Lendo…
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1
Ó Jezreel, chama o teu irmão pelo nome de Ami (meu povo) e a tua irmã pelo nome de Ruama (tem misericórdia), porque agora Deus terá misericórdia dela!
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2
Contestem junto da vossa mãe, porque se tornou na mulher doutro homem; eu já não sou seu marido; peçam-lhe que pare com a sua vida de prostituição, que pare de se entregar a outros.
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3
Se não o fizer, deixá-la-ei inteiramente despida, como no dia em que nasceu, e fá-la-ei perder-se e morrer de sede, como numa terra desértica, assolada pela fome e pela seca.
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4
Não me compadecerei dos seus filhos como faria se fossem os meus próprios; eles pertencem a outra gente.
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5
A sua mãe cometeu adultério, conduziu-se torpemente quando disse: ‘Irei atrás doutros homens; vender-me-ei em troca de boa comida, bebida, e roupas de lã e de linho.’
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6
Portanto, cercá-la-ei de espinhos e de sarças; bloquearei os seus caminhos para que se perca nas suas veredas.
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7
Assim, quando correr atrás dos seus amantes, não os apanhará. Irá à procura deles mas não os encontrará. Dirá então para consigo: ‘Tornarei para o meu primeiro marido, porque estava melhor com ele do que estou agora!’
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8
Ela não se dá conta de que tudo o que possui veio de mim. Fui eu quem lhe deu o trigo, o vinho novo e o azeite, todo o ouro e a prata que usou no culto que prestou a Baal, o seu deus!
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9
Por isso, recuperarei o vinho e o trigo que constantemente lhe forneci e a roupa que lhe dei para cobrir a sua nudez; não mais lhe darei ricas colheitas na estação própria e vinho no tempo das vindimas.
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10
Exporei a sua nudez em público, para que a vejam todos os seus amantes, e ninguém poderá livrá-la das minhas mãos.
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11
Porei um fim a todos os seus divertimentos, festas e feriados. Destruirei as suas vinhas e pomares, presentes que diz terem sido oferecidos pelos amantes, que se tornarão em bosques inóspitos; só animais selvagens por lá andarão, comendo os frutos que encontrarem.
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13
Por todo o incenso que ela queimou a Baal, o seu ídolo, e por todas as vezes em que pôs brincos e gargantilhas e saiu à procura dos amantes, esquecendo-se de mim, por tudo isso a castigarei, diz o SENHOR.
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14
Contudo, tornarei a atraí-la; hei de trazê-la para o deserto e falar-lhe ao coração.
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15
Devolver-lhe-ei as suas vinhas, transformarei o seu vale de Acor (vale da Desgraça) numa porta de esperança. Ela me responderá ali, cantando com alegria, como nos dias primeiros da sua juventude, depois que a libertei do cativeiro do Egito.
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16
Naquele dia que há de vir, Israel chamar-me-á ‘Meu marido’ em vez de ‘Meu mestre, Baal’.
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17
Ó Israel, farei com que te esqueças do nome do deus Baal! Os seus nomes nunca mais serão proferidos no meio de ti!
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18
Farei uma aliança entre ti e os animais selvagens, as aves, as serpentes, para que não tenham mais medo uns dos outros; destruirei tudo o que for armamento e as guerras acabarão. Tu descansarás em paz e em segurança, sem nada recear.
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19
Ligar-te-ei a mim para sempre com cadeias de justiça e retidão, de amor e misericórdia.
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20
Desposar-te-ei em fidelidade e amor; conhecer-me-ás como SENHOR!
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21
Nesse dia, diz o SENHOR, responderei aos rogos dirigidos ao céu, para que venham nuvens que derramem chuva sobre a terra, para que haja água.
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22
Então a terra poderá responder com trigo, vinho novo e azeite, e todos estes produtos responderão a Jezreel (sementeira de Deus)!
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23
Nesse tempo, farei uma sementeira de israelitas que há de crescer só para mim! Terei compaixão dos que estão sem misericórdia; direi àqueles que não são meus: Agora são meu povo! E estes responderão: ‘Tu és o nosso Deus!’ ”
Nomes deste capítulo
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Versículos 1- 5: A idolatria do povo; 6-13: Os juízos de Deus contra eles; 14-23: As suas promessas de reconciliação.
