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1
Ouve-nos, ó Pastor de Israel! Escuta-nos, tu que guias o teu rebanho! Tu que estás sentado no teu trono, que fica sobre os querubins,
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2
mostra a tua misericórdia pelas tribos de Efraim, Benjamim e Manassés! Mostra-nos o teu poder; vem e salva-nos.
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3
Faze com que prosperemos de novo, ó Deus! Mostra-nos a tua misericórdia, e seremos salvos.
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4
Até quando, ó SENHOR, Deus Todo-Poderoso, ficarás irado com as orações do teu povo?
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5
Tu nos tens dado pão de lágrimas para comer e um copo cheio de lágrimas para beber.
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6
Tu deixas que as nações vizinhas briguem por causa da nossa terra e que os nossos inimigos zombem de nós.
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7
Faze com que prosperemos de novo, ó Deus Todo-Poderoso! Mostra-nos a tua misericórdia, e seremos salvos.
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8
Trouxeste do Egito uma parreira, o povo de Israel; expulsaste os outros povos e plantaste essa parreira na terra deles.
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9
Preparaste o terreno para ela; as suas raízes entraram fundo na terra, e ela se espalhou por toda parte.
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10
Cobriu os montes com a sua sombra, e os seus galhos cresceram acima dos cedros gigantes.
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11
Ela estendeu os seus ramos até o mar Mediterrâneo e até o rio Eufrates.
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12
Por que derrubaste as cercas que havia em volta dela? Agora quem passa pelo caminho pode roubar as suas uvas.
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13
Os porcos do mato a pisam e a destroem, e os animais ferozes a devoram.
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14
Volta para nós, ó Deus Todo-Poderoso! Lá do céu olha para nós; vem e salva a tua parreira.
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15
Vem e salva essa parreira que tu plantaste, esse ramo novo que fizeste crescer tão forte.
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16
Os nossos inimigos a cortaram e queimaram. Na tua ira, olha para eles e acaba com eles.
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17
Protege e guarda o povo que escolheste, a nação que fizeste crescer tão forte.
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18
Não nos afastaremos de ti outra vez; conserva a nossa vida, e nós te louvaremos.
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19
Faze com que prosperemos de novo, ó SENHOR, Deus Todo-Poderoso! Mostra-nos a tua misericórdia, e seremos salvos.
Recurso de Estudo
Versículos 1-7: O salmista se queixa das misérias da Igreja; 8-16: A sua prosperidade anterior, e a sua desolação atual; 17-19: Uma oração que pede misericórdia.
Vv. 1-7. O que habita no trono da graça é o Bom Pastor de seu povo. Porém, não podemos ter a expectativa do consolo de seu amor, nem da proteção de seu braço, se não participarmos de sua graça, que converte do pecado. É mostrada indignação pelas orações de seu povo, porque, ainda que ore, a finalidade que almeja não é justa, ou há nele algum pecado secreto que ainda satisfaz, ou colocará à prova a paciência e a perseverança dele para orar. Quando Deus está descontente com o seu povo, devemos esperar ver este em prantos, e os seus inimigos triunfantes. Não existe salvação a não ser através do favor de Deus; não há conversão a Deus a não ser por sua graça.
Vv. 8-16. A Igreja está representada como uma vide e uma vinha. A raiz desta vide é Cristo e os ramos são os crentes. A Igreja é como uma vide que precisa de apoio, mas que se estende e dá fruto. se uma vide não der frutos, nenhuma outra planta valerá tão pouco quanto ela. E nós não somos plantados como em um horto bem cultivado, com todos os meios para darmos frutos em obras de justiça? Porém, as inúteis folhas da profissão e os feixes vãos das idéias e formas tornam-se muito mais abundantes do que a verdadeira piedade. Foi desolada e destruída. Houve uma boa razão para esta mudança na maneira de Deus tratá-los. Tudo estará bem ou mal para nós, conforme nos submetamos aos sorrisos ou à face irada de Deus. Quando consideramos o estado da parte mais pura da Igreja visível, não podemos nos maravilhar de que seja visitada com correções que os afligem. Eles pedem que Deus ajude a vide. Senhor, a ti encomendamos com humilde confiança "a videira que a tua destra plantou, e o sarmento que fortificaste para ti!".
Vv. 17-19. O Messias, Protetor e Salvador da Igreja, é o Homem da destra de Deus; Ele é o braço do Senhor, pois todo o poder lhe foi dado. NEle está a nossa fortaleza, pela qual somos capacitados para perseverar até o fim. Portanto, a vide não pode ser destruída, nem pode perecer todo o ramo frutífero, mas a estéril será cortada e lançada ao fogo. O fim de nossa redenção, é que devemos servir àquEle que nos redimiu, e não voltarmos aos nossos antigos pecados.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público