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1
“Quem é este que vem da cidade de Bosra, a capital de Edom? Quem é este, vestido de roupas vermelhas, luxuosas, que vem marchando forte e poderoso?” “Sou eu — diz o SENHOR — que anuncio a vitória, que sou poderoso para salvar.”
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2
“Mas por que é que a tua roupa está vermelha? Por que é que parece a roupa de quem pisa uvas para fazer vinho?”
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3
O SENHOR responde: “Eu pisei as nações como quem pisa uvas no tanque, e não havia ninguém para me ajudar. Na minha ira e no meu furor, eu pisei e esmaguei as nações; o seu sangue manchou a minha roupa, que ficou tingida de vermelho.
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4
Eu havia resolvido que já era tempo de me vingar dos meus inimigos, que havia chegado o dia em que eu deveria salvar o meu povo.
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5
Olhei, mas não havia ninguém que me ajudasse, fiquei admirado ao ver que não havia quem me apoiasse. Então consegui a vitória com o meu próprio poder, e a minha ira me encheu de força.
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6
Na minha ira, pisei os povos; no meu furor, os esmaguei e derramei o seu sangue no chão.”
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7
Anunciarei o amor de Deus, o SENHOR, e darei graças por tudo o que ele tem feito; pois o SENHOR nos abençoou ricamente, ele mostrou grande bondade para com o seu povo por causa da sua compaixão e do seu grande amor.
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8
O SENHOR disse: “Eles são o meu povo, são filhos que nunca me trairão.” E por isso ele os livrou
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9
de todos os seus sofrimentos. Quem os salvou foi ele mesmo, e não um anjo ou qualquer outro mensageiro. Por causa do seu amor e da sua compaixão, ele os salvou. E todos os dias, ano após ano, ele os pegava e carregava no colo.
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10
Mas eles se revoltaram contra Deus e ofenderam o seu santo Espírito. Por isso, Deus se tornou inimigo deles e começou a lutar contra eles.
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11
Então eles lembraram do passado, lembraram de Moisés, servo de Deus, e perguntaram: “Onde está o SENHOR, que salvou do mar o seu povo, que salvou o seu rebanho e Moisés, que era o pastor? Onde está aquele que pôs o seu Espírito em Moisés,
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que fez com que o seu grande poder estivesse sempre com ele? A fim de conquistar fama eterna, o SENHOR dividiu o mar na frente do seu povo
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e o fez passar pelas águas profundas. Eles passaram seguros, como cavalos selvagens que não tropeçam,
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14
como o gado que desce calmamente para os vales. O Espírito do SENHOR os estava levando para um lugar de descanso.” Foi assim, ó SENHOR, que guiaste o teu povo e conseguiste para ti mesmo um nome famoso.
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15
Ó Deus, olha para nós lá do céu, lá do lugar santo e glorioso onde moras. Onde está o teu poder e o teu cuidado por nós? Não retires de nós o teu amor e a tua compaixão,
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16
pois tu és o nosso Pai. Os nossos antepassados Abraão e Jacó não se importam conosco, não fazem caso de nós. Mas tu, ó SENHOR Deus, és o nosso Pai, e desde o princípio nós te chamamos de “O nosso Salvador”.
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17
Ó Deus, por que fazes com que nos desviemos dos teus caminhos e tornas o nosso coração duro, para que não te temamos? Volta para nós, ó Deus, pois somos os teus servos, somos o povo que escolheste.
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18
Por um pouco de tempo, nós, o teu povo santo, fomos donos do teu Templo, mas agora ele é pisado pelos nossos inimigos.
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19
Tu nos tratas como se nunca tivesses sido o nosso governador, como se nós nunca tivéssemos sido o teu povo.
Recurso de Estudo
Versículos 1-6: A vitória de Cristo sobre os seus inimigos; 7-14: Sua misericórdia para com a sua igreja; 15-19: A oração da Igreja.
Vv. 1-6. O profeta contempla, em uma visão, o retorno do Messias em triunfo logo depois de vencer os seus inimigos, dos quais Edom é um tipo. Viaja pela grandeza do seu poder, preparado para vencer todo poder opositor, e não esgotado pelo combate. o Messias declara que tem estado pisando o lagar da ira de Deus (Ap 14.19; 19.13); por seu próprio poder, sem a ajuda humana, tem esmagado os seus inimigos porque o dia da vingança estava determinado, e era o tempo destinado para redimir a sua igreja. Uma vez veio à terra em aparente fraqueza, para derramar o seu precioso sangue como expiação por nossos pecados; porém no devido momento se manifestará na grandeza do seu poder. A vindima se aproxima rapidamente; o dia da vingança, fixado e determinado, se aproxima com rapidez; que os pecadores procurem ser reconciliados com o seu Justo Juiz antes que Ele derrame o seu poder sobre a terra. Cristo disse: "Eis que cedo venho"; que os nossos corações respondam: sim, vem, Senhor Jesus; que chegue o ano dos teus redimidos.
Vv. 7-14. A última parte deste capítulo e todo o seguinte parecem expressar as orações dos judeus em sua conversão. Reconhecem as grandes misericórdias e favores de Deus para com a nação; confessam a sua maldade e dureza de coração, suplicam perdão e lamentam o miserável estado sob o qual têm sofrido por tanto tempo. O Unigênito Filho do Pai se transforma no Anjo ou Mensageiro de seu amor; assim, os redimiu e sustentou com ternura. Porém, eles murmuravam e resistiram o seu Espírito Santo, desprezando e perseguindo os seus profetas, rejeitando e crucificando o Messias prometido. Toda a nossa consolação e esperança surgem da paciência do Senhor; e todas as nossas misérias e temores surgem dos nossos pecados. Quando os pecadores buscam aquEle que em outros tempos se glorificou salvando e apascentando o seu rebanho adquirido, guiando-o a salvo através dos perigos e dando-lhes o Espírito Santo para prosperar os trabalhos de seus ministros, há uma boa base para ter esperanças de que estejam descobrindo o caminho da paz.
Vv. 15-19. Eles rogam que Ele olhe para o miserável estado de sua nação, anteriormente favorecida. Não seria glorioso para o seu Nome tirar o véu de seus corações, e fazer regressar as tribos de sua herança? o cativeiro na Babilónia e a posterior libertação dos judeus eram a sombra dos fatos aqui anunciados. o Senhor nos olha com ternura e misericórdia. os juízos espirituais devem ser mais temidos do que qualquer outra calamidade, e devemos cuidadosamente evitar os pecados que, de modo justo, provocam o Senhor a deixar os homens abandonados a si mesmos e ao enganador. "Nosso Redentor desde a eternidade" é o teu nome, o teu povo tem sempre te contemplado como o Deus ao qual devem recorrer. o Senhor ouvirá as orações daqueles que lhe pertencem, e os livrará daqueles que não são chamados pelo seu nome.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público