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1
O SENHOR Deus disse ao povo de Israel: — Não façam nenhum ídolo ou imagem, nem coluna sagrada ou pedra com figuras gravadas para adorar. Não adorem nenhum deles; eu, o SENHOR, sou o Deus de vocês.
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2
Guardem o sábado, o meu dia, e respeitem o lugar onde sou adorado. Eu sou o SENHOR.
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3
— Se vocês obedecerem às minhas leis e aos meus mandamentos, fazendo tudo o que eu ordeno,
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4
eu mandarei chuva no tempo certo, a terra produzirá colheitas, e as árvores darão frutas.
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5
As colheitas serão tão grandes, que vocês ainda estarão colhendo cereais quando chegar o tempo de colher uvas e estarão colhendo uvas quando chegar o tempo de semear os campos. Haverá bastante comida para todos, e vocês viverão em segurança na sua terra.
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6
— Eu darei paz à terra de vocês. Todos dormirão sossegados, e ninguém os assustará, pois farei desaparecer da terra os animais selvagens e acabarei com as guerras.
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7
Vocês vencerão os seus inimigos e os matarão;
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8
cinco de vocês derrotarão cem deles, e cem de vocês derrotarão dez mil. Todos eles serão mortos.
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9
Eu abençoarei vocês e lhes darei muitos filhos. Cumprirei as promessas da aliança que fiz com vocês.
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10
As colheitas serão tão grandes, que vocês precisarão jogar fora o trigo velho para terem lugar onde guardar o novo.
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11
Morarei no meio de vocês, na minha Tenda Sagrada, e nunca os abandonarei.
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12
Estarei sempre com vocês; vocês serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.
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13
Eu sou o SENHOR, o Deus de vocês. Eu os tirei do Egito para que vocês não fossem escravos dos egípcios. Eu os livrei da escravidão e os fiz andar de cabeça erguida.
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14
— Porém, se vocês não obedecerem a todos os meus mandamentos,
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15
se rejeitarem as minhas leis, se desprezarem as minhas ordens e se quebrarem a aliança que fiz com vocês,
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16
então eu os castigarei. Mandarei desastres, e doenças, e febres que abalam a saúde e enfraquecem o corpo. Não adiantará nada semear os campos, pois os inimigos é que comerão as colheitas.
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17
Ficarei contra vocês e deixarei que sejam derrotados pelos inimigos. Eles os dominarão, e vocês fugirão mesmo quando ninguém os perseguir.
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18
— Porém, se nem assim vocês me obedecerem, mas continuarem a pecar, eu mandarei um castigo sete vezes pior.
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19
Acabarei com o seu poder, de que vocês se orgulham; não mandarei chuva, e o chão ficará duro como ferro.
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20
Não adiantará nada vocês trabalharem e se cansarem; os campos não produzirão colheitas, e as árvores não darão frutas.
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21
— E, se ainda assim vocês teimarem em pecar, em me rejeitar e em desobedecer aos meus mandamentos, eu mandarei um castigo sete vezes pior.
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22
Mandarei para o meio de vocês animais selvagens que matarão os seus filhos, acabarão com o seu gado e matarão tanta gente, que não haverá ninguém para andar pelas estradas.
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23
— E, se mesmo com isso vocês não voltarem para mim, mas continuarem a me desafiar,
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24
eu ficarei contra vocês e por causa dos seus pecados mandarei um castigo sete vezes pior.
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25
Ordenarei que povos inimigos os ataquem; e assim vocês serão castigados por terem quebrado a aliança que fiz com vocês. E, se vocês se ajuntarem nas cidades para escaparem dos inimigos, eu farei com que vocês sejam atacados por doenças graves, e os inimigos os prenderão.
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26
Por causa do meu castigo, a comida será tão pouca, que bastará um forno para dez donas de casa assarem pão, e cada pessoa receberá uma porção tão pequena de comida, que ninguém conseguirá matar a fome.
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27
— E, se nem assim vocês me obedecerem, mas continuarem a me desafiar,
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28
cheio de ira eu ficarei contra vocês e por causa dos seus pecados mandarei um castigo sete vezes pior.
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29
Haverá tanta falta de comida, que vocês devorarão os seus próprios filhos.
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30
Eu ficarei tão irado com vocês, que destruirei os lugares onde vocês adoram deuses pagãos, quebrarei os altares em que é queimado incenso e jogarei os corpos de vocês em cima dos ídolos caídos.
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31
Destruirei as cidades e as deixarei em ruínas; derrubarei os seus templos e não aceitarei os sacrifícios que vocês me oferecerem.
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32
Arrasarei tão completamente a terra em que vocês moram, que os inimigos que vierem morar nela ficarão espantados.
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33
Eu farei com que haja guerra, e vocês serão espalhados pelas outras nações; na terra de vocês não haverá moradores, e as cidades ficarão em ruínas.
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34
Assim, a terra terá os seus anos de descanso. Enquanto estiver sem moradores e vocês estiverem espalhados pelas nações estrangeiras, a terra terá os seus anos de descanso;
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35
pois ela não descansou durante o tempo em que vocês moraram nela.
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36
— Quanto aos que continuarem vivos em terras estrangeiras, eu farei com que eles fiquem com tanto medo, que até mesmo o som de folhas caindo no chão os fará fugir; fugirão como se viessem inimigos atrás deles e cairão sem que ninguém os persiga.
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37
Uns cairão em cima dos outros, como se estivessem combatendo, mesmo que não haja inimigos por perto. E, quando os inimigos chegarem, vocês não terão forças para lutar contra eles.
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38
Vocês morrerão em terras estrangeiras e ali serão sepultados.
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39
Os que ficarem vivos naquelas terras serão finalmente destruídos pelos seus próprios pecados e pelos pecados dos seus antepassados.
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40
— Mas os descendentes de vocês confessarão os seus pecados e também os pecados dos seus antepassados, isto é, daqueles que foram infiéis a mim e desobedeceram às minhas ordens,
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41
fazendo com que eu ficasse contra eles e os espalhasse pelos países dos seus inimigos. Portanto, se eles se arrependerem das suas ideias e dos seus costumes pagãos e se aceitarem o castigo pelos seus pecados,
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42
então eu lembrarei das alianças que fiz com Jacó e com Isaque e com Abraão e lembrarei também da Terra Prometida.
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43
— Mas, enquanto os descendentes de vocês estiverem espalhados por terras estrangeiras, a Terra Prometida ficará deserta e terá os seus anos de descanso. Os seus descendentes desobedeceram às minhas leis e desprezaram os meus mandamentos; por isso pagarão pelos seus pecados.
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44
Mas, mesmo quando estiverem em terras estrangeiras, eu não os abandonarei, nem os destruirei, pois não quebrarei a aliança que fiz com eles. Eu sou o SENHOR, o Deus deles.
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45
Pelo contrário, eu lembrarei da aliança que fiz com os seus antepassados, quando os tirei do Egito a fim de ser o seu Deus, mostrando assim o meu poder às outras nações. Eu sou Deus, o SENHOR.
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46
São esses os mandamentos, as leis e as ordens que o SENHOR Deus deu aos israelitas por meio de Moisés, no monte Sinai.
Recurso de Estudo
Versículos 1-13: Promessas por guardar os preceitos; 14-39: Ameaças contra a desobediência; 40-46: Deus promete lembrar-se daqueles que se arrependem.
Vv. 1-13. Este capítulo contém uma imposição geral de todas as Íeis dadas por Moisés: promessas de recompensa em caso de obediência, por um lado; e ameaças de castigo pela desobediência, por outro. Enquanto Israel manteve o respeito nacional pela adoração, pelos dias de repouso e pelo santuário de Deus, e não se voltou à idolatria, o Senhor comprometeu-se a conceder-lhe misericórdias temporais e vantagens religiosas. Essas grandes e preciosas promessas, ainda que se relacionassem principalmente à vida presente, simbolizavam as bênçãos espirituais asseguradas pelo pacto de graça a todos os crentes, através de Cristo. 1. Abundância de frutos na terra. "Toda boa dádiva e todo dom perfeito desce do alto, do Pai das luzes". 2. Paz sob a proteção divina. Aqueles que vivem em Deus estão seguros. 3. vitória e êxito em suas guerras. Para o Senhor salvar, com muitos ou com poucos é a mesma coisa. 4. O crescimento de seu povo. A Igreja sempre será frutífera. 5. O favor de Deus, que é a fonte de todo bem. 6. Os sinais de sua presença em, e por suas ordenanças. A maneira de manter fixas as ordenanças entre nós é a adesão estreita a elas. 7. A graça do pacto. Todas as bênçãos da aliança resumem-se na relação do pacto: "E Eu serei vosso Deus e vós sereis meu povo"; e todas elas se fundamentam em sua redenção. Após adquiri-los, Deus será seu dono e nunca os deixará, a menos que eles o desprezem.
Vv. 14-39. Depois de estabelecer a bênção que lhe faria um povo feliz, se fosse obediente, Deus colocou diante dele a maldição, os males que o desgraçariam se desobedecesse. Duas coisas acarretarão a ruína: Primeira. O desprezo aos mandamentos de Deus. Os que desprezam os preceitos, chegarão finalmente a renunciar ao pacto. Segunda. O desprezo à sua correção. Se não aprendessem a obedecer pelo que sofriam, o mesmo Deus estaria contra eles, e esta seria a raiz e causa de toda a sua miséria. Além do mais, toda criação estaria em guerra contra eles, e Deus lhes enviaria os seus terríveis juízos. As ameaças aqui são muito detalhadas; eram profecias e Ele, que previu todas as suas rebeliões, sabia que tal seria a sua conduta. Ele lhes ameaça com juízos temporais. Aqueles que não se distanciam de seus pecados, ao conhecer os mandamentos de Deus, afastar-se-ão de seus pecados através de juízos. Os casados com suas luxúrias enfastiar-se-ão delas. Eles são ameaçados com juízos espirituais, que se apoderam da mente. Eles não seriam aceitos por Deus, se desobedecessem. A consciência culpável seria seu continuo terror. justo é para Deus deixar que aqueles que se entregam voluntariamente ao pecado, desesperem-se por perdão; e deve-se à graça gratuita de Deus, que não nos enfraqueçamos na iniquidade em que nascemos e vivemos.
Vv. 40-46. Entre os israelitas, nem sempre as pessoas foram abençoadas ou amaldiçoadas conforme a sua obediência ou desobediência. Porém, a prosperidade nacional foi o efeito da obediência nacional; e a maldade nacional foi a causa dos juízos nacionais. Israel estava sob um pacto peculiar. A maldade nacional terminará na ruína de qualquer povo, especialmente onde se desfruta da Palavra de Deus e da luz do Evangelho. cedo ou tarde o pecado será a ruína e a reprovação de todo o povo. Oh! que, ao sermos humilhados por nossos pecados, possamos evitar a crescente tormenta antes que ela desabe sobre nós! Deus nos conceda que possamos, neste nosso tempo, considerar as coisas que pertencem à nossa paz eterna.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público