• 1 Como é feliz aquele que se interessa pelo pobre! O SENHOR o livra em tempos de adversidade.
  • 2 O SENHOR o protegerá e preservará a sua vida; ele o fará feliz na terra e não o entregará ao desejo dos seus inimigos.
  • 3 O SENHOR o susterá em seu leito de enfermidade, e da doença o restaurará.
  • 4 Eu disse: “Misericórdia, SENHOR! Cura-me, pois pequei contra ti”.
  • 5 Os meus inimigos dizem maldosamente a meu respeito: “Quando ele vai morrer? Quando vai desaparecer o seu nome?”
  • 6 Sempre que alguém vem visitar-me, fala com falsidade, enche o coração de calúnias e depois as espalha por onde vai.
  • 7 Todos os que me odeiam juntam-se e cochicham contra mim, imaginando que o pior me acontecerá:
  • 8 “Uma praga terrível o derrubou; está de cama e jamais se levantará”.
  • 9 Até o meu melhor amigo, em quem eu confiava e que partilhava do meu pão, voltou-se contra mim.
  • 10 Mas, tu, SENHOR, tem misericórdia de mim; levanta-me, para que eu lhes retribua.
  • 11 Sei que me queres bem, pois o meu inimigo não triunfa sobre mim.
  • 12 Por causa da minha integridade me susténs e me pões na tua presença para sempre.
  • 13 Louvado seja o SENHOR, o Deus de Israel, de eternidade a eternidade! Amém e amém!

Versículos 1-4: O cuidado de Deus para com o seu povo; 5-13: A traição dos inimigos de Davi.

Vv. 1-4. O povo de Deus não está livre da pobreza, enfermidade nem aflições exteriores; porém, o Senhor considera o caso deles e envia a provisão necessária. Do exemplo de seu Senhor, o crente aprende a considerar os seus irmãos pobres e aflitos. Este ramo da santidade costuma ser recompensado com bênçãos temporais. Porém, nada é tão angustiante para o crente contrito com o temor ou a sensação do descontentamento divino, ou do pecado em seu coração. O pecado é a enfermidade da alma; a graça de Deus, porém, a repreende, e devemos anelar mais por esta saúde espiritual do que pelo bem físico.

Vv. 5-13. Queixamo-nos justamente da falta de sinceridade, e de que raramente se pode encontrar uma amizade verdadeira entre os homens; porém, os dias passados não foram melhores. Uma pessoa em quem Davi depositara grande confiança, associou-se aos seus inimigos. E não pensemos que é algo estranho receber o mal da parte dos que supomos ser nossos amigos. Não temos deste modo quebrado a nossa palavra diante de Deus? comemos diariamente de seu pão; porém, levantamos o nosso calcanhar contra Ele. No entanto, ainda que não nos comprazamos na queda dos nossos inimigos, podemos nos alegrar em que os seus desígnios se tornem vãos. Quando somos capazes de compreender o favor do Senhor em qualquer misericórdia, seja pessoal ou pública, este fato a dobra. se a graça de Deus não tivesse o constante cuidado por nós, não seríamos sustentados. Mas, enquanto estivermos na terra, concordemos de todo o nosso coração com os louvores que os redimidos entoam aqui, pois os que estão no céu rendem graças ao nosso Deus e Salvador.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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