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1
“Não espalhe notícias falsas. Não concorde com a pessoa má dando testemunho falso.
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2
“Não acompanhe a multidão na prática do mal. Ao prestar um depoimento num processo judicial, não dê testemunho para favorecer a maioria.
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3
Não seja parcial, nem para favorecer o pobre.
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4
“Se você encontrar o boi ou o jumento que pertence ao seu inimigo, leve de volta o animal extraviado.
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5
Se você vir o jumento de alguém que o odeia, caído sob o peso da sua carga, não o deixe ali! Vá ajudar o homem a erguer o animal.
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6
“Não falsifique o julgamento para prejudicar a causa do pobre.
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7
Afaste-se da acusação falsa. Não condene à morte o inocente, nem o homem justo. Saiba que eu não absolverei o que vive para o mal.
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8
“Não aceite suborno, porque o suborno cega os que têm entendimento e corrompe as palavras dos honestos.
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9
“Não explore o estrangeiro. Vocês, israelitas, bem sabem como se sente um estrangeiro, pois foram estrangeiros no Egito!
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10
“Por seis anos plante em suas terras e colha o que elas produzirem.
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11
Mas, de sete em sete anos, deixe a terra descansar um ano. O sétimo ano é de descanso para a terra. Nesse ano ela não deverá ser cultivada, para que os pobres de Israel achem o que comer, e os animais comerão o que sobrar do campo. Essa lei também vale para as vinhas e olivais.
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12
“Faça tudo o que tiver de fazer nos seis primeiros dias, mas descanse no sétimo para que o seu boi e o seu jumento também descansem, e para que o seu escravo e o estrangeiro renovem suas forças.
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13
“Israelitas, tenham cuidado em fazer tudo o que eu disse. E prestem atenção: Não se lembrem, nem falem o nome de outros deuses!
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14
“Celebrem uma festa em memória de mim, três vezes por ano.
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15
“Primeiro, a festa dos pães sem fermento. Durante sete dias, comam pães sem fermento, como já lhes ordenei. Essa festa deverá ocorrer no primeiro mês do ano, o mês de abibe, porque foi nesse mês que vocês saíram do Egito. “Ninguém deverá aparecer diante de mim de mãos vazias.
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16
“A segunda festa é a festa da colheita dos primeiros frutos. Depois do plantio, assim que forem colher os primeiros frutos, celebrem essa festa. “A terceira festa é a festa da colheita geral, no final do ano, quando armazenarem do campo o fruto do seu trabalho.
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17
“Três vezes por ano, todo homem deverá se apresentar diante do SENHOR Deus.
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18
“Ninguém deve oferecer o sangue do sacrifício junto com pão fermentado. “Não deverá ficar gordura da minha festa durante a noite, até a manhã seguinte.
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19
“Tragam à casa do SENHOR, o seu Deus, os primeiros frutos das suas terras. “Não cozinhem o cabrito no leite da própria mãe dele.
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20
“Vou enviar um anjo à frente do meu povo para guardá-lo pelo caminho e levá-lo ao lugar que preparei para ele.
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21
Prestem atenção diante dele! Escutem o que ele disser! Não se rebelem contra ele, pois não perdoará os pecados que cometerem contra ele, porque nele está o meu nome.
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22
Mas se tiverem cuidado de obedecer ao que ele disser e de fazer o que ele mandar, então serei inimigo dos seus inimigos e adversário dos seus adversários.
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23
O meu anjo irá à frente de vocês. Ele os vai levar aos amorreus, aos heteus, aos ferezeus, aos cananeus, aos heveus e aos jebuseus. E eu vou destruir todos esses povos!
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24
Não adorem os seus deuses, nem ofereçam culto a eles. Não façam o que eles fazem. Ao contrário! Destruam totalmente e despedacem suas colunas sagradas.
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25
Sirvam ao SENHOR, o Deus de vocês. Então o SENHOR abençoará o seu pão e a sua água. Tirará do meio de vocês as doenças.
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26
Na sua terra não haverá mulher grávida que perderá seu filho, nem haverá mulher incapaz de conceber ou de dar à luz. Eu darei vida longa e completa a vocês.
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27
“Mandarei adiante de vocês o meu medo, que colocará em confusão todas as nações onde vocês entrarem. Farei com que todos os seus inimigos voltem as costas para vocês e fujam.
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28
Mandarei vespas na frente de vocês. Elas expulsarão de diante de vocês os heveus, os cananeus e os heteus.
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29
Não expulsarei esses povos todos em um só ano. Se fizer isso, a terra se transformará num deserto e os animais selvagens se multiplicarão contra vocês.
