Lendo…
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1
De noite, na minha cama, busquei aquele que a minha alma deseja. Procurei por ele e não o encontrei.
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2
Levantei-me, saí para as ruas da cidade, pelas praças, a ver se o achava, mas em vão.
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3
Os guardas, que faziam a ronda na cidade, detiveram-me, e perguntei-lhes: “Viram aquele que eu tanto amo?”
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4
Mas, passado pouco tempo, logo achei aquele que a minha alma deseja e não o deixei até o ter levado para casa, para o velho quarto de minha mãe.
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5
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não despertem o meu amor, até que ele queira.
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6
Que é isto que se eleva, dos desertos, semelhante a uma nuvem de fumo, cheirando a mirra, a incenso e a toda a espécie de pós aromáticos que se podem importar?
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7
Olhem: é o carro de Salomão! Rodeiam-no sessenta dos homens mais valentes de Israel.
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8
Todos eles são hábeis no manejo de armas e de instrumentos de guerra. Cada um deles tem a sua espada pronta, à cintura, para defender o rei contra qualquer incidente noturno.
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9
O rei Salomão mandou fazer, para si próprio, um palanquim com madeira do Líbano.
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10
Os seus suportes são de prata; o dossel é de ouro e o assento forrado de púrpura; todo o interior foi revestido, com carinho, pelas raparigas de Jerusalém!
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11
Saiam, ó filhas de Sião! Venham admirar o rei Salomão! Reparem na coroa com que sua mãe o coroou no dia do casamento, nesse dia de grande alegria para ele!
Nomes deste capítulo
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Versículos 1-5: As provas da Igreja por causa da retirada de Cristo; 6-11: A excelência da Igreja; o cuidado de Cristo por ela.
Vv. 1-5. Foi difícil para a Igreja do Antigo Testamento encontrar Cristo na lei cerimonial; os atalaias desta Igreja deram pouca ajuda aos que o buscavam. A noite é um período de frio, escuridão, tédio e de conturbadas apreensões no tocante às coisas espirituais. Inicialmente, quando inquieta, são feitos alguns fracos esforços para obter o consolo da comunhão com Cristo. Isto se mostra ser em vão; o crente é então incitado a uma maior diligência. As ruas e os caminhos largos parecem impedir os meios da graça pelos quais devemos buscar o Senhor. Isto é aplicado aos que vigiam as almas dos homens. A satisfação imediata não é encontrada. Não devemos descansar em outro meio, mas pedir a Cristo diretamente pela fé. Apegar-se a Cristo sem deixá-lo denota apegar-se a Ele com fervor. O que prevalece é um rogo humilde e ardente, com exercício vivaz da fé em suas promessas. Enquanto a fé dos crentes seguir apegada a Cristo, Ele não se ofenderá pelo ansioso pedido deles, pois se compraz com isso. O crente deseja que outros se familiarizem ao seu Salvador. Onde quer que encontremos a Cristo, devemos levá-lo para casa conosco, especialmente ao nosso coração, e devemos alertar a nós mesmos e uns aos outros a ter o cuidado de não entristecermos o nosso Consolador, nem provocar a partida do Amado.
Vv. 6-11. O deserto representa o mundo; o crente sai dele quando é liberto do amor aos prazeres e do vagar pecaminoso, e nega a submeter-se aos seus costumes e modismos, para buscar a felicidade na comunhão com o Salvador. A alma pobre subirá, ao final, sob a condução do Consolador; como uma nuvem de incenso que ascende desde o altar, ou a fumaça dos holocaustos. Isto significa afetos piedosos e devotos, e a ascensão da alma ao céu. O crente está cheio da graça do Espírito santo; suas devoções são agora muito avivadas. Estas graças e consolos são da Canaã celestial. O que é a paz de seu povo, o Rei da Sião celestial, tem providenciado a condução a salvo de seus redimidos através do deserto deste mundo. O leito ou a liteira foi projetado para o descanso e o fácil traslado; porém, a sua beleza e magnificência demonstra a qualidade de seu dono. A Igreja está bem guardada; há mais pessoas com ela do que contra ela; quando os crentes repousam em Cristo e com Ele, mesmo que tenham seus temores na noite, ainda assim estão a salvo. A carruagem ou liteira denota aqui o pacto da redenção, o caminho da nossa salvação. Esta é a obra de Cristo, que o torna amado e admirado aos olhos dos crentes. Está designado e concebido para a glória de Cristo e consolo dos crentes; está bem ordenado e seguro em todas as coisas. O sangue do pacto, esta púrpura rica, é a cobertura da carruagem pela qual os crentes são protegidos do vento, das tormentas da ira divina, e dos transtornos deste mundo; porém, o meio é o amor de Cristo, que sobrepuja o conhecimento; é para que sobre Ele repousem os crentes. Cristo, em seu Evangelho, manifesta a si mesmo. Note especialmente a sua coroa. A aplicação a Cristo anuncia a honra colocada nEle, e seu poder e domínio.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público