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Eu, Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, escrevo esta carta a vocês que, por causa da bondade do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, receberam uma fé tão preciosa como a nossa.
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Que a graça e a paz estejam com vocês e aumentem cada vez mais, por meio do conhecimento que vocês têm de Deus e de Jesus, o nosso Senhor!
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3
O poder de Deus nos tem dado tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada a ele, por meio do conhecimento que temos daquele que nos chamou para tomar parte na sua própria glória e bondade.
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Desse modo ele nos tem dado os maravilhosos e preciosos dons que prometeu. Ele fez isso para que, por meio desses dons, nós escapássemos da imoralidade que os maus desejos trouxeram a este mundo e pudéssemos tomar parte na sua natureza divina.
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Por isso mesmo façam todo o possível para juntar a bondade à fé que vocês têm. À bondade juntem o conhecimento
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e ao conhecimento, o domínio próprio. Ao domínio próprio juntem a perseverança e à perseverança, a devoção a Deus.
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A essa devoção juntem a amizade cristã e à amizade cristã juntem o amor.
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Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm do nosso Senhor Jesus Cristo.
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Mas quem não tem essas coisas é como um cego ou como alguém que enxerga pouco e esqueceu que foi purificado dos seus pecados passados.
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Portanto, meus irmãos, procurem ficar cada vez mais firmes na certeza de que Deus os chamou e escolheu. Se vocês fizerem isso, jamais abandonarão a fé
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e assim receberão todo o direito de entrar no Reino eterno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
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Por isso, farei sempre com que vocês lembrem dessas coisas, embora já as conheçam e estejam firmes na verdade que receberam.
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Penso que, enquanto eu viver, é justo que faça com que vocês lembrem dessas coisas.
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Pois sei que logo terei de deixar este corpo mortal, como o nosso Senhor Jesus Cristo me disse claramente.
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Portanto, farei tudo o que puder para que, depois da minha morte, vocês lembrem sempre dessas coisas.
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16
Nós não estávamos contando coisas inventadas quando anunciamos a vocês a vinda poderosa do nosso Senhor Jesus Cristo, pois com os nossos próprios olhos nós vimos a sua grandeza.
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17
Nós estávamos lá quando Deus, o Pai, lhe deu honra e glória. Ele ouviu a voz da Suprema Glória dizer: “Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria!”
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Nós mesmos ouvimos essa voz que veio do céu quando estávamos com o Senhor Jesus no monte sagrado.
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19
Assim temos mais confiança ainda na mensagem anunciada pelos profetas. Vocês fazem bem em prestar atenção nessa mensagem. Pois ela é como uma luz que brilha em lugar escuro, até que o dia amanheça e a luz da estrela da manhã brilhe no coração de vocês.
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20
Acima de tudo, porém, lembrem disto: ninguém pode explicar, por si mesmo, uma profecia das Escrituras Sagradas.
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21
Pois nenhuma mensagem profética veio da vontade humana, mas as pessoas eram guiadas pelo Espírito Santo quando anunciavam a mensagem que vinha de Deus.
Recurso de Estudo
2 PEDRO
Introdução
Introdução Esta epístola está claramente ligada à epístola anterior de Pedro. Havendo expressado as bênçãos às quais Deus chama os cristãos, exorta aqueles que têm recebido estes dons preciosos que se proponham a crescer em fé e virtude. Insta-lhes a isto por causa da maldade dos falsos mestres. Adverte-os contra os impostores e os zombadores, reprovando as suas falsas afirmações (capítulo 3.1-7) e mostrando porque tarda o grande dia da vinda do Cristo, com a descrição de suas surpreendentes circunstâncias e consequências; dando exortações apropriadas à diligência e à santidade. 2 Pedro 1
Versículos 1-11: Exortações a adicionar o exercício de diversas virtudes à fé; 12-15: O apóstolo espera sua iminente partida para a glória; 16-21: E confirma a verdade do Evangelho relacionando-o com a manifestação de Cristo para o juízo.
Vv. 1-11. A fé une verdadeiramente Cristo ao crente fraco e ao forte, e purifica totalmente o coração de um e do outro; todo crente sincero é justificado aos olhos de Deus por sua fé. A fé trabalha a favor da santidade, e produz efeitos na alma que nenhuma outra graça pode produzir. Em Cristo habita toda a plenitude e o perdão, a paz, a graça e o conhecimento, e os novos princípios nos são assim dados por meio do Espírito Santo. As promessas para aqueles que são participantes da natureza divina nos farão inquirir se são realmente renovadas no espírito de nossa mente; transformemos todas estas promessas em orações pela graça transformadora e purificadora do Espírito Santo. O crente deve acrescentar conhecimento à sua virtude, incrementar a familiaridade com toda a verdade e a vontade de Deus. Devemos acrescentar temperança ao conhecimento, moderação pelas coisas mundanas, e à temperança devemos acrescentar paciência, ou a alegra sujeição à vontade de Deus. A tribulação produz a paciência pela qual suportamos todas as calamidades e as cruzes, em silêncio e submissão. À paciência devemos acrescentar piedade: isto inclui os santos afetos e disposições encontrados no verdadeiro adorador de Deus, com terno afeto por todos os seus semelhantes cristãos que são filhos do mesmo Pai, servos do mesmo Senhor, membros da mesma família, viajantes para o mesmo país, herdeiros do mesmo legado. Portanto, os cristãos devem trabalhar para alcançar a garantia de sua vocação e eleição, crendo e fazendo o bem; esforçar-se nisto cuidadosamente é um argumento firme da graça e da misericórdia de Deus, que os sustenta para que não caiam completamente. Aqueles que são diligentes na obra da fé terão uma entrada triunfal no reino eterno onde Cristo reina, e reinarão com Ele para sempre e eternamente; e é praticando toda a boa obra que devemos esperar entrar no céu.
Vv. 12-15. Devemos nos fundamentar na crença da verdade para que não sejamos levados por qualquer vento de doutrina, especialmente na verdade que necessitamos saber em nossos dias em relação à nossa paz, e que se opõe ao nosso tempo. O corpo é um tabernáculo ou tenda da alma. É uma habitação vil e móvel. A aproximação da morte torna o apóstolo diligente em relação aos assuntos desta vida. Nada pode dar tanta compostura na perspectiva ou na hora da morte quanto saber que servimos fiel e sinceramente ao Senhor Jesus, e buscamos a sua glória. Aqueles que temem ao Senhor falam de sua paciência. Este é o modo de disseminar o conhecimento do Senhor, e pela palavra escrita eles são capacitados para fazer isto.
Vv. 16-21. O Evangelho não é algo frágil, mas é poder (Rm 1.16). A lei coloca diante de nós o nosso miserável estado por causa do pecado, e nos deixa ali. Descobre nossa enfermidade, porém não mostra a cura. Ver a Jesus crucificado é o que cura a alma. Procuremos dissuadir o mundano e cobiçoso de sua avareza; algumas gramas de ouro pesam mais do que todas as razões. Ofereçamo-nos com argumentos para anular a ira a um homem furioso, que não tem paciência para ouvi-los. Procuremos deter o libertino; um sorriso é para ele mais forte do que toda a razão. Porém, cheguemos com o Evangelho e exortemo-nos com o precioso sangue de Cristo, derramado para salvar as suas almas do inferno e perdoar os seus pecados. E esta é a súplica poderosa que faz os homens bons confessarem que seus corações ardiam dentro deles, e os maus, como Agripa, dizerem que quase foram persuadidos a ser cristãos (At 26.28). Deus se agrada com Cristo e conosco nEle. Este é o Messias que foi prometido, através do qual todos os que cremos nEle seremos aceitos e salvos. A verdade e a realidade do Evangelho também são anunciadas pelos profetas e escritores do Antigo testamento, que falaram e escreveram sob a influência do Espírito de Deus e conforme a sua direção. Que firme e segura deve ser a nossa fé, que tem uma palavra tão firme e segura sobre a qual apoiar-se! Quando à luz da Escritura, o Espírito Santo de Deus lança como um dardo o entendimento à mente cega, é como a luz da aurora que irrompe, avança e se difunde por toda a alma até ser dia perfeito. Como a Escritura é a revelação da mente e da vontade de Deus, todo homem deve esquadrinhá-la para entender seu sentido e significado. O cristão sabe que o livro é a Palavra de Deus, no qual saboreia a doçura, sente o poder e vê a glória verdadeiramente divina. E as profecias já cumpridas na pessoa e salvação de Cristo, e nos grandes interesses da Igreja e do mundo, são uma prova inquestionável da verdade do cristianismo. O Espírito Santo inspirou homens santos para falar e escrever. Ele os assistiu e dirigiu para entregar o que eles haviam recebido dEle, para que eles expressassem claramente o que revelavam. Assim as Escrituras devem ser consideradas como as Palavras do Espírito Santo, e toda a clareza e simplicidade, todo o poder e toda a propriedade das palavras e expressões vêm de Deus. Mescle a fé com o que encontrar nas Escrituras, estime e reverencie a Bíblia como um livro escrito por homens santos que foram ensinados pelo Espírito Santo.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público