Lendo…
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1
Resposta de Job:
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2
“Sim, na verdade, quem vos ouve é levado a pensar que vocês sabem tudo! A sabedoria acaba nas vossas pessoas!
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3
Mas eu próprio também sei umas quantas coisas, que vocês não são melhores do que eu. Aliás, quem não sabe isso que vocês estiveram a dizer?
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4
Eu, aquele que rogou a Deus por ajuda e a quem ele respondeu, tornei-me um motivo de troça para o meu próximo.
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5
Sim, eu, uma pessoa reta, sou agora aquele de quem se riem. Entretanto, o rico zomba dos que se encontram em aperto e é rápido em desprezar os que estão em necessidade.
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6
Nas tendas dos ladrões há prosperidade e aqueles que desafiam a Deus sentem-se seguros, pensando que têm Deus na sua mão.
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7
Quem é que não se dá conta de que Deus faz coisas assim? Pergunta até às mudas bestas, elas sabem que assim é; pergunta aos pássaros, dir-te-ão o mesmo.
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8
A própria terra ou os peixes do mar comunicar-te-ão a mesma coisa.
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9
Qual entre todos não tem conhecimento que a mão do SENHOR criou tudo o que existe?
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10
Porque a alma de todo o ser vivente está nas mãos de Deus, assim como a respiração, a vida de toda a humanidade.
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11
Assim como o paladar está preparado para diferenciar os gostos, também o meu espírito sabe provar a verdade, quando a ouço.
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12
Tal como vocês dizem, os velhos como eu são sabedores, têm entendimento.
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13
Mas a verdadeira sabedoria e o poder são de Deus; só ele sabe o que devemos fazer e entende todas as situações.
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14
E como é grande a sua força! Aquilo que vier a destruir não poderá ser reconstruído; aquele a quem ele aprisiona, não poderá escapar.
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15
Se retém as chuvas, a terra torna-se num deserto; envia tempestades e as cheias cobrem as terras.
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16
Sim, com ele está a força e a sabedoria; tanto o que faz errar como o que erra lhe pertencem.
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17
É capaz de fazer até desvairar juízes e conselheiros.
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18
Liberta-nos das algemas postas pelos reis, e amarra-lhes uma corda à sua cintura.
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19
Os próprios sacerdotes se arriscam a partir como escravos; os poderosos são abatidos.
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20
Aos eloquentes, tira-lhes a palavra; retira também o entendimento aos anciãos.
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21
Derrama desprezo sobre os líderes da nação e tira forças ao forte.
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22
Enche a escuridão com luz, mesmo a própria sombra da morte.
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23
Pode exaltar uma nação para, de seguida, a abater; dispersa um povo, mas junta-o de novo.
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24
Tira o discernimento aos administradores e aos governantes, deixando-os a tactear, perdidos.
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25
Sem norte, sem luz que os guie, fá-los vaguear como ébrios.
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Referências cruzadas
Referências cruzadas: OpenBible.info (CC BY)
Versículos 1-5: Jó repreende os seus amigos; 6-11: O mal costuma prosperar. 12-25: Jó fala da sabedoria e poder de Deus.
Vv. 1-5. Jó confronta seus amigos com a boa opinião que têm de sua própria sabedoria, comparada com a dele. somos bons em chamar de reprovações às repreensões, e para pensar que zombam de nós quando nos aconselham e admoestam; esta é a nossa maneira néscia de pensar; porém, aqui havia razão para esta acusação. Ele suspeitava que a verdadeira causa da conduta deles era que desprezavam ao que caía na pobreza. Este é o estilo do mundo. Mesmo o homem reto e justo é olhado com desdém se enfrentar uma dificuldade como esta.
Vv. 6-11. Jó apela aos seus feitos. os maiores ladrões, opressores, e ímpios costumam prosperar; porém, isto nunca ocorre por sorte ou azar; o Senhor é quem ordena estas coisas. A prosperidade terrena é de pouco valor diante de seus olhos. Ele tem coisas melhores para os seus filhos. Jó resolve tudo dentro dos limites da propriedade absoluta que Deus tem de todas as criaturas. Ele demanda de seus amigos a liberdade para julgar o que eles disseram; Ele apela a um juízo justo.
Vv. 12-25. Este é um discurso nobre de Jó concernente ao poder e à soberania de Deus, ao ordenar todos os assuntos dos filhos dos homens, conforme o conselho de sua vontade, coisa que ninguém pode resistir. Bom seria que os homens sábios e bons, que diferem sobre coisas pequenas, enxergassem a dimensão de sua honra e bem-estar, e para o bem dos demais, que se ocupassem de coisas maiores nas quais estão de acordo. Aqui não há queixas nem reflexões. Ele dá muitos exemplos da poderosa administração que Deus faz dos filhos dos homens, passa por cima de todos os conselhos deles e vence todas as suas oposições. Por deter toda a força e sabedoria, Deus sabe como usar até os que são néscios e maus; do contrário, por haver tão pouca sabedoria e honestidade no mundo, tudo estaria em confusão e ruína há muito tempo. Estas importantes verdades foram aptas para convencer os debatedores de que eles estavam fora de lugar, ao procurar encontrar as razões do Senhor para permitir a aflição de Jó. seus caminhos são inescrutáveis e seus juízos não podem ser indagados. Notemos quão belas ilustrações há na Palavra de Deus, que confirmam sua soberania, e a sabedoria desta soberania; porém, o supremo e infinitamente mais importante é que o Senhor Jesus foi crucificado pela maldade dos judeus, e quem, senão o Senhor, poderia saber que somente este acontecimento seria capaz de salvar o mundo?
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público