Lendo…
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1
Joel diz: “Anunciem com trombetas em Sião! Que toquem o alarme no monte santo de Deus. Que todos os moradores deste país tremam de medo, porque está chegando o dia do juízo do SENHOR.
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2
Será um dia escuro e de tirar o ânimo, como um dia com nuvens de tormenta. Da mesma forma como o amanhecer se estende pelas montanhas, assim também virá um exército grande e numeroso. Nunca existiu um exército como este nem existirá outro igual.
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3
“Este exército destruirá a terra, como um fogo que consome tudo. Antes deste exército passar, o país é como o jardim do Éden; mas depois dele passar por aqui, este país será como um deserto. Nada escapa da sua destruição.
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4
Eles têm a aparência de cavalos, e correm como cavalos de combate.
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5
Fazem ruído como as carruagens de combate quando estas se mexem, cavalgando sobre os cumes das montanhas. Fazem ruído igual ao fogo quando queima o pasto seco, como um exército numeroso em ordem de combate.
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6
“À medida que eles se aproximam, as nações tremem de medo, e todos ficam pálidos.
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7
Eles correm em direção à batalha e escalam a muralha como guerreiros. Correm para atacar, cada um no seu lugar, sem quebrar a formação.
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8
Não ficam se empurrando, mas cada um vai na sua fileira. Se alguém for ferido, os demais seguem em frente.
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9
Atacam a cidade e escalam pelas suas muralhas. Entram nas casas pelas janelas, como ladrões.
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10
“A terra treme e o céu estremece diante deles. O sol e a lua se tornam escuros, e as estrelas perdem o seu resplendor.
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11
O SENHOR dirige o seu exército, dando ordens. Seu exército é grandioso e os que obedecem às suas ordens são poderosos. É verdade que o dia do SENHOR será um dia grande e terrível. Quem poderá suportar tal dia?”
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12
O SENHOR diz: “A minha mensagem é que mudem as suas vidas, e retornem a mim de todo o coração. Façam isso com jejum, choro e lamentações.
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13
Em vez de rasgar as suas roupas, rasguem os seus corações”. Joel diz: “Mudem as suas vidas e voltem para o SENHOR, seu Deus, o qual é bondoso e misericordioso, ele não se ira com facilidade, está cheio de amor fiel e disposto a perdoar.
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14
Quem sabe? Talvez Deus mude sua decisão de castigar vocês, e os abençoe com cereais e vinho para que possam oferecer ofertas ao SENHOR, seu Deus.
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15
“Toquem a trombeta no monte Sião! Proclamem um jejum e convoquem o povo.
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16
Reúnam o povo, que a assembleia se purifique. Reúnam os líderes; tragam os meninos, inclusive os bebês. Que os recém-casados suspendam a sua lua de mel.
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17
Que os sacerdotes, servos do SENHOR, chorem entre o pátio do templo e o altar dizendo: ‘Tenha compaixão do seu povo, SENHOR. Não deixe que as outras nações zombem do seu povo e afirmem que o nosso Deus não tem poder para nos ajudar’”.
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18
Mas o SENHOR ficou muito preocupado com a sua terra e teve compaixão do seu povo.
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19
O SENHOR respondeu ao seu povo da seguinte forma: “Darei a vocês trigo, vinho fresco e azeite de oliva até que fiquem satisfeitos. Não deixarei que sejam envergonhados diante de nações estrangeiras.
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20
Afastarei de vocês os que vêm do norte e os jogarei numa terra seca e destruída. Lançarei para o mar Morto os que vêm na frente e para o mar do leste os que vêm atrás de todos. Terão um fortíssimo mau cheiro, porque o SENHOR fará grandes coisas.
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21
“Terra, não tenha medo. Fique alegre e comemore, porque o SENHOR fará grandes coisas.
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22
Animais selvagens, não tenham medo, porque os pastos do deserto ficarão verdes de novo. A árvore dará o seu fruto, e tanto a figueira como a parreira darão sua melhor colheita.
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23
“E vocês, filhos de Sião, fiquem alegres e façam festa ao SENHOR, seu Deus, porque, como uma amostra da sua generosidade, ele lhes mandará no seu devido tempo as chuvas tanto de outono como as de primavera, da mesma forma como ele fazia antes.