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30
Eu expulsarei aqueles povos aos poucos, até que vocês se tornem numerosos o suficiente para tomar posse efetiva da terra que já dei a vocês por herança.
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31
“Eu mesmo vou traçar os limites do seu país. Os limites serão estes: desde o mar Vermelho até o mar dos Filisteus, e do deserto até o rio Eufrates. Vou entregar em suas mãos os moradores daquelas terras, os quais vocês expulsarão de diante de vocês.
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32
Não façam nenhuma aliança com esses povos, nem com os falsos deuses deles!
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33
Não deixem que esses povos morem na terra de vocês, para que não levem vocês a pecar contra mim. Se oferecerem culto aos seus deuses, isso será uma armadilha para vocês”.
Recurso de Estudo
Versículos 1-9: leis contra a falsidade e a injustiça; 10-19: O ano de repouso; o repouso; as três festas; 20-33: Deus promete conduzir os israelitas a Canaã.
Vv. 1-9. Na lei de Moisés existem marcas muito claras de um sentimento moral sólido, e de uma verdadeira sabedoria política. Nela, cada tópico é adequado para o objetivo desejado, e confessado: a adoração de um único Deus e a separação de Israel do mundo pagão. Nenhuma das partes, das amizades, dos testemunhos e das opiniões comuns deve mover-nos a minimizar as faltas graves, ou a agravar as pequenas, a perdoar aqueles que causam as ofensas, ao acusar o inocente, nem a procurar evasivas para coisa alguma.
Vv. 10-19. A terra tinha que repousar a cada sete anos. Não deveria ser arada e nem semeada; deveriam comer aquilo que a terra produzisse por si mesma, sem ser trabalhada. Esta lei parece ter a intenção de ensinar a dependência da providência divina, e a fidelidade de Deus ao enviar uma provisão maior, quando são aceitas as suas indicações. Também era um tipo do repouso celestial, onde todos os sofrimentos, preocupações e os interesses terrestres cessarão. Todo o respeito pelos deuses pagãos são estritamente proibidos, pois a idolatria era um pecado ao qual os israelitas tinham uma grande inclinação; por esta razão, deveriam eliminar todas as recordações dos deuses pagãos. Pede-se estritamente a presença religiosa solene perante Deus, no lugar que Ele escolhesse. Devem reunir-se na presença do Senhor. Quão bom é o Senhor a quem servimos, que estabeleceu como nosso dever nos regozijarmos em sua presença! Dediquemos a Deus, com prazer, a parte de nosso tempo que Ele nos pede, e consideremos os seus repousos e ordenanças como festas para a nossa alma. Não deveriam apresentar-se com as mãos vazias; assim, agora, nós também não devemos nos apresentar para adorar a Deus com o nosso coração vazio; a nossa alma deve encher-se com santos desejos e consagração a Ele, porque de tais sacrifícios Deus se agrada.
Vv. 20-33. Nesta passagem, promete-se que eles serão guiados e guardados em seu caminho pelo deserto, em direção à terra prometida. "Eis aqui envio o meu Anjo diante de ti". O preceito unido a esta promessa, é que sejam obedientes a este Anjo que Deus envia diante deles. Cristo é o Anjo de Jeová; isto é claramente ensinado por Paulo em 1 Coríntios 10.9. Os israelitas deveriam estabelecer-se confortavelmente em Canaã. Quão razoáveis são as condições desta promessa: que sirvam ao único Deus verdadeiro, e não aos deuses das nações, que de modo algum são deuses. Quão ricos são os detalhes desta promessa! O consolo de seu alimento, a continuidade de sua saúde, o aumento de sua riqueza, o prolongamento de suas vidas até uma idade avançada. Assim a piedade possui a promessa desta vida presente. É prometido que eles subjugarão os seus inimigos. Bandos de vespas abriram caminho às hostes de Israel; Deus pode usar ínfimas criaturas para castigar os inimigos de seu povo, com verdadeira bondade para a Igreja, os inimigos são vencidos pouco a pouco. Assim nos mantemos em guarda e em contínua dependência de Deus. As corrupções saem do coração do povo de Deus não de uma só vez, mas pouco a pouco. O preceito desta promessa é que eles não deveriam ter amizade com os idólatras. Aqueles que se mantêm fora dos caminhos perigosos devem evitar as más companhias. É perigoso viver entre os ímpios; seus pecados podem ser um laço para nós. O maior perigo vem daqueles que nos fariam pecar contra Deus.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público