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1
Moisés disse ao povo: — De sete em sete anos todas as dívidas serão perdoadas.
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2
Isso será feito assim: quem tiver emprestado dinheiro a outro israelita perdoará a dívida. Ele não exigirá pagamento, pois o SENHOR Deus declara que a dívida foi perdoada.
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3
Vocês podem exigir que os estrangeiros paguem, mas devem perdoar as dívidas dos seus patrícios israelitas.
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4
— O SENHOR, nosso Deus, os abençoará ricamente na terra que lhes vai dar. Portanto, não haverá nenhum israelita pobre,
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5
se todos derem atenção ao que o SENHOR ordena e obedecerem a todos os mandamentos que hoje eu estou dando a vocês.
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6
Conforme prometeu, o SENHOR Deus os abençoará: vocês emprestarão a muitos povos, mas não tomarão emprestado de ninguém; terão domínio sobre muitos povos, mas não serão dominados por ninguém.
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7
— Se houver um israelita pobre em qualquer cidade da terra que o SENHOR, nosso Deus, vai dar a vocês, tenham pena dele e o ajudem.
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8
Sejam generosos e emprestem todo o dinheiro que ele precisar.
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9
Se isso acontecer quando estiver perto o sétimo ano, o ano em que as dívidas são perdoadas, talvez você pense em não ajudar o necessitado. Afaste esse mau pensamento e ajude o seu patrício israelita; se não, ele gritará a Deus contra você, e você será culpado de pecado.
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10
Não dê com tristeza no coração, mas seja generoso com ele; assim o SENHOR, nosso Deus, abençoará tudo o que você planejar e tudo o que fizer.
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11
— Sempre haverá pobres e necessitados no meio do povo, e por isso eu ordeno que vocês sejam generosos com todos eles.
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12
— Se um israelita, seja homem ou mulher, for vendido a você como escravo, ele será o seu escravo seis anos; no sétimo ano você lhe dará a liberdade.
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13
E, quando ele for embora, não o deixe ir sem lhe dar alguma coisa.
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14
Seja generoso com as bênçãos que o SENHOR Deus derramou sobre você: dê ao escravo ovelhas, cereais e vinho.
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15
Lembre que você foi escravo no Egito e que o SENHOR, nosso Deus, o tirou de lá. É por isso que eu estou dando essa ordem a você hoje.
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16
— Mas talvez o escravo goste tanto de você e da sua família e se sinta tão bem na sua casa, que não queira ir embora.
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17
Nesse caso você deve levá-lo para a porta da casa e furar a orelha dele com um furador. Então ele será seu escravo por toda a vida. E faça o mesmo com a escrava que quiser ficar.
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18
Não fique aborrecido quando você precisar dar a liberdade ao seu escravo. Afinal de contas, ele foi seu escravo seis anos, ganhando metade do que se paga a um empregado. Faça o que eu mando, e o SENHOR Deus abençoará tudo o que você fizer.
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19
— A primeira cria das vacas e das ovelhas, se for macho, pertence ao SENHOR, nosso Deus. Portanto, não usem no trabalho essas crias das vacas e não cortem a lã dessas crias das ovelhas.
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20
Todos os anos levem esses animais para o lugar de adoração escolhido por Deus, o SENHOR, e ali, na presença de Deus, vocês e as suas famílias comam a carne deles.
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21
Porém, se um desses animais tiver algum defeito, se for cego, ou aleijado, ou tiver outro defeito grave, não poderá ser oferecido em sacrifício ao SENHOR.
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22
A carne desse animal deverá ser comida em casa; todos vocês, tanto os que estão puros como os que estão impuros, poderão comer a carne desses animais defeituosos como se comessem carne de gazela ou de veado .
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23
Porém não comam o sangue; despejem o sangue no chão, como se fosse água.
Recurso de Estudo
Versículos 1-11: O ano da libertação; 12-18: Acerca da libertação dos servos; 9-23: A respeito dosprimogênitos do gado.
Vv. 1-11. O ano da libertação tipificava a graça do Evangelho no qual se proclamava o ano aceitável do Senhor e, pelo qual, obtemos a remissão das nossas dívidas, isto é, o perdão dos nossos pecados. A lei é espiritual e coloca restrições aos pensamentos do coração. Equivocamo-nos se acreditarmos que há pensamentos livres do conhecimento e do controle de Deus. É o coração perverso, como o dos israelitas, que suscita maus pensamentos a partir da boa lei de Deus. Por haver Deus os obrigado à caridade e ao perdão, negaram a caridade de oferecer, os que desejam abster-se de pecar devem manter fora de sua mente o próprio pensamento do pecado. É espantoso que o pobre clame com justiça contra nós. Não devemos nos queixar por causa de um ato de bondade para com o nosso irmão; não devemos desconfiar da providência de Deus. Tudo o que fizermos de ser realizado liberalmente, porque Deus ama o que dá com alegria (2 Co 9.7).
Vv. 12-18. Aqui é repetida a lei sobre os servos hebreus, e acrescenta o requisito de que os senhores coloquem alguma reserva nas mãos de seus servos, para que se estabeleçam por si mesmos quando forem libertos de sua escravidão, durante a qual não recebiam salários. Podemos esperar bênçãos e prosperidade familiar quando tomamos consciência de nosso dever para com os nossos familiares. Lembremo-nos de que somos devedores perante a justiça divina, e não temos com que pagar. Somos escravos, pobres, e perecemos. Porém, o Senhor Jesus Cristo se fez pobre e derramou o seu sangue, e fez uma plena e livre provisão para o pagamento de nossa dívida, o resgate de nossas almas e para suprir todas as nossas necessidades. Quando se prega o Evangelho claramente, proclama-se o ano aceitável do Senhor; o ano da remissão das nossas dívidas, da libertação da nossa alma, e da obtenção do repouso nEle. Quando a fé em Cristo e o amor a Ele prevalecerem, triunfarão sobre o egoísmo do coração e sobre a maldade do mundo, e eliminarão as escusas que surgem da incredulidade, desconfiança e cobiça.
Vv. 19-23. Aqui há instruções sobre o que deveria ser feito com os primogênitos. Não estamos agora limitados, como estiveram os israelitas; não fazemos diferença entre um bezerro e um cordeiro primogênitos, e o restante. Então, contemplemos o significado desta lei no Evangelho, dedicando-nos a nós mesmos, bem como as primícias de nosso tempo e de nossas forças a Deus, e usando todos os nossos confortos e prazeres para o seu louvor, e sob a direção de sua lei, uma vez que tudo o que temos nos foi concedido por sua dádiva.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público