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24
Os lugares onde se mói o grão estarão cheios, e haverá tanto vinho fresco e azeite de oliva que o lagar transbordará.
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25
“Eu os compensarei pelos anos de colheita que os gafanhotos comeram, meu grande exército enviado contra vocês.
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26
Vocês comerão até ficarem satisfeitos, e louvarão o nome do SENHOR, seu Deus, quem tem feito maravilhas por vocês. O meu povo nunca mais será envergonhado.
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27
E saberão que o SENHOR vive no meio do povo de Israel, que eu sou seu Deus e que não há outro. O meu povo nunca mais será envergonhado”.
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28
O Senhor diz: “Depois disso, derramarei o meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e filhas profetizarão, os idosos terão sonhos, e os jovens terão visões.
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29
Naqueles dias eu também derramarei o meu Espírito sobre os servos e as servas.
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30
Eu farei grandes maravilhas em cima, no céu, e sinais em baixo, na terra: haverá sangue e fogo e nuvens de fumaça.
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31
O sol se transformará em escuridão e a lua, em sangue. Então virá o grande e glorioso dia do SENHOR.
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32
E será salvo todo aquele que pedir a ajuda do SENHOR. Haverá refúgio no monte Sião e em Jerusalém, como o SENHOR tem falado. Entre os sobreviventes estarão os chamados pelo SENHOR”.
Nomes deste capítulo
Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible
(Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Versículos 1-14: Os juízos de Deus; 15-27: Exortações ao jejuar e à oração, bênçãos prometidas; 28- 32: Uma promessa do Espírito Santo e de misericórdias futuras.
Vv. 1-14. Os sacerdotes deveriam alarmar o povo, por causa da proximidade da chegada dos juízos divinos. A obra dos ministros é advertir sobre as consequências fatais do pecado, e revelar a ira do céu contra a impiedade e injustiça dos homens. A descrição que vem a seguir causa impacto, mostra o que acompanhará as devastações causadas pelos gafanhotos, porém também pode descrever os efeitos da desolação da terra que estava nas mãos dos caldeus. As nações ofensoras são avisadas, com voz de alarme, quanto aos juízos temporais. Quanto mais se deve advertir aos pecadores que busquem a libertação da ira vindoura! Portanto, a nossa principal atividade na terra deve ser especialmente assegurar o interesse das pessoas por nosso Senhor Jesus Cristo. E devemos procurar ser separados dos objetos que logo serão arrancados de todos aqueles que agora fazem deles ídolos. Devem haver expressões exteriores de dor e vergonha, jejuns, pranto e tristeza. As lágrimas pelo transtorno devem tornar-se lágrimas por causa do pecado que as causou. Porém, rasgar as vestes será uma atitude vã, a menos que os corações tenham sido desgarrados pela humilhação e pelo aborrecimento de si mesmos, pela tristeza por seus pecados e pela separação deles. É inquestionável que se nos arrependermos verdadeiramente de nossos pecados, Deus os perdoará. Não se promete que a aflição seja retirada, mas esta possibilidade deve exortar-nos ao arrependimento.
Vv. 15-27. Os sacerdotes e os reis devem convocar um jejum solene. A súplica do pecador é: salve-nos, ó bom Senhor. Deus está pronto para socorrer ao seu povo, e espera para mostrar-se bondoso. Eles oraram para que Deus os salvasse, e Ele lhes respondeu. As suas promessas são respostas reais às orações de fé; dizer e fazer não são duas coisas diferentes para Deus. Alguns entendem estas promessas de forma figurada, como que apontando para a graça do Evangelho, e cumpridas nos abundantes consolos que são entesourados para os crentes no pacto da graça.
Vv. 28-32. A promessa começou a ser cumprida no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo foi derramado, e continuou na graça que converte e nos dons miraculosos conferidos aos judeus e gentios convertidos. Os juízos de Deus para o mundo pecador somente precedem o juízo do mundo no dia final. Clamar a Deus pressupõe que a pessoa tenha conhecimento dEle, fé nEle, desejo dEle, dependência dEle, e como prova da sinceridade de tudo isto, a obediência consciente a Ele. Naquele grande dia, somente serão livrados aqueles que agora recebem a chamada eficaz para apartar-se do pecado a Deus, do "eu" a Cristo, das coisas que são de baixo para as coisas que são de cima.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público