homens maus, particularmente os opressores, estão sujeitos ao terror contínuo, vivem desconfortavelmente e perecem miseráveis. A prosperidade dos pecadores presunçosos terminará miseravelmente, como aqui é descrito? Então, que as calamidades que recaem sobre os demais sejam advertências para nós. Ainda que no presente nenhuma disciplina pareça ser motivo de gozo, mas penosa, posteriormente produzirá os frutos aprazíveis da justiça nos exercitados por ela. Nenhuma calamidade ou transtorno, por mais duro e severo que seja, pode tirar o favor do Senhor de algum de seus seguidores. O que nos separará do amor de Cristo?
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público