• 1 Ó filha virgem, cidade da Babilónia, vem e senta-te no pó da terra! Ó filha da Caldeia, nunca mais tornarás a ser a encantadora e delicada princesa!
  • 2 Toma a mó e mói a farinha; tira o véu e abre o teu vestido; descobre-te à vista de toda a gente e atravessa os rios.
  • 3 Ficarás despida e envergonhada, vingar-me-ei de ti e não me arrependerei.”
  • 4 Assim fala o nosso Redentor, que tem como nome SENHOR dos exércitos, o Santo de Israel.
  • 5 “Senta-te nas trevas e no silêncio, ó filha da Caldeia! Nunca mais serás chamada rainha dos reinos!
  • 6 É verdade que estive irado contra o meu povo de Israel e que os castiguei, deixando-os cair nas tuas mãos, ó Babilónia. Mas tu não foste compreensiva com eles; até os velhos obrigaste a carregar fardos insuportáveis.
  • 7 Pensaste que o teu reino não acabaria mais. Nem um bocadinho te preocupaste com o meu povo ou pensaste no destino que teriam os que lhe fizessem mal.
  • 8 Ó reino dos loucos prazeres da vida fácil! Tu dizes: ‘Sou única no mundo! Sou como Deus! Nunca ficarei viúva! Nunca perderei os meus filhos!’
  • 9 Pois bem, estas duas coisas virão sobre ti duma só vez e num só dia: a viuvez e a perda dos teus filhos, apesar das tuas feitiçarias e artes de magia.
  • 10 Sentias-te segura na tua maldade. ‘Ninguém me pode ver!’, dizias. A tua sabedoria e o conhecimento que pensavas ter perverteram-te e dizias: ‘Além de mim, mais nada!’
  • 11 É por essa razão que o mal virá sobre ti repentinamente, tão inesperadamente que nem te darás conta donde vem. Nessa altura, já não haverá mais possibilidade para ti de resgate dos teus pecados.
  • 12 Chama os bandos de demónios que adoraste durante todos estes anos. Pede-lhes para ferirem novamente de terror muitos corações.
  • 13 Tens muitos conselheiros, os teus astrólogos e videntes que tentam descobrir o futuro para ti.
  • 14 Ser-te-ão tão inúteis como restolho para queimar. Nem sequer a si mesmos se podem livrar!
  • 15 Não obterás deles ajuda absolutamente nenhuma, não te darão conforto nem proteção. Todos os teus amigos de infância desaparecerão da tua vista, fugirão e te deixarão, porque são incapazes de te socorrer.

Nomes deste capítulo

Versículos 1-6. Os juízos de Deus sobre a Babilónia; 7-15: A negligência e a confiança não impediram o mal.

Vv. 1-6. A Babilónia está representada pelo símbolo de uma mulher em profunda angústia. Seria humilhada e suportaria sofrimentos; ela é vista sentada no chão, moendo com o moinho de mão, o serviço mais baixo e trabalhoso. Deus foi justo em sua vingança e ninguém deve intervir. O profeta exulta no Senhor dos Exércitos como Redentor e santo de Israel. Contudo, algumas vezes Deus permite que homens cruéis prevaleçam contra o seu povo, porém aqueles que os oprimirem cruelmente serão castigados.

Vv. 7-15. Tenhamos o cuidado de não agir e falar como a Babilónia fez, de confiar na tirania e na opressão; de nos ensoberbecermos em nossas habilidades, de nos apoiarmos em nós mesmos e de atribuirmos êxito à nossa própria prudência e sabedoria; não aconteça que participemos de suas pragas. Aqueles que estão no auge de sua prosperidade são bons para imaginar que estão fora do alcance da adversidade. Também é comum que os pecadores pensem que estarão a salvo, porque pensam que são secretos em seus maus caminhos, mas a sua segurança será a sua ruína. Tiremos de passagens como as anteriores, as lições de humildade e confiança em Deus que elas nos transmitem, se cremos na Palavra de Deus podemos saber o que acontecerá com os justos e ímpios por toda a eternidade. Podemos aprender a escapar da ira vindoura, glorificar a Deus, ter paz na vida, esperança na morte e felicidade eterna. Permaneçamos então longe de todos os enganos.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible (Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0