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1
Ó Deus, a sua terra santa foi invadida por povos que não o conhecem. Eles mancharam a santidade do seu templo e reduziram Jerusalém a um montão de ruínas.
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2
Mataram muitos israelitas, seus servos, e deixaram os corpos dos seus fiéis espalhados pelo chão, para servirem de comida às aves e animais selvagens.
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3
O sangue deles foi derramado como água ao redor de Jerusalém, e não houve ninguém que enterrasse os mortos.
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4
Somos motivo de riso e zombaria para as nações mais próximas.
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5
Ó SENHOR, até quando? Será que vai ficar irado conosco para sempre? Até quando o seu zelo por nós arderá como fogo?
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6
Lance a sua ira contra as nações que não o conhecem, contra os reinos que não o adoram como Deus!
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7
Porque eles devoraram Jacó, casa por casa, deixando em ruínas a sua terra.
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8
Não nos castigue por causa dos pecados dos nossos antepassados. Venha depressa socorrer-nos com a sua misericórdia, pois estamos muito fracos e desanimados!
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9
Ajude-nos ó Deus, nosso Salvador, para a glória do seu nome; salve-nos e perdoe os nossos pecados, por amor do seu nome.
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10
Faça isso, para que as nações não perguntem: “Onde está o seu Deus?” Vingue pessoalmente o sangue dos seus servos e permita que vejamos a sua vingança.
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11
Ouça os gemidos e lamentos dos israelitas prisioneiros; pelo seu grande poder, salve os que são condenados à morte.
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12
Ó Senhor, castigue sete vezes mais as nações vizinhas pelos insultos contra o Senhor.
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13
Então nós, o seu povo, as ovelhas do seu rebanho, para sempre daremos graças ao Senhor; e cantaremos hinos de louvor, através das gerações.
Recurso de Estudo
Versículos 1-5: O estado deplorável do povo de Deus; 6-13: O pedido de alívio.
Vv. 1-5. É como se lamentassem perante Deus: Para aonde irão os filhos, senão a um Pai capaz de socorrê-los, e disposto a isto? vejamos que mudanças foram feitas pelo pecado na cidade santa, quando foi tolerado que os pagãos entrassem nela. O próprio povo de Deus a contaminou com os seus pecados, e em seguida o Senhor suportou que os seus inimigos a corrompessem com sua insolência. Eles desejavam que Deus se reconciliasse. Os que desejam o favor de Deus como algo melhor do que a vida, não podem senão temer a sua ira como algo pior do que a morte. Em toda a aflição devemos buscar primeiramente o Senhor, para que limpe e tire a culpa dos nossos pecados; em seguida, Ele nos visitará com as suas ternas misericórdias.
Vv. 6-13. Os que persistem em ignorar a Deus e desprezar a oração são ímpios. Por mais justos que sejam os homens, o Senhor foi justo, ao permitir-lhes fazer o que fizeram. A libertação dos problemas é sem dúvida uma grande misericórdia, quando se fundamenta no perdão dos pecados. Portanto, a oração para que os nossos pecados sejam tirados deve ser ainda mais fervorosa quando pedimos que as aflições sejam retiradas. Eles não tinham uma esperança, além das ternas misericórdias de Deus. Não alegaram méritos, nem tiveram qualquer pretensão, exceto: "Ajuda-nos, ó Deus da nossa salvação, pela glória do teu nome; e livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome". O cristão jamais se esquece que muitas vezes age como se estivesse acorrentado aos seus pecados. O mundo é uma prisão onde é ditada uma sentença de morte contra ele; porém, não sabe quando será executada. De modo tão fervoroso deve orar a todo momento; Senhor, que o suspirar de um preso chegue à tua presença, conforme a grandeza de teu poder, e preserva os que estão marcados para morrer! Quão glorioso será o dia em que, triunfante sobre o pecado e a dor, a Igreja contemple o adversário desarmado para sempre! A Igreja a partir de então cantará, eternamente, os louvores de seu Bom Pastor, Rei e Deus.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público