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1
Ó Deus, as nações invadiram a tua herança, profanaram o teu santo templo, reduziram Jerusalém a ruínas.
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2
Deram os cadáveres dos teus servos às aves do céu por alimento; a carne dos teus fiéis, aos animais selvagens.
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3
Derramaram o sangue deles como água ao redor de Jerusalém, e não há ninguém para sepultá-los.
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4
Somos objeto de zombaria para os nossos vizinhos, de riso e menosprezo para os que vivem ao nosso redor.
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5
Até quando, SENHOR? Ficarás irado para sempre? Arderá o teu ciúme como o fogo?
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6
Derrama a tua ira sobre as nações que não te reconhecem, sobre os reinos que não invocam o teu nome,
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7
pois devoraram Jacó, deixando em ruínas a sua terra.
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8
Não cobres de nós as maldades dos nossos antepassados; venha depressa ao nosso encontro a tua misericórdia, pois estamos totalmente desanimados!
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9
Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador, para a glória do teu nome; livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome.
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10
Por que as nações haverão de dizer: “Onde está o Deus deles?” Diante dos nossos olhos, mostra às nações a tua vingança pelo sangue dos teus servos.
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11
Cheguem à tua presença os gemidos dos prisioneiros. Pela força do teu braço preserva os condenados à morte.
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12
Retribui sete vezes mais aos nossos vizinhos as afrontas com que te insultaram, Senhor!
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13
Então nós, o teu povo, as ovelhas das tuas pastagens, para sempre te louvaremos; de geração em geração cantaremos os teus louvores.
Recurso de Estudo
Versículos 1-5: O estado deplorável do povo de Deus; 6-13: O pedido de alívio.
Vv. 1-5. É como se lamentassem perante Deus: Para aonde irão os filhos, senão a um Pai capaz de socorrê-los, e disposto a isto? vejamos que mudanças foram feitas pelo pecado na cidade santa, quando foi tolerado que os pagãos entrassem nela. O próprio povo de Deus a contaminou com os seus pecados, e em seguida o Senhor suportou que os seus inimigos a corrompessem com sua insolência. Eles desejavam que Deus se reconciliasse. Os que desejam o favor de Deus como algo melhor do que a vida, não podem senão temer a sua ira como algo pior do que a morte. Em toda a aflição devemos buscar primeiramente o Senhor, para que limpe e tire a culpa dos nossos pecados; em seguida, Ele nos visitará com as suas ternas misericórdias.
Vv. 6-13. Os que persistem em ignorar a Deus e desprezar a oração são ímpios. Por mais justos que sejam os homens, o Senhor foi justo, ao permitir-lhes fazer o que fizeram. A libertação dos problemas é sem dúvida uma grande misericórdia, quando se fundamenta no perdão dos pecados. Portanto, a oração para que os nossos pecados sejam tirados deve ser ainda mais fervorosa quando pedimos que as aflições sejam retiradas. Eles não tinham uma esperança, além das ternas misericórdias de Deus. Não alegaram méritos, nem tiveram qualquer pretensão, exceto: "Ajuda-nos, ó Deus da nossa salvação, pela glória do teu nome; e livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome". O cristão jamais se esquece que muitas vezes age como se estivesse acorrentado aos seus pecados. O mundo é uma prisão onde é ditada uma sentença de morte contra ele; porém, não sabe quando será executada. De modo tão fervoroso deve orar a todo momento; Senhor, que o suspirar de um preso chegue à tua presença, conforme a grandeza de teu poder, e preserva os que estão marcados para morrer! Quão glorioso será o dia em que, triunfante sobre o pecado e a dor, a Igreja contemple o adversário desarmado para sempre! A Igreja a partir de então cantará, eternamente, os louvores de seu Bom Pastor, Rei e Deus.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público