• 1 Quando o SENHOR trouxe os exilados de volta a Sião, foi como um sonho.
  • 2 Nossa boca se encheu de riso, e cantamos de alegria. As outras nações disseram: “O SENHOR fez coisas grandiosas por eles”.
  • 3 Sim, o SENHOR fez coisas grandiosas por nós; que alegria!
  • 4 Restaura, SENHOR, nossa situação, como os riachos revigoram o deserto.
  • 5 Os que semeiam com lágrimas colherão com gritos de alegria.
  • 6 Choram enquanto lançam as sementes, mas cantam quando voltam com a colheita.

Versículos 1-3: Os que retornaram do cativeiro têm a obrigação de ser agradecidos; 4-6: Os que ainda estão cativos são animados.

Vv. 1-3. Bom é que observemos o que representam para nós os livramentos que o Senhor Deus concede a favor da Igreja, para que nos regozijemos neles. E como deveria ser valorizada a redenção da ira vindoura, do poder do pecado e de Satanás! O pecador, convencido de sua culpa e do perigo que se expõe, recebe paz em sua consciência e poder para romper com os seus pecados, quando contempla o Salvador crucificado e, muitas vezes, pode apenas crer que a perspectiva que lhe é aberta seja uma realidade.

Vv. 4-6. O princípio das misericórdias nos animam a orar, para que estas se completem. Enquanto estivermos neste mundo teremos motivos para orar, mesmo na abundância de temas pelos quais devemos louvar ao Senhor. Os santos que sofrem costumam prantear; eles compartilham as calamidades da vida humana, e não é raro terem uma quota maior do que os demais. Porém, semeiam com lágrimas; cumprem o seu dever em um estado de aflição. Chorar não deve atrapalhar a semeadura; devemos ser capazes de obter o bem nas épocas de aflição. E os que semeiam com lágrimas de tristeza, para o Espírito Santo, colherão dEle a vida eterna, e sem dúvida esta será uma grata colheita. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados para sempre. Quando nos lamentamos por causa dos nossos pecados, ou sofremos por amor a Cristo, semeamos com lágrimas para colhermos com gozo. E, lembremo-nos que ninguém é capaz de zombar de Deus; pois o que o homem semear, isto mesmo ceifará (Gl 6.7-9). Aqui cada discípulo do Senhor Jesus contempla um emblema de seu presente trabalho e recompensa futura; chegará o dia em que colheremos com gozo, a nossa colheita será abundante, e grande será o nosso gozo no Senhor.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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