• 1 “Atenção, diz o SENHOR dos exércitos! O dia do juízo está a chegar, ardendo como uma fornalha. O soberbo e o malvado arderão como palha, consumidos como uma árvore em labaredas; raízes e tudo arderá.
  • 2 Mas para os que reverenciam o meu nome nascerá o Sol da justiça, que trará cura nos seus raios. Sairão, saltando como bezerros pastando, libertos do estábulo.
  • 3 Nesse dia que estou a preparar, pisarão os ímpios como cinzas debaixo dos pés, diz o SENHOR dos exércitos.
  • 4 Lembrem-se de obedecer à Lei que dei a todo o Israel por intermédio de Moisés, o meu servo, no monte Horebe, com todos os seus preceitos e mandamentos.
  • 5 Mandarei-vos o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR.
  • 6 A sua pregação fará com que os pais se reconciliem com os filhos e os filhos com os pais. E saberão que, se não se arrependerem, virei e a sua terra será completamente destruída pela maldição.”

Nomes deste capítulo

Versículos 1-3: Os juízos dos ímpios e a felicidade dos justos; 4-6: A consideração devida a lei, João Batista é prometido como o precursor do Messias.

Vv. 1-3. Aqui há uma referência sobre a Primeira e a Segunda vinda de Cristo; Deus tem designado o dia de ambas. Aqueles que fazem o mal, aqueles que não temem a ira de Deus, as sentirão. Certamente isto pode ser aplicado ao dia do juízo em que Cristo será revelado em fogo flamejante para executar o juízo do orgulhoso e de todos os que fazem o mal. Em ambos, Cristo é a luz de regozijo para aqueles que o servem fielmente. Por sol da Justiça entendemos a Jesus Cristo. Por meio dEle os crentes são justificados e santificados, e assim, levados a ver a luz, suas influências tornam o pecador santo, regozijante e frutífero. Isto é aplicável às graças e consolações do Espírito Santo, levadas às almas dos homens. Cristo deu o Espírito aos que são seus para que brilhem como a manhã, é o que estes esperam, mais que aqueles que esperam pela manhã. Cristo veio como sol para trazer não somente a luz a um mundo escuro, mas saúde para um mundo enfermo. As almas crescerão em conhecimento e força espiritual. seu crescimento é como o dos bezerros do estábulo, não como a flor do campo, que é elegante e frágil, e logo murcha. Os triunfos dos santos se devem, todos, às vitórias de Deus; não são eles que fazem isto, mas é Deus quem o faz por eles. E aqui, outro dia chega, muito mais temível que qualquer outro anterior, para todos os que praticam o mal. Quão grande é então a felicidade do crente, quando sai da escuridão e miséria do mundo a regozijar-se para sempre e eternamente no Senhor!

Vv. 4-6. Aqui há uma solene conclusão, não somente desta profecia, mas também do Antigo Testamento. A consciência nos pede que nos lembremos da lei. Ainda que não tenhamos mais profetas com as mesmas atribuições daqueles que viveram no passado, contudo, uma vez que temos a Bíblia, podemos manter nossa comunhão com Deus. Mesmo que os demais se ensoberbeçam em sua orgulhosa argumentação, e chamem isto de iluminação, mantenhamo-nos próximos da Palavra sagrada, por meio da qual o sol da Justiça brilha nas almas de seu povo. Eles devem manter a fiel expectativa do Evangelho de Cristo, e esperar o início deste. João Batista pregou arrependimento e conserto, como fez Elias. A atitude das almas de se voltarem a Deus e ao seu dever é o melhor preparativo destas para o grande e temível dia de Jeová. João pregará uma doutrina que alcançará os corações dos homens, e realizará uma grande mudança neles. Assim ele preparará o caminho para o reino dos céus. A nação judaica, por maldade, se abriu à maldição. Deus estava pronto para trazer-lhes ruína, porém, uma vez mais provará se estes se arrependem e voltam-se a Ele; portanto enviou João Batista para que lhes pregasse o arrependimento. Que o crente espere com paciência a sua libertação e jubilosamente espere o grande dia, quando Cristo virá pela segunda vez para completar a nossa salvação. Aqueles que não se voltam ao que os golpeia com uma vara, devem esperar ser golpeados com uma espada, com uma maldição. Ninguém pode ter a expectativa de escapar da maldição da lei de Deus quando esta é infringida, nem de desfrutar a felicidade de seu povo escolhido e redimido, a menos que seus corações se voltem do pecado e do mundo para Cristo e para a santidade. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos nós, amém. Novo Testamento

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

Este capítulo no Atlas

Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible (Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0