Vv. 1-5. Este capítulo dá continuidade ao discurso figurado a Israel, com referência à esposa e aos filhos de Oséias. Reconheçamos e amemos como irmãos a todos aqueles a quem o Senhor coloque entre os seus filhos, e animemo-los mostrando-lhes que grande misericórdia receberam, Todo cristão deve protestar contra a alma e contra os abusos, por seu exemplo e conduta, mesmo entre aqueles a quem o respeito pertence e é devido, os pecadores impenitentes serão logo despojados das vantagens que não aproveitaram, e que consumiram em suas luxúrias.
Vv. 6-13. Deus adverte quanto àquilo que fará a este povo traiçoeiro e idólatra. Eles não se voltaram, portanto tudo isto lhes sobreveio, e permaneceu escrito para nossa admoestação. se superarem dificuldades menores, Deus as levantará maiores. os mais decididos nas atitudes pecaminosas são comumente os mais fortemente apegados a elas. o caminho e o dever para com Deus costumam estar margeados por espinhos, mas temos razão para pensar que aqui, o caminho que está nestas condições é o caminho pecaminoso. As cruzes e os obstáculos de um mau caminho são grandes bênçãos, e assim devem ser considerados, são valas de Deus para impedir-nos de transgredir, para dificultar-nos o caminho do pecado e tirar-nos daí. Temos razões para bendizer a Deus pela graça que reprime e pelas providências que nos refreiam, até mesmo pela dor, enfermidade ou pela calamidade aguda, se nos impedirem de pecar. As desilusões que encontramos, na busca da satisfação nas criaturas, devem levar-nos ao Criador, ou ainda nos trazerem outros benefícios menores do que este, porém, igualmente importantes. Quando os homens se esquecem ou não levam em conta que os seus consolos vêm de Deus, Ele costuma retirá-los por sua misericórdia, para levá-los a pensar no quanto são néscios e no perigo que correm. Tanto o pecado quanto a alegria jamais poderão durar muito tempo, mas se os homens não tirarem o pecado de sua alegria, Deus tirará a alegria que sentem por causa dos pecados que praticam. se os homens destruírem a Palavra e as ordenanças de Deus, é justo que Ele destrua as vides e as figueiras deles. Esta será a ruína da alegria deles. Retirar as festividades solenes e os dias de repouso não serve de nada, porque eles se separarão rapidamente destes, e não o considerarão como perda; porém, Deus lhes retirará os prazeres sensuais. os dias de alegria pecaminosa devem ser castigados com dias de choro.
Vv. 14-23. Após estes juízos, o Senhor tratará a Israel com mais benevolência. Por meio da promessa de repouso em Cristo Jesus, somos convidados a tomar sobre nós o seu jugo; a obra da conversão pode prosperar por meio de consolações e por convicção do pecado. Entretanto, habitualmente, o Senhor nos leva a perder as esperanças no gozo terreno, e a confiança em nós mesmos, de modo que tendo todas as portas fechadas, só nos resta bater à porta da misericórdia de Deus, Desde esta época, Israel seria uma nação mais afetuosa para com o Senhor, deixando de chamá-lo de Baal, ou de "meu amo e Senhor", que faz mais alusão à autoridade do que ao amor, e dizendo-lhe Ishi, uma maneira carinhosa de tratá-lo. Isto pode predizer a restauração do cativeiro da Babilônia, à conversão dos judeus a Cristo nos dias dos apóstolos e à conversão geral futura desta nação. Aos crentes é facultado esperar infinitamente mais ternura e bondade de seu santo Deus, do que uma esposa amada pode esperar do melhor marido. Quando o povo fora separado dos ídolos para amar ao Senhor, nenhuma criatura lhes causaria mais danos. Este fato pode ser compreendido como tratando das bênçãos e privilégios do Israel espiritual, de cada crente verdadeiro e de sua participação na justiça do Senhor Jesus Cristo. Refere-se também à conversão dos judeus a Cristo, Aqui está um argumento para que andemos de tal maneira que Deus não seja desonrado por nós, Tu és meu povo, se a família de um homem andar de modo desordenado, torna-se uma desonra para o amor, se Deus nos chama de filhos, logo podemos dizer: Tu és o nosso Deus. Que a alma incrédula deixe de lado os pensamentos deprimentes; que não responda assim à amorosa bondade de Deus. se Deus nos disser; "sois vós o meu povo?" Devemos responder: "Senhor, tu és o nosso Deus".
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público