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1
Moisés disse ao povo: — Escute, ó povo de Israel! Hoje vocês vão atravessar o rio Jordão e vão tomar posse de uma terra que pertence a povos mais numerosos e mais poderosos do que vocês. As cidades deles são enormes e são protegidas por muralhas que chegam até o céu.
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2
Vocês já ouviram falar dos anaquins, uma raça de gigantes fortes que moram naquela terra; pois todos dizem: “Ninguém pode derrotar os anaquins.”
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3
Mas fiquem certos de que o SENHOR, nosso Deus, vai hoje na frente de vocês como um fogo que devora tudo. Ele derrotará e destruirá os povos dessa terra, e assim, conforme o SENHOR Deus prometeu, vocês irão expulsá-los e matá-los depressa.
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4
— Mas, depois que o SENHOR, nosso Deus, tiver expulsado esses povos da presença de vocês, não fiquem pensando assim: “Deus nos trouxe aqui e nos deu esta terra porque somos bons.” Não é por isso; mas Deus vai expulsar esses povos da presença de vocês porque eles são maus.
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5
Vocês não vão tomar posse da terra porque são bons e honestos. É por causa da maldade desses povos que Deus vai expulsá-los e também porque o SENHOR, nosso Deus, quer cumprir o que prometeu aos nossos antepassados Abraão, Isaque e Jacó.
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6
Portanto, fiquem certos de que Deus lhes está dando esta boa terra não porque vocês sejam bons; pelo contrário, vocês são gente teimosa.
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7
— Nunca esqueçam que no deserto vocês provocaram tanto a Deus, o SENHOR, que ele ficou irado com vocês. Desde que saíram do Egito até chegarem aqui, vocês têm se revoltado contra Deus.
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8
Até mesmo no monte Sinai vocês o provocaram, e ele ficou tão irado, que pensou em destruí-los.
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9
Eu subi o monte para receber de Deus as duas placas de pedra, nas quais estava escrita a aliança que ele fez com vocês. Fiquei ali no monte quarenta dias e quarenta noites e durante todo aquele tempo não comi, nem bebi nada.
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10
O SENHOR Deus me deu as duas placas de pedra. Ele mesmo tinha escrito nelas tudo o que tinha dito a vocês do meio do fogo, quando estavam reunidos ao pé do monte.
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11
— Foi no fim daqueles quarenta dias que o SENHOR Deus me deu as duas placas da aliança.
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12
Aí ele me disse: “Desça logo daqui e volte para onde está o povo que você tirou do Egito, pois eles já cometeram um pecado grave. Bem depressa deixaram de seguir as minhas ordens e já fizeram um ídolo de metal para adorar.
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13
Eu sei — Deus continuou — que este povo é teimoso.
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14
Portanto, não procure me impedir, pois vou destruí-los, e assim ninguém lembrará mais que existiram. E de você, Moisés, e dos seus descendentes farei uma nação maior e mais poderosa do que a deles.”
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15
E Moisés continuou: — Aí eu desci do monte, do qual subiam chamas de fogo. Levava comigo as duas placas de pedra, as placas da aliança.
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16
Quando cheguei perto de vocês, vi que haviam pecado contra o SENHOR, nosso Deus, e que bem depressa haviam deixado de seguir as suas ordens. Vi o bezerro de metal que vocês haviam feito para adorar.
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17
Então, na presença de vocês, joguei as placas de pedra no chão e as quebrei.
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18
Depois me ajoelhei diante de Deus, o SENHOR, e fiquei ali quarenta dias e quarenta noites com o rosto encostado no chão. Como havia feito antes, não comi nem bebi nada durante aquele tempo. Agi dessa maneira porque vocês pecaram contra o SENHOR, fazendo o que ele condena e provocando a sua ira.
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19
Eu estava com medo da ira e do furor de Deus; ele estava tão irado, que pensava em destruí-los. Porém mais uma vez Deus atendeu o meu pedido.
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20
Ele estava irado também com Arão e pensou em matá-lo; por isso orei também em favor de Arão.
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21
Aí peguei o bezerro de metal, aquele objeto nojento que vocês tinham feito, e o joguei no fogo. Depois o quebrei em pedaços, moí tudo até virar pó e atirei o pó no ribeirão que corria monte abaixo.
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22
— Vocês provocaram, de novo, a ira do SENHOR Deus, em Taberá, em Massá e em Quibrote-Ataavá.
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23
E também o provocaram em Cades-Barneia, quando ele mandou que tomassem posse da terra que lhes estava dando. Vocês não confiaram em Deus, mas se revoltaram contra ele e desobedeceram à sua ordem.
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24
Desde o dia em que eu os conheci, vocês sempre foram rebeldes contra Deus, o SENHOR!
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25
E Moisés continuou, dizendo: — Quarenta dias e quarenta noites fiquei ajoelhado, com o rosto encostado no chão, na presença de Deus, o SENHOR, pois ele tinha dito que iria destruí-los.
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26
E orei assim ao SENHOR: “Ó SENHOR, meu Deus! Eu te peço que não destruas o teu povo, o teu povo escolhido, que com a tua força e com o teu poder livraste do Egito.
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27
Lembra dos teus servos Abraão, Isaque e Jacó e não dês atenção à teimosia, à maldade e ao pecado deste povo.
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28
Pois, se destruíres o teu povo, os egípcios vão dizer que não pudeste levá-lo para a terra que lhe prometeste. Dirão também que odeias este povo e por isso o levaste ao deserto para matá-lo.
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29
Mas eles são o teu povo, o teu povo escolhido, que tiraste do Egito com a tua força e com o teu grande poder.”
Recurso de Estudo
Versículos 1-6. Os israelitas não devem pensar que os seus êxitos vieram de sua própria dignidade; 7-29: Moisés recorda aos israelitas as suas rebeliões.
Vv. 1-6. Moisés descreve o poderio dos inimigos que agora enfrentariam. Fez isto para levá-los a Deus,- e para que depositassem a sua esperança nEle. Assegura-lhes a vitória por causa da presença de Deus com eles. Deus lhes adverte a não pensarem de algum modo em sua própria justiça, como se por ela tivessem alcançado o favor das mãos de Deus. Em Cristo, temos justiça e poder; nEle devemos nos gloriar, não em nós mesmos, nem em qualquer suficiência própria. Deus expulsará estas nações por causa das suas maldades. Todas as pessoas que são reprovadas por Deus são rejeitadas pela sua própria maldade. Porém, nenhuma das pessoas que são aceitas o são por causa de sua própria justiça. Desta maneira, a soberba é para sempre eliminada (Ef 2.9,11,12).
Vv. 7-29. Para que os israelitas não tivessem qualquer propensão a pensar que Deus os tivesse trazido a Canaã por causa da justiça deles mesmos, Moisés mostra que o milagre de misericórdia foi não terem sido destruídos no deserto. Embora estejamos completamente perdoados, é bom que frequentemente nos recordemos com pesar e vergonha dos pecados que cometemos anteriormente contra nós mesmos, para que possamos ver o quanto devemos à graça que nos foi concedido gratuitamente, para que humildemente reconheçamos que jamais mereceríamos algo das mãos de Deus que não fosse somente a ira e a maldição. A nossa tendência ao orgulho é tão intensa, que se introduzirá sob uma ou outra aparência. Estamos prontos para, fantasiosamente, dizer que a nossa justiça nos conseguiu o favor especial do Senhor, mesmo que, na realidade, a nossa maldade seja mais clara do que a nossa fraqueza. Porém, quando a história secreta da vida de cada homem for exposta no dia do juízo, todos os habitantes do mundo serão culpáveis perante Deus. Existe um, no presente, que advoga a nosso favor perante o trono da graça; um que não somente jejuou, mas que morreu na cruz por nossos pecados; através dEle, podemos nos aproximar, mesmo condenados por nossa culpa, e implorar a misericórdia não merecida e a vida eterna como dádiva de Deus nEle. Devemos toda a vitória, glória e louvor ao Único que traz a salvação.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público