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Esta é a mensagem que o SENHOR anunciou a Israel por meio do profeta Malaquias.
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“Eu sempre amei vocês”, diz o SENHOR. Mas vocês perguntam: “De que maneira nos amou?”. E o SENHOR responde: “Foi desta maneira: amei seu antepassado Jacó,
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mas rejeitei o irmão dele, Esaú, e devastei sua região montanhosa. Transformei a propriedade de Esaú num deserto para chacais”.
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4
O povo de Edom talvez diga: “Fomos arrasados, mas reconstruiremos as ruínas”. O SENHOR dos Exércitos, porém, declara: “Podem reconstruir, mas eu demolirei tudo outra vez. Seu país ficará conhecido como ‘Terra da Maldade’, e seu povo será chamado de ‘Povo Contra o Qual o SENHOR Está Irado Para Sempre’.
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Quando vocês virem a destruição com os próprios olhos, dirão: ‘A grandeza do SENHOR vai muito além das fronteiras de Israel!’”.
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6
O SENHOR dos Exércitos diz aos sacerdotes: “O filho honra seu pai, e o servo respeita seu senhor. Se eu sou seu pai e seu senhor, onde estão a honra e o respeito que mereço? Vocês desprezam meu nome! “Mas vocês perguntam: ‘De que maneira desprezamos teu nome?’.
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“Vocês o desprezam oferecendo sacrifícios contaminados sobre meu altar. “E vocês perguntam: ‘De que maneira contaminamos os sacrifícios?’. “Vocês os contaminam dizendo que a mesa do SENHOR não merece respeito.
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Acaso não é errado sacrificarem animais cegos? Não é errado oferecerem animais aleijados e doentes? Apresentem ofertas como essas a seu governador e vejam se ele ficará satisfeito e se agradará de vocês!”, diz o SENHOR dos Exércitos.
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“Vão em frente, supliquem a Deus para que tenha compaixão de vocês. Mas por que ele atenderia, uma vez que apresentam esse tipo de oferta?”, diz o SENHOR dos Exércitos.
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“Quem dera um de vocês fechasse as portas do templo para que não se acendesse em vão o fogo do meu altar! Não me agrado de vocês”, diz o SENHOR dos Exércitos, “e não aceitarei suas ofertas.
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Contudo, meu nome é honrado de manhã até a noite por pessoas de outras nações. Em todo o mundo oferecem incenso e sacrifícios puros em minha honra, pois meu nome é grande entre as nações”, diz o SENHOR dos Exércitos.
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“Mas vocês, com suas ações, desonram meu nome. Ao trazer alimentos desprezíveis, declaram que não há nada de errado em contaminar a mesa do Senhor.
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Dizem: ‘É difícil demais servir ao SENHOR!’ e desprezam minhas ordens”, diz o SENHOR dos Exércitos. “Vocês trazem como ofertas animais roubados, aleijados e doentes! Acaso devo aceitar de suas mãos esse tipo de oferta?”, diz o SENHOR.
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“Maldito seja o trapaceiro que promete um carneiro forte de seu rebanho, mas depois sacrifica ao Senhor um animal defeituoso. Pois eu sou o grande Rei”, diz o SENHOR dos Exércitos, “e meu nome é temido entre as nações!”
Recurso de Estudo
Introdução Malaquias foi o último dos profetas e supõe-se que profetizou no ano 420 a.C., repreendendo os sacerdotes e o povo pelos maus costumes nos quais tinham caído, e convida-os ao arrependimento e ao conserto, com promessas de bênçãos que serão repartidas quando o Messias vier. Agora que as profecias a respeito da vinda do Messias cessariam, fala claramente a respeito dEle, como estando muito próximo, e ordena ao povo de Deus que continue se lembrando da lei de Moises enquanto esperam o Evangelho de Cristo. M alaquias 1
Versículos 1-5: A ingratidão de Israel; 6-14: São negligentes com as instituições de Deus.
Vv. 1-5. Todos os benefícios, sejam eles circunstâncias externas ou privilégios espirituais, vêm do gratuito amor de Deus, que faz com que um difira do outro. Todos os males que os pecadores sentem e temem, são a justa recompensa de seus delitos, enquanto todas as suas esperanças e consolos vêm da imerecida misericórdia do Senhor. Ele escolheu o seu povo para que fosse santo. se o amamos, é porque Ele nos amou primeiro; porém, todos temos a tendência de subestimar as misericórdias de Deus e escusar as nossas ofensas.
Vv. 6-14. Podemos nos considerar embaraçados com os mesmos pecados, com que os sacerdotes se embaraçam nesta passagem. Nosso parentesco com Deus como Pai e Senhor nosso nos obriga poderosamente a temê-lo e honrá-lo. Eles escarneciam tanto que chegavam a desprezar a censura. os pecadores se destroem procurando extinguir sua convicção de pecado. Aqueles que vivem em negligente descuido das santas ordenanças, aqueles que as assistem sem reverência e deixam-nas sem preocupação, dizem, com efeito: A mesa do Senhor é desprezível. Eles desprezaram o nome de Deus naquilo que fizeram. É evidente que estes não entenderam o significado dos sacrifícios, como sombra do Imaculado Cordeiro de. Deus; eles reclamavam dos gastos, pensando que tudo era desperdício se não tivessem ganhos. se adoramos a Deus com ignorância e sem entendimento, oferecemos animal cego como sacrifício; se o fazemos despreocupadamente, se somos frios, torpes e mortos nisto, levamos animal enfermo; se nos apoiamos no exercício corporal e não fazemos a obra de coração, levamos o coxo; e se toleramos que vãos pensamentos e distrações se alojem em nós, levamos o despedaçado. E isto não é mal? Não é uma grande afronta a Deus, e um grande mal e prejuízo para a nossa própria alma? Para a aceitação de nossas ações por parte de Deus, não basta fazer o que é bom simplesmente por fazer, mas devemos fazê-lo por um princípio bom, de boa maneira e para um fim bom. As constantes misericórdias que recebemos da parte de Deus agravam a preguiça e a mesquinhez de nosso dever para com Deus. A adoração espiritual será estabelecida. se oferecerá incenso ao nome de Deus, o que significa oração e louvor. E será uma oferta pura. Quando chegou a hora em que os verdadeiros adoradores adorariam ao Pai em espírito e em verdade, então o incenso foi oferecido, a oferta pura. Podemos repousar na misericórdia de Deus pelo perdão pelos pecados passados, porém, não como indulgência para o pecado futuro. se há uma mente disposta, será aceita, ainda que esteja defeituosa; porém, se há um enganador dedicando o seu melhor para Satanás e às suas luxúrias, está sob a maldição. Agora os homens profanam o nome do Senhor, ainda que de maneira diferente, contaminam a sua mesa, e mostram desprezo por sua adoração.